segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Presidente Jacob Zuma homenageia Dlamini-Zuma


Cidade do Cabo - O presidente sul-africano, Jacob Zuma, e os membros da Assembleia Nacional prestaram uma homenagem à ministra do Interior, Nkosazana Dlamini-Zuma, que se prepara para assumir o cargo de presidente da Comissão da União Africana (CUA) em Addis Abeba, na Etiópia.

O presidente Zuma felicitou a sua ex-esposa, dizendo que a sua partida é uma perda para o país, mas um ganho para África.

Dlamini-Zuma foi eleita presidente da CUA a 15 de Julho de 2012, tornando-se assim a primeira mulher a dirigir a organização, desde a formação da antiga Organização da Unidade Africana (OUA).

"Teremos muitas saudades dela. Mas sabemos que sentiremos e ouviremos os seus passos em Addis Abeba", disse o presidente Zuma durante uma sessão conjunta das duas Câmaras do Parlamento.

Fazendo referência à dura batalha para a sua eleição contra o gabonês Jean Ping, o presidente Zuma lembrou que Pretória tinha apoiado a sua campanha "porque África necessita de alguém que eleve a União Africana e as suas actividades a um outro nível".

Para o estadista, Dlamini-Zuma foi excelente enquanto ministra da Saúde, dos Negócios Estrangeiros e do Interior, as três pastas que ela ocupou desde as primeiras eleições multi-raciais do país em 1994.

Na sua homenagem, a deputada do Congresso Nacional Africano (ANC) Maggie Maunye afirmou que a condução avisada de Dlamini-Zuma relativamente à lei sobre a interrupção da gravidez protegeu várias mulheres da indignidade e do perigo dos abortos clandestinos.

Por seu lado, Sandy Kalyan, do principal partido da oposição, a Aliança Democrática, observou que "o carácter determinado, forte e às vezes obstinado" de Dlamini-Zuma vai ajudá-la nas suas novas funções.

Num discurso de adeus emotivo, Dlamini-Zuma disse que vai a Addis Abeba "enquanto humilde servidora do continente".

"Choro quando estou contente, choro quando estou triste e hoje estou ao mesmo tempo feliz e triste", disse a nova presidente da Comissão da União Africana.

Bancos Japoneses Ampliam Busca por Moeda Estrangeira

Japão-Os três maiores bancos do Japão estão ampliando esforços para adquirir moedas estrangeiras, especialmente o dólar norte-americano, em resposta ao crescimento de empréstimos para companhias internacionais, de acordo com o jornal Nikkei.


A crise do endividamento soberano na Europa tem dificultado a obtenção de uma fonte estável para fundos em dólares para bancos em todo o mundo. As instituições japonesas, estando em boas condições relativas, provavelmente vão buscar adquirir agressivamente moedas estrangeiras a juros baixos.


O Bank of Tokyo-Mitsubishi, o Sumitomo Mitsui Banking e o Mizuho Financial Group tinham, fora do Japão, depósitos de US$ 344,7 bilhões, ou cerca de 26,9 trilhões de ienes em 31 de Março.Desde então, o número tem crescido. O Mizuho tinha recentemente fora do país cerca de US$ 80 bilhões, ante US$ 74 bilhões em 31 de Março, excluindo-se depósitos em banco central.


Os bancos também têm adquirido moedas internacionais por meios que não sejam depósitos. O patrimônio em moeda estrangeira levantado por meio de certificados de depósito e por commercial paper (instrumento financeiro de crédito) subiu US$ 17 bilhões, para US$ 71 bilhões no Sumitomo Mitsui Banking no período de três meses iniciado em Abril. O banco levantou US$ 3 bilhões em Julho pela emissão de títulos denominados em moedas estrangeiras.O Mizuho emitiu seus primeiros títulos denominados em moeda internacional em Março, levantando US$ 1,5 bilhão.


A razão para este comportamento é que os empréstimos para empresas fora do Japão estão aumentando rapidamente. O balanço relativo a financiamento estrangeiro totalizou mais de US$ 500 bilhões em 31 de Março e continuou a avançar desde então. Com custos baixos para adquirir recursos em moedas estrangeiras, os grandes bancos têm utilizando depósitos domésticos em moeda estrangeira e também depósitos fora do país. E os bancos japoneses têm classificação de crédito relativamente elevada.


"Instituições como bancos centrais na América do Sul, buscando gerenciamento de seus recursos, têm feito mais depósitos em bancos japoneses", afirmou um representante do Sumitomo Mitsui Banking. "Um número crescente de empresas estrangeiras também tem depósitos conosco", citou fonte do Mizuho.


Embora grande parte da procura por moeda estrangeira ocorra na forma de dólares norte-americanos, as opções estão se ampliando para incluir o dólar australiano e outras moedas. Os grandes bancos até mesmo esperam ter acesso à moeda chinesa por meio de depósitos internacionais para varejistas em algum momento no futuro.

Bancos Centrais Mauritaniano e Guineense Desenvolvem Cooperação Bancária


Nouakchott - Os bancos centrais da Mauritânia e da Guiné Conakry "têm várias coisas a partilhar" e vão desenvolver uma cooperação mutuamente vantajosa, declarou quinta-feira última, em Nouakchott, o governador do Banco Central da Guiné Conakry, Loceny Nabé.
 
Nabé fez estas declarações no termo de uma audiência com o presidente mauritaniano, Mohamed Ould Abdel Aziz, a quem transmitiu uma mensagem do seu homólogo guineense, Alpha Condé, o qual expressa a vontade de desenvolver as relações multiformes entre os dois países.

"A Mauritânia e a Guiné Conakry possuem cada uma a sua própria moeda nacional (ouguiya e franco guineense respectivamente) e os Bancos Centrais podem trocar as suas experiências neste domínio, além dos laços que os une a nível africano e islâmico através do Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID)", indicou Nabé.

Além disso, actores do sector bancário mauritaniano estão interessados no mercado guineense, o que os levou a abrir recentemente bancos mauritanianos em Conakry, a capital guineense, para reforçar as trocas nos domínios da pesca, da agricultura e do cimento.

Os bancos mauritanianos actualmente presentes no mercado guineense são o Banco Nacional da Mauritânia (BNM) e o Banco Comercial da Mauritânia (BCI), duas instituições com capitais privados, indica-se.

CEDEAO Solicita Bamako para Rever sua Posição

Abidjan - A Comunidade Económica para o Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) solicitou a Bamako para rever a sua posição com vista a atender as condições que visam uma intervenção armada das forças da África Ocidental, no norte do Mali, ocupado por islamitas armados, anunciou  sexta-feira última a AFP, que cita fontes diplomáticas.
 
Os ministros ivoirienses dos Negócios Estrangeiros, Daniel Kablan Duncan, e da Integração africana, Ally Coulibaly, voltaram a Bamako, quinta-feira, para remeter ao presidente em exercício do Mali, Dioncounda Traoré, a resposta do pedido formal de ajuda que este último solicitou, no início de Setembro, à CEDEAO.
 
Esta resposta foi preparada na reunião de Ministros das Relações Exteriores e da Defesa da CEDEAO, em Abidjan, na segunda-feira última, precedida de um encontro dos chefes do Estado Maior da África Ocidental.
 
Dois dos três pontos evocados por Bamako referem ao problema de não permitir "o desempenho eficaz" de qualquer intervenção militar no seu território, de acordo com fontes diplomáticas da África Ocidental.
 
Dioncounda Traore deixou claro que "a implantação de lutar contra as forças militares é inútil", em Bamako, de acordo com os desejos da antiga junta militar que derrubou a 22 de Março o presidente Amadou Toumani Touré.
 
Para CEDEAO, as autoridades do Mali devem aceitar a implantação em Bamako de elementos que possam assegurar a logística da operação como as instituições de transição.
 
O presidente em exercício também destacou que o Mali não quer que as forças do oste africano façam combates, mas que forneçam apoio logístico e aéreo, bem como a participação no policiamento, uma vez que as cidades no norte do país foram reconquistadas.
 
A CEDEAO considera que a ajuda na formação do exército maliano e o apoio logístico e aéreo não são suficientes, e que as tropas do oeste africano não devem limitar-se à uma posição passiva.
 
Na quarta-feira, o Presidente Blaise Compaoré, do Burkina Faso, mediador da crise no Mali, considerou que as "condições" de Bamako "são impossíveis para a CEDEAO instalar-se efetivamente no país".
 
Agora, a CEDEAO espera uma resposta do presidente Dioncounda Traoré. Se um acordo for alcançado, a União Africano vai enviar um projecto de resolução que será analisado e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU.
 
Uma conferência internacional sobre a região do Sahel, presidido pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon está prevista para 26 de Setembro, em Nova York.
 
A CEDEAO vem se preparando há vários meses para enviar um efectivo de 3.300 soldados ao Mali.
 
O norte do Mali é controlado por grupos próximos da Al-Qaeda do Magreb Islâmico (AQMI), que impuseram a sharia (lei islâmica): homens acusados de roubo foram amputados, um casal considerado ilegítimo foi apedrejado até à morte e foram destruídos
os túmulos de santos muçulmanos.
 

Guiné-Bissau Vai Manter-se na CPLP, Garante MNE de Transição

Bissau-O ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de transição da Guiné-Bissau, Faustino Imbali, lembrou que o país é membro fundador da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e disse que o país "vai continuar" na organização.
Faustimo Imbali, que falava em conferência de imprensa em Bissau, respondia assim às declarações do embaixador de Moçambique junto das Nações Unidas, António Gumende, que na quarta-feira disse à Rádio ONU que a Guiné-Bissau pode ser suspensa da CPLP devido ao golpe de Estado de 12 de Abril passado.
 
Moçambique assumiu desde Julho a presidência rotativa da CPLP."Está-se a trabalhar no sentido de se estabelecer as medidas sancionatórias mas prevejo que medidas de suspensão poderão ser acomodadas, como acontece noutras organizações", disse o responsável.
 
Questionado pelos jornalistas, Faustino Imbali disse que, caso a CPLP tome a decisão de suspender a Guiné-Bissau devido ao golpe de Estado de 12 de Abril, o governo vai tirar como conclusão que "a CPLP não se interessa pelo povo da Guiné-Bissau, não se interessa pelos crimes de sangue que aconteceram nos últimos anos na Guiné-Bissau, nem se interessa pelos crimes económicos que aconteceram na Guiné-Bissau. A CPLP só se interessa por uma só pessoa e essa pessoa chama-se Carlos Gomes Júnior [primeiro-ministro deposto]".
 
Faustino Imbali frisou que a CPLP "nunca meteu os pés" na Guiné-Bissau desde o golpe de 12 de Abril e voltou a pedir a presença da organização."Nós asseguramos o país depois do golpe de Estado, não vejo porque diriam `não vou falar com aquela gente que são golpistas`. Não é uma posição responsável. Gostaríamos que viessem, que falássemos e, se quiserem o interesse do povo, encontraremos uma melhor solução para esse povo. Agora se estão interessados em pessoas e não num povo, a decisão de suspender a Guiné-Bissau compreende-se neste quadro, e só neste quadro", afirmou.
 
O ministro salientou que da parte da Guiné-Bissau não há dificuldades de relacionamento com a CPLP e que o governo está aberto ao diálogo, e disse que telefonou ao até agora secretário-executivo da organização, o guineense Domingos Simões Pereira, e que este lhe disse que iria a Bissau para falarem após a cimeira de Maputo (em Julho passado), o que não aconteceu.
 
O Governo de transição, assegurou, também está a "fazer o máximo" para incentivar o diálogo entre a CPLP e a CEDEAO (Comunidade Económica para o desenvolvimento dos Estados da África Ocidental), e disse que as duas entidades se vão reunir em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU, que está a decorrer.
 
Sempre salientando que o governo de transição nada tem a ver com o golpe de Estado ocorrido a 12 de Abril o ministro concluiu: "A posição extrema de certos responsáveis da CPLP não ajuda à situação. Porque se ficamos aqui a dizer que temos de voltar a 11 de Abril, meus caros, não vale a pena, obrigado".

 

Mandado de Captura Contra Julius Malema - Imprensa


Joanesburgo - O jovem orador sul-africano, Julius Malema, o antigo chefe de ala dos jovens do Congresso Nacional Africano (ANC), excluído do partido dominante na África do Sul, foi objecto de um mandado de detenção, noticiou sexta-feira última o semanário City Press no seu site na internet.

O interessado disse ao semanário que ele não " tinha entendido nada". Nem Os "Hawks (unidade especial da polícia), nem o procurador do tribunal não confirmou a informação.

"Malema deverá comparecer perante um tribunal na próxima semana em Pretória ou Polokwane (norte, cidade da qual é originário), por branqueamento de capital, corrupção e fraude", escreve o City Press.

A polícia e a direcção dos impostos investigam, há vários meses na origem dos recursos de Malema, que idealiza um grande caminho para defender os mais pobres. O seu dinheiro vem de obscuros fundos familiares e de On-Point Engineering, uma companhia da qual ele tem os interesses que ganhou um concurso de oferta suspeita da sua província do Limpopo (norte).

Excluído do ANC em Abril de 2012, após um longo "processo" por indisciplina, Malema, de 31 anos, e ficou afastado da direcção da Liga de Jovens do movimento, que ele presidiu, durante quatro anos.

Ele tornou-se um opositor forte do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, que foi portanto o seu mentor, e que ele agora acusa de ditador, enquanto o partido dominante deverá renovar a sua direcção em Dezembro de 2012.

Ainda recentemente, ele efectuou uma digressão às minas do país, apelando aos trabalhadores à revolução. A polícia impediu-lhe segunda-feira a falar perante os grevistas de Marikana (norte), onde se acabou um longo conflito social, cuja violência causou 34 mortos.

Países em Desenvolvimento Pedem que Nações Ricas Diminuam Emissões

 
Brasilia-Representantes de Brasil, Índia, China e África do Sul cobraram sexta-feira última (21de Setembro) que os países ricos aumentem a taxa de redução das emissões de gases do efeito estufa na segunda etapa do Protocolo de Kyoto. Os quatro países, que formam o grupo Basic, debateram em Brasília as ações que serão defendidas na Conferência do Clima (COP18), que acontecerá em Dezembro em Doha, no Catar.

A segunda fase do Protocolo de Kyoto- documento que prevê metas de redução de emissões- começa a partir de Janeiro de 2013, mas ainda não foram definidos os compromissos que deverão ser adotados. Para o Basic, a COP 18 precisa promover negociações “concretas” sobre os novos objetivos de redução de emissões.

 
“Em relação à redução de emissões, os países em desenvolvimento estão reduzindo em 70% e os desenvolvidos em 30%. Acreditamos que a redução de países desenvolvidos ainda não é suficiente.
 
Temos que negociar como aumentar a taxa de redução dos países desenvolvidos”, disse o vice-ministro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China, Xie Zenhua.

Para o governo brasileiro, a conferência em Doha será importante para assegurar que a segunda etapa do Protocolo de Kyoto tenha, de fato, início em 2013. “É um desafio para Doha assegurar o segundo período de compromisso de Kyoto e caminhos mais objetivos de [proteção ambiental]”, afirmou a ministra do meio-ambiente,
Izabella Teixeira.

A ministra defendeu que seja mantido na segunda etapa de Kyoto o princípio das responsabilidades comuns porém diferenciadas, segundo o qual os países desenvolvidos devem contribuir mais que as nações em desenvolvimento no esforço de proteção do meio-ambiente.

De acordo com o Itamaraty, o objetivo da reunião de ministros do Basic, em Brasília, foi alcançar a unificação das posições dos quatro países para as negociações climáticas da COP18. Os países integrantes do Basic pretendem contribuir com menos dinheiro nas medidas de redução das emissões de carbono, apesar de já poluirem como alguns países desenvolvidos. A China, por exemplo, é o maior emissor de gases do efeito estufa do mundo.