quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Julius Malema Comparece Esta quarta-feira Perante a Justiça


Joanesburgo - O antigo líder juvenil do Congresso Nacional Africano (ANC), no poder na África do Sul, Julius Malema, comparece esta quarta-feira perante um tribunal regional de Polokwane (norte), capital da província do Limpopo, de onde é originário, anunciou terça-feira, o seu advogado Nicqui Galaktiou, citado pela AFP.
 
"Não recebemos a cópia das acusações e não vimos o mandado de captura", que havia sido emitido sexta-feira, contra o ex-chefe de fila dos jovens do ANC, excluído do partido no poder em Abril, acrescentou, afirmando não saber à quantas horas deverá comparecer o seu constituinte.
 
Segundo à imprensa dominical, Malema é acusado de branqueamento de capitais, corrupção e fraude ao lado de cinco outras pessoas físicas e de quatro companhias.
 
A polícia e a direcção de impostos têm se interessado desde há longa data dos rendimentos de Malema, que leva uma vida regalada, embora se afirma ser defensor dos mais pobres.
 
O seu dinheiro é proveniente do obscuro fundos familiares Ratanang e de On-Point Engineering, uma companhia na qual possui interesses que ganhou através de contratos suspeitos na província, dirigida pelos seus amigos políticos, segundo informações publicadas na imprensa.
 
Malema, segundo os artigos de imprensa recorrente, é igualmente acusado de ter financiado na atribuição de contratos as autoridades provinciais.

Associação de Produtores de Petróleo Africano Constrói sede em Brazzaville

Brazzaville - A Associação dos Produtores de Petróleo Africanos (APPA) vai brevemente construir a sua sede em Brazzaville, anunciaram peritos da organização reunidos na capital congolesa.
 
Trata-se de um prédio de 10 andares e de 7.535,53 metros quadrados, cujo custo se estima em 4.534.952.000 de francos CFA (um dólar americano equivale a cerca de 530 francos CFA), que será construído no centro de Brazzaville.
 
Os peritos consideram uma necessidade a construção da nova sede da APPA, tendo em conta as ambições da organização e os desafios a enfrentar.
 
Criada em 1987, em Lagos, na Nigéria, a APPA assegura a promoção das iniciativas comuns e dos projetos em matéria de políticas e de estratégias de gestão em todos os domínios da indústria petrolífera para permitir aos Estados-membros tirar os melhores benefícios das atividades de exploração do petróleo.
 
A APPA agrupa 18 países, nomeadamente a África do Sul, a Argélia, Angola, o Benin, os Camarões, o Congo, a RD Congo, a Côte d'Ivoire, o Egito, o Gabão, o Gana, a Guiné Equatorial, a Líbia, a Mauritânia, o Níger, a Nigéria, o Sudão, o Tchad.

Guiné-Bissau Assinalou 39 Anos da Proclamação da Sua Independência

Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da república de transição da Guiné-Bissau (à esquerda)
Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da república de transição da Guiné-Bissau (à esquerda)
 
Guiné-Bissau-39 anos em Madina do Boé o PAIGC proclamava unilateralmente a independência daquela que se viria a tornar a Guiné-Bissau. As cerimónias na capital guineense coincidiram com o início dos trabalhos da Assembleia Geral da ONU onde a confusão é total sobre quem poderá representar o país em Nova Iorque.
 

Este 39° aniversário da independência guineense ocorre num contexto de divisão já que a CEDEAO implementou autoridades de transição após o golpe de Estado de 12 de Abril, mas grande parte dos parceiros tradicionais da Guiné-Bissau continuam não reconhecer o novo poder.
 
É o caso da União Europeia, União Africana e CPLP;de tal maneira que os presidente e primeiro-ministro depostos, respectivamente, Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior rumaram até Nova Iorque para representar a Guiné-Bissau na Assembleia Geral das Nações Unidas.
 
A alocução da Guiné-Bissau está prevista para sexta-feira.O presidente interino, Serifo Nhamadjo, deixou terça-feira Bissau rumo a Dacar e, posteriormente, Nova Iorque para também participar nos trabalhos da ONU e ali representar as novas autoriades guineenses.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ONU Condena Assassinato de Parlamentar

SG da ONU , Ban Ki - Moon
SG da ONU , Ban Ki - Moon

Nova Iorque - O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o assassinato de Mustapha Haji Maalim, um membro do novo parlamento somali, dizendo que esta acção constitui uma lembrança das dificuldades encontradas pelas novas instituições.

"Esta perda (do parlamentar Maalim) ocorreu muito cedo na vida do novo parlamento, cujo trabalho é de capital importância na nova via escolhida pela Somália. Ela constitui uma lembrança das dificuldades encontradas pelas novas instituições", acrescentou.

Ki-moon declarou que os membros do parlamento somali foram designados de maneira transparente, consultiva e representativa e que são chamados a servir num momento crítico da história do país.

Por sua vez, o representante especial do secretário geral da ONU para a Somália, Augustine Mahiga, condenou firmemente este assassinato, exigindo um inquérito independente sobre o caso.

"Estou chocado e indignado pelo assassinato do honroso Maalim", declarou num comunicado entregue à PANA domingo em Nova Iorque, afirmando que "estes actos cobardes de assassinatos direccionados e atentados cegos não podem enfraquecer a notável coragem do povo somali cuja teimosia e a determinação permitiram-lhe ultrapassar obstáculos formidáveis e chegar lá onde estamos agora".

Segundo a imprensa local, Maalim foi abatido sábado em Mogadíscio, a capital do país, por homens armados não identificados e sucumbiu mais tarde aos seus ferimentos num hospital.

O incidente segue-se a um duplo atentado suicida ocorrido quinta-feira última, em Mogadíscio, que visava um restaurante popular matando pelo menos 12 pessoas, incluindo jornalistas e polícias.

A Somália empreendeu, após décadas de guerra, um processo de paz e de reconciliação nacional, com uma série de medidas importantes tomadas nestas últimas semanas e que contribuíram para pôr termo ao período de transição política de oito anos neste país do Corno de África.

Estas medidas compreendem a adopção de uma Constituição provisória, a aplicação de um novo parlamento e a escolha de um novo presidente, indica-se.

Dilma Rousseff discursa Nesta Terça-feira na Assembleia Geral da ONU

Nova York - A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, chegou domingo (23de Setembro) a Nova York, onde discursa, nesta terça-feira (25de Setembro) na 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas.Ela deve reiterar que apenas esforços conjuntos na busca por soluções para conter os efeitos da crise econômica internacional evitarão danos às metas de inclusão social e redução da pobreza no mundo. Ela também pretende destacar os avanços obtidos na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em Junho.
 
Dilma desembarcou acompanhada da filha, Paula Araújo, e dos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Marco Aurélio Garcia (Secretaria Especial de Assuntos Internacionais), Aloizio Mercadante (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Aguinaldo Ribeiro (Cidades) e Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social). Dilma fica até o dia 26 em Nova York.
 
No ano passado, a presidente foi a primeira mulher a discursar na Assembleia Geral da ONU. Inicialmente, na edição deste ano, está confirmada apenas uma reunião dela com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Não há encontros organizados com o presidente norte-americano, Barack Obama, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Porém, uma possibilidade é que ela se encontre com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
 
Em relação à política externa, a presidente deverá reiterar a necessidade de respeitar a soberania interna e a ordem democrática.Referências que dizem respeito diretamente à Síria e ao Paraguai.Sobre a Síria, Dilma deverá defender o fim da violência, a busca da paz por meio do diálogo, o respeito aos direitos humanos e a não intervenção militar.
 
Dilma deverá, mais uma vez, apoiar o direito de a Palestina ser um Estado independente. Ela deve mencionar também a necessidade de buscar um acordo de paz entre palestinos e israelenses. No ano passado, a presidente ressaltou o apoio à oposição na Líbia. Na época, o então presidente Muammar Kadhafi (morto em Outubro de 2011) resistia em deixar o poder.
 
No âmbito regional, a presidente deve ressaltar que atualmente na América Latina a integração está diretamente relacionada ao respeito à democracia. É uma referência à necessidade de preservar a ordem democrática, algo que os líderes latino-americanos suspeitam que não ocorreu no Paraguai durante a destituição do então presidente Fernando Lugo, em 22 de Junho.
 
A 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas terá como temas principais a prevenção e a resolução pacífica de conflitos internacionais. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, acompanha Dilma e tem uma agenda paralela. O principal tema da agenda dele é o esforço para a ampliação do Conselho de Segurança da ONU.
 
O conselho é formado por 15 paísescinco com assentos permanentes e dez com rotativos. O Brasil defende a ampliação para, pelo menos, 25 lugares no total. O assunto deve ser reunião de Patriota com representantes do G4 (Alemanha, Brasil, Índia e Japão) e do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Mali Chega a Acordo com CEDEAO para Envio de Tropas

Dioncounda Traoré, presidente maliano
Dioncounda Traoré, presidente maliano
 
Mali-O Mali chegou a acordo com a CEDEAO sobre o envio de tropas africanas para o estado maliano. A força terá em Bamaco o seu quartel-general.

O Mali e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) chegaram a um acordo sobre o envio de tropas africanas para o Mali. Esta força terá em Bamaco o seu quartel-general. O anúncio foi feito pelos ministros da defesa da Costa do Marfim e do próprio Mali.

De recordar que, no início de Setembro, o presidente Dioncounda Traoré havia pedido oficialmente ajuda à CEDEAO, para travar a situação do norte do país. O norte do Mali é controlado, desde há seis meses, por vários grupos islamistas armados, próximo da Al-qaeda do Magrebe islâmico.Grupos que aplicam a lei islâmica, e que têm vindo a ser acusados de violações graves de direitos humanos.
 
De sublinhar por fim, que à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, vai ter lugar no dia 26 de Stembro, quarta-feira, uma reunião de alto nível sobre o Sahel, do qual faz parte o Mali.

O politólogo guineense, Rui Landim, defende que a ONU deveria adoptar uma resolução clara e urgente de forma a resolver o problema maliano.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Presidente Jacob Zuma homenageia Dlamini-Zuma


Cidade do Cabo - O presidente sul-africano, Jacob Zuma, e os membros da Assembleia Nacional prestaram uma homenagem à ministra do Interior, Nkosazana Dlamini-Zuma, que se prepara para assumir o cargo de presidente da Comissão da União Africana (CUA) em Addis Abeba, na Etiópia.

O presidente Zuma felicitou a sua ex-esposa, dizendo que a sua partida é uma perda para o país, mas um ganho para África.

Dlamini-Zuma foi eleita presidente da CUA a 15 de Julho de 2012, tornando-se assim a primeira mulher a dirigir a organização, desde a formação da antiga Organização da Unidade Africana (OUA).

"Teremos muitas saudades dela. Mas sabemos que sentiremos e ouviremos os seus passos em Addis Abeba", disse o presidente Zuma durante uma sessão conjunta das duas Câmaras do Parlamento.

Fazendo referência à dura batalha para a sua eleição contra o gabonês Jean Ping, o presidente Zuma lembrou que Pretória tinha apoiado a sua campanha "porque África necessita de alguém que eleve a União Africana e as suas actividades a um outro nível".

Para o estadista, Dlamini-Zuma foi excelente enquanto ministra da Saúde, dos Negócios Estrangeiros e do Interior, as três pastas que ela ocupou desde as primeiras eleições multi-raciais do país em 1994.

Na sua homenagem, a deputada do Congresso Nacional Africano (ANC) Maggie Maunye afirmou que a condução avisada de Dlamini-Zuma relativamente à lei sobre a interrupção da gravidez protegeu várias mulheres da indignidade e do perigo dos abortos clandestinos.

Por seu lado, Sandy Kalyan, do principal partido da oposição, a Aliança Democrática, observou que "o carácter determinado, forte e às vezes obstinado" de Dlamini-Zuma vai ajudá-la nas suas novas funções.

Num discurso de adeus emotivo, Dlamini-Zuma disse que vai a Addis Abeba "enquanto humilde servidora do continente".

"Choro quando estou contente, choro quando estou triste e hoje estou ao mesmo tempo feliz e triste", disse a nova presidente da Comissão da União Africana.