quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ONU: Desigualdade é Desafio das Cidades da América Latina

América Latina-As cidades da América Latina estão crescendo com a prosperidade econômica da região, mas sem conseguir romper a desigualdade entre seus habitantes, afirmou terça-feira Eduardo López, coordenador da ONU-Habitat. "As cidades latino-americanas são as que apresentam índices mais altos de desigualdade, e apesar da redução desta diferença, ela segue sendo a maior", disse López à AFP.
 
A maioria das cidades mais prósperas do planeta está na Europa e na América do Norte, apesar dos avanços significativos nos últimos anos em centros urbanos latino-americanos como Cidade do México, Lima e Bogotá. Ao apresentar o relatório da ONU sobre o estado das cidades 2012-2013, López destacou a necessidade de os países da região desenvolverem políticas claras de desenvolvimento urbano.
 
"Os países que estão avançando rapidamente na prosperidade têm uma política nacional urbana clara. Utilizam as cidades como ponto de lançamento do seu desenvolvimento nacional". O relatório das Nações Unidas avaliou 110 cidades de 35 países utilizando duas novas ferramentas para avaliar o impacto das políticas públicas no desenvolvimento das cidades além dos parâmetros econômicos.
 
O coordenador da ONU-Habitat destacou a inclusão de parâmetros importantes, como qualidade de vida, infraestrutura urbana adequada, igualdade, inclusão e sustentabilidade do meio ambiente.A apresentação contou com Marcelo Ebrard, prefeito da Cidade do México, que com seus mais de 20 milhões de habitantes na zona metropolitana é, ao lado de São Paulo, uma das duas maiores aglomerações urbanas da América Latina.
 
"No México devemos investir na expansão do transporte público, como o metrô, nos espaços públicos e nos direitos sociais", declarou Ebrard, que concorrerá à Presidência mexicana em 2018.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CPLP e CEDEAO Tentam plano de Acção Conjunto Esta emana



Nova Iorque – Os líderes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade da África Ocidental (CEDEAO) vão reunir-se em Nova Iorque para tentar lançar um plano de acção conjunto para a Guiné-Bissau.

Citado pela Lusa, o secretário executivo da CPLP, Murade Murargy, referiu que foi decidido também que os países se mobilizem de imediato para impedir que o governo saído do golpe de Estado de Abril profira a intervenção da Guiné-Bissau no debate anual da Assembleia-Geral da ONU, o que seria uma forma de reconhecimento.

O dirigente moçambicano falava em Nova Iorque, após uma reunião de concertação de representantes de membros da CPLP.

A reunião com o homólogo da Comunidade Económica para o desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a ter lugar nos próximos dias, servirá para identificar "pontos de estrangulamento e pontos de convergência, com vista a que se encontre uma solução rápida para Guiné-Bissau".

"Para a CPLP, é fundamental que haja uma força internacional, e não só da CEDEAO, que haja eleições livres e supervisionadas internacionalmente e que haja um compromisso do roteiro sobre reforma das Forças Armadas e Segurança", disse Murargy.

Sobre a retoma das eleições interrompidas pelo golpe de Estado de Abril, uma exigência que CPLP tem apresentado, recusando-se a reconhecer o governo saído do golpe, Murargy afirmou que "é um caso a repensar".

Dirigentes da UA Participam em Reuniões Sobre Conflitos no Continente


Nova Iorque - O presidente cessante da Comissão da União Africana (CUA), Jean Ping, e a sua sucessora, Nkosazana Dlamini Zuma, estão desde o fim-de-semana, em Nova Iorque, para assistir a uma série de reuniões sobre conflitos em África, anunciou a Comissão num comunicado divulgado segunda-feira.

Entre estas reuniões, que devem decorrer à margem da 67ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, figura um fórum consultivo ministerial sobre o Sudão e o Sudão Sul, que será co-presidido pela presidente da Comissão da UA e pelo secretário-geral da ONU, a 27 de Setembro.

As outras reuniões incluem uma mini-cimeira sobre a Somália e dois encontros de alto nível sobre o Sahel e o leste da República Democrática do Congo, ambas organizadas pelo Secretário-Geral da ONU.

Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o reforço das parcerias da UA com os diferentes agrupamentos regionais ocupará um lugar importante nas actividades da organização, segundo o comunicado.

Neste quadro, o Conselho de Paz e Segurança da UA e a Liga Árabe organizarão a sua segunda reunião consultiva, na presença da presidente da CUA e do Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes.

Uma reunião ministerial do Mecanismo de Coordenação da Cimeira África-América do Sul (ASA), que será organizada para tomar disposições com vista à terceira cimeira programada para antes do final do ano, está na agenda das reuniões a que assistirão os dirigentes da UA.

A delegação da UA em Nova Iorque conta igualmente participar num encontro de alto nível da Assembleia Geral sobre o Estado de Direito, num evento especial sobre a mediação, em consultas de alto nível sobre a contribuição de África para o programa de desenvolvimento após 2015, a serem organizadas pela presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, e numa reunião sobre a economia nigeriana realizada pelo presidente Goodluck Jonathan.

Durante a sua estada em Nova Iorque, Dlamini Zuma e Ping manterão reuniões bilaterais distintas com o Secretário-Geral Ban Ki-moon.

Durante um encontro, domingo, entre Ban e Dlamini-Zuma as duas personalidades discutiram a necessidade de reforçar a parceria estratégica entre a UA e a ONU, não só sobre as questões de paz e segurança, mas igualmente sobre a agenda do desenvolvimento sustentável.

Julius Malema Comparece Esta quarta-feira Perante a Justiça


Joanesburgo - O antigo líder juvenil do Congresso Nacional Africano (ANC), no poder na África do Sul, Julius Malema, comparece esta quarta-feira perante um tribunal regional de Polokwane (norte), capital da província do Limpopo, de onde é originário, anunciou terça-feira, o seu advogado Nicqui Galaktiou, citado pela AFP.
 
"Não recebemos a cópia das acusações e não vimos o mandado de captura", que havia sido emitido sexta-feira, contra o ex-chefe de fila dos jovens do ANC, excluído do partido no poder em Abril, acrescentou, afirmando não saber à quantas horas deverá comparecer o seu constituinte.
 
Segundo à imprensa dominical, Malema é acusado de branqueamento de capitais, corrupção e fraude ao lado de cinco outras pessoas físicas e de quatro companhias.
 
A polícia e a direcção de impostos têm se interessado desde há longa data dos rendimentos de Malema, que leva uma vida regalada, embora se afirma ser defensor dos mais pobres.
 
O seu dinheiro é proveniente do obscuro fundos familiares Ratanang e de On-Point Engineering, uma companhia na qual possui interesses que ganhou através de contratos suspeitos na província, dirigida pelos seus amigos políticos, segundo informações publicadas na imprensa.
 
Malema, segundo os artigos de imprensa recorrente, é igualmente acusado de ter financiado na atribuição de contratos as autoridades provinciais.

Associação de Produtores de Petróleo Africano Constrói sede em Brazzaville

Brazzaville - A Associação dos Produtores de Petróleo Africanos (APPA) vai brevemente construir a sua sede em Brazzaville, anunciaram peritos da organização reunidos na capital congolesa.
 
Trata-se de um prédio de 10 andares e de 7.535,53 metros quadrados, cujo custo se estima em 4.534.952.000 de francos CFA (um dólar americano equivale a cerca de 530 francos CFA), que será construído no centro de Brazzaville.
 
Os peritos consideram uma necessidade a construção da nova sede da APPA, tendo em conta as ambições da organização e os desafios a enfrentar.
 
Criada em 1987, em Lagos, na Nigéria, a APPA assegura a promoção das iniciativas comuns e dos projetos em matéria de políticas e de estratégias de gestão em todos os domínios da indústria petrolífera para permitir aos Estados-membros tirar os melhores benefícios das atividades de exploração do petróleo.
 
A APPA agrupa 18 países, nomeadamente a África do Sul, a Argélia, Angola, o Benin, os Camarões, o Congo, a RD Congo, a Côte d'Ivoire, o Egito, o Gabão, o Gana, a Guiné Equatorial, a Líbia, a Mauritânia, o Níger, a Nigéria, o Sudão, o Tchad.

Guiné-Bissau Assinalou 39 Anos da Proclamação da Sua Independência

Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da república de transição da Guiné-Bissau (à esquerda)
Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da república de transição da Guiné-Bissau (à esquerda)
 
Guiné-Bissau-39 anos em Madina do Boé o PAIGC proclamava unilateralmente a independência daquela que se viria a tornar a Guiné-Bissau. As cerimónias na capital guineense coincidiram com o início dos trabalhos da Assembleia Geral da ONU onde a confusão é total sobre quem poderá representar o país em Nova Iorque.
 

Este 39° aniversário da independência guineense ocorre num contexto de divisão já que a CEDEAO implementou autoridades de transição após o golpe de Estado de 12 de Abril, mas grande parte dos parceiros tradicionais da Guiné-Bissau continuam não reconhecer o novo poder.
 
É o caso da União Europeia, União Africana e CPLP;de tal maneira que os presidente e primeiro-ministro depostos, respectivamente, Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior rumaram até Nova Iorque para representar a Guiné-Bissau na Assembleia Geral das Nações Unidas.
 
A alocução da Guiné-Bissau está prevista para sexta-feira.O presidente interino, Serifo Nhamadjo, deixou terça-feira Bissau rumo a Dacar e, posteriormente, Nova Iorque para também participar nos trabalhos da ONU e ali representar as novas autoriades guineenses.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ONU Condena Assassinato de Parlamentar

SG da ONU , Ban Ki - Moon
SG da ONU , Ban Ki - Moon

Nova Iorque - O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o assassinato de Mustapha Haji Maalim, um membro do novo parlamento somali, dizendo que esta acção constitui uma lembrança das dificuldades encontradas pelas novas instituições.

"Esta perda (do parlamentar Maalim) ocorreu muito cedo na vida do novo parlamento, cujo trabalho é de capital importância na nova via escolhida pela Somália. Ela constitui uma lembrança das dificuldades encontradas pelas novas instituições", acrescentou.

Ki-moon declarou que os membros do parlamento somali foram designados de maneira transparente, consultiva e representativa e que são chamados a servir num momento crítico da história do país.

Por sua vez, o representante especial do secretário geral da ONU para a Somália, Augustine Mahiga, condenou firmemente este assassinato, exigindo um inquérito independente sobre o caso.

"Estou chocado e indignado pelo assassinato do honroso Maalim", declarou num comunicado entregue à PANA domingo em Nova Iorque, afirmando que "estes actos cobardes de assassinatos direccionados e atentados cegos não podem enfraquecer a notável coragem do povo somali cuja teimosia e a determinação permitiram-lhe ultrapassar obstáculos formidáveis e chegar lá onde estamos agora".

Segundo a imprensa local, Maalim foi abatido sábado em Mogadíscio, a capital do país, por homens armados não identificados e sucumbiu mais tarde aos seus ferimentos num hospital.

O incidente segue-se a um duplo atentado suicida ocorrido quinta-feira última, em Mogadíscio, que visava um restaurante popular matando pelo menos 12 pessoas, incluindo jornalistas e polícias.

A Somália empreendeu, após décadas de guerra, um processo de paz e de reconciliação nacional, com uma série de medidas importantes tomadas nestas últimas semanas e que contribuíram para pôr termo ao período de transição política de oito anos neste país do Corno de África.

Estas medidas compreendem a adopção de uma Constituição provisória, a aplicação de um novo parlamento e a escolha de um novo presidente, indica-se.