terça-feira, 18 de setembro de 2012

Professor Universitário eleito Presidente da República

Mogadíscio - O professor universitário Hassan Cheikh Mohamoud, de 56 anos, foi eleito segunda-feira à noite presidente da Somália pelo Parlamento reunido em Mogadíscio, ao obter maioria absoluta na segunda volta, informa AFP.
 
O novo presidente obteve 190 votos, contra 79 votos para o actual mandatário, Sharif Cheikh Ahmed. Hassan Cheikh Mohamoud, que não era considerado favorito, tinha ocupado o segundo lugar na primeira volta, com 60 votos, atrás de Sharif Cheikh Ahmed, que obteve 64 votos.
 
O candidato "Hassan Cheikh Mohamoud é o vencedor da eleição presidencial", anunciou o presidente do Parlamento, Mohamed Osman Jawari, após a recontagem dos votos.
 
Hassan Cheikh Mohamoud já foi empossado pelo presidente da Suprema Corte, depois de prestar juramento sobre o Alcorão. A vitória foi saudada com tiros para o ar em Mogadíscio.
 
"Agradeço a todos que participaram deste processo histórico (...) Espero que a Somália caminhe agora para o melhor e que todos os nossos problemas fiquem no passado", declarou o novo presidente.
 
Vinte e cinco candidatos apresentaram-se na primeira volta desta eleição, na qual votaram os membros do novo Parlamento somali, eleitos por antigos representantes dos clãs.
 
Hassan Cheikh Mohamoud é filiado ao partido Al Islah, considerado o equivalente somalí da Irmandade Muçulmana.Professor sem actuação política radical, Mohamoud não tem ligação com qualquer das facções implicadas na interminável guerra civil que assola a Somália desde a queda do presidente Siad Barre, em 1991.
 
Considerado um moderado e fundador de uma universidade em Mogadíscio, o novo presidente trabalhou em várias organizações internacionais na Somália, mas é um "desconhecido" para a comunidade internacional, revelou um diplomata à AFP.
 
A eleição conclui um longo e complexo processo político apoiado pelas Nações Unidas e destinado a dotar a Somália de instituições sólidas e de um autêntico governo central, após uma sucessão de autoridades de transição a partir do ano 2000.
 
Diante dos persistentes combates contra os rebeldes islâmicos e da falta de estrutura estatal, a população somali ficou de fora do processo de reconstrução política.Os rebeldes islâmicos que combatem o governo somali perderam terreno no último ano diante da força da União Africana e dos contingentes enviados à Somália pelo Quénia e a Etiópia, mas ainda controlam boa parte do sul e centro do país.

Duques de Cambridge Apresentam Queixa-crime Contra a Closer

França-Apesar da digressão pela zona Ásia-Pacífico, os duques de Cambridge continuam a fazer correr muita tinta na Europa.Depois de terem apresentado queixa contra a revista francesa Closer por “atentado à vida privada”, os duques de Cambridge apresentaram, esta segunda-feira, uma queixa-crime contra o fotógrafo autor das fotografias de Kate Middleton em topless durante as férias de verão no Sul de França.
 
Para o advogado Christopher Mesnooh “de um ponto de vista puramente económico a maioria das revistas chegaria à conclusão que é do seu interesse publicar as fotografias e tentar negociar qualquer ação legal mais tarde.”
 
Certo é que as queixas apresentadas contra a Closer não demovem as restantes revistas de fazerem o mesmo. A revista de celebridades italiana CHI, do mesmo grupo que a publicação gaulesa, decidiu dedicar um especial de 26 páginas aos seios da duquesa de Cambridge.
 
“O interesse público, a natureza não mórbida das fotografias, o respeito pela dignidade da pessoa e a não-violação de privacidade porque se encontrava num espaço público, na rua, significa que as fotografias respeitam a lei italiana”, defende o editor da CHI, Alfonso Signorini.
 
Ao levarem o caso para a justiça os duques de Cambridge esperam dissuadir outras revistas de publicarem as fotografias de Kate em topless. A CHI não parece minimamente intimidada. O jornal irlandês Irish Daily Star também já publicou as imagens da duquesa de Cambridge.

Guiné-Bissau: Sindicato reivindica direitos dos funcionários da Justiça

Bissau - O Presidente do Sindicato de Base do Ministério da Justiça afirmou que os direitos dos trabalhadores desta instituição do Estado foram gravemente lesados pelo Governo de Transição.
 
Em conferência de imprensa realizada segunda-feira, 17 de Setembro, em Bissau, Isidro Teixeira sublinhou que alguns funcionários do Ministério da Justiça se encontram, há 9 meses, sem receber salários.

«Já existem perto de 9 meses de salários em atraso, de pessoal que recebe do chamado ´cofre´, por parte deste Governo», disse o sindicalista.

Perante esta situação, Isidro Teixeira disse que a organização vai levar a cabo acções legais, que passam por uma paralisação a ter lugar a partir do dia 18 de Setembro.

Entre outras revindicações, constam ainda, por parte dos sindicatos, a promoção, o reajuste e a subida de letras dos funcionários, o pagamento de subsídios aos arquivistas, aberturas de mais centros de produção de Bilhetes de Indexteridade nos bairros de Santa Luzia e Ajuda, assim como os meios de transporte para o pessoal.
 
Recorde-se que, num memorando sobre a situação laboral dos trabalhadores do Ministério da Justiça que o Sindicato de Base entregou ao Governo de Transição em Agosto, foram levantadas várias situações com que os funcionários se defrontaram, que passam pelo aumento do nível de pobreza, falta de segurança, constante conflito no local de trabalho e desrespeito pelo factor qualidade no seio dos funcionários.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Guiné-Bissau: Presidente de Transição Anuncia Participação na Assembleia-geral da ONU


Guiné-Bissau-Presidente da República de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, «representará o país ao mais alto nível» na 67.ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, segundo uma nota divulgada em Bissau.
 
A Assembleia Geral da ONU, este mês, é «uma ocasião a todos os títulos soberana para Manuel Serifo Nhamadjo informar o mundo sobre a evolução da transição na Guiné-Bissau, fundamentalmente no que diz respeito aos aspetos político-económico, social e segurança interna», diz também o comunicado do gabinete do Presidente de transição, que ocupou o cargo após o golpe de estado de 12 de abril.
 
Serifo Nhamadjo, ainda de acordo com o mesmo comunicado, «é um dos convidados de honra do governo dos Estados Unidos para participar numa receção que será oferecida nesta circunstância a mais de 100 personalidades».

Polícia Guineense Morreu em Angola

Guiné-Bissau-Pelo menos um dos 350 agentes da polícia da Guiné Bissau que recebeu treino em Angola acabou por morrer, segundo as autoridades daquele País.

Os mesmos que regressam no final deste mês, deviam voltar à Bissau em Julho passado.

Entretanto, fontes em Luanda próximas do contingente policial da Guiné Bissau confirmaram o óbito afirmando que este tinha adoecido.
As fontes acrescentaram que ao contrário do que é habitual o agente não foi levado para o hospital militar apesar da sua situação se ter agravado.

O agente que morreu fazia parte do contingente de 350 agentes enviados para Angola para ali serem treinados.

O grupo de policias guineenses terminou há dois meses a sua formação em Angola mas desde então tem estado á espera que as autoridades guineenses lhes digam quando vão regressar.

Na Terça-feira um porta-voz do grupo tinha lançado um apelo publico para que se resolvesse a sua situação.

Hoje o Major Pedro Goi que chefia o destacamento da Guiné Bissau disse ter recebido garantias que os polícias guineenses vão em breve regressar ao seu país.

“Vamos regressar no fim do mês,” disse o Major acrescentando que a informação lhe tinha sido dada a partir de Bissau pela hierarquia policial guineense.

A mesma fonte informou ainda que os agentes guineenses recebem apoio das autoridades angolanas em termos de alimentação e acesso a cuidados médicos. Os agentes recebem também um subsídio mensal de 100 dólares das autoridades angolanas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Livro Conta História da Escravidão no Estado e País

 
Brasil-Documentos que contam a história do Maranhão foram recuperados, catalogados por pesquisadores do arquivo público estadual, e vão ser lançados em livros. Nas duas obras é possível encontrar registros da história da escravidão no Estado, e da vida política, administrativa e social do Maranhão, nos períodos do Brasil colônia e do império.

Os livros já são considerados best sellers do arquivo público do estado. O "Repertório de documentos para a história da escravidão no Maranhão" é um destes. Com 591 páginas, ele levou seis anos para ficar pronto e isto só foi possível por causa dos milhares de documentos guardados no arquivo, datados séculos XVIII e XIX. A obra é uma espécie de diário de um período em que tudo girava em torno do trabalho escravo.

E de que região da África onde vieram os negros?. Guiné Bissau, Cahel, Angola... Havia o preto ladico, aqueles que já conheciam um pouco da língua e de alguns costumes. Não eram da preferência dos senhores, porque influenciava os outros a formar quilombos. Havia também os negros boçais que não tinha nenhum conhecimento eram os preferidos.

A historiadora Helena Espínola é uma das 13 pessoas que elaboraram o livro. “Ele vai indicar fontes para quem quer conhecer a história da escravidão no Estado. Não é só do escravo, mas da escravidão de modo geral, porque o escravo livre, forro, nós relatamos no livro. Pegamos toda a documentação referente a escravos, tanto os que já haviam conseguido essa liberdade, como os que ainda viviam a serviço de seus senhores e os filhos destes escravos. Então ele é bem abrangente”, disse a especialista.

Foi um período em que o negro era o centro das atenções, moeda de valor, porque como mão de obra barata, promovia o crescimento de todos os setores da economia. Mas não era respeitado como tal.
 

Os arquivos também registram passagens curiosas. Uma certa vez, 30 negros foram enviados como encomendas para a província de Pernambuco. Os responsáveis pela carga, como podia ser considerados o grupo de escravos, queriam pagar taxa baratas e não passagens, como reivindicavam os Correios. O caso foi parar num juiz de paz, que parecia trabalhar somente em função desta relação: negros e senhores.

Muitas vezes os escravos não suportavam tantos maus tratos e reagiam. “Através de fugas, do roubo, do crime. Eles assassinavam também. Nós temos vários relatos de escravos que assassinavam seu senhor”, explicou a historiadora.

O livro é um marco na história da escravidão e mostra, acima de tudo, o quanto os escravos não só no Maranhão, mas em todos os estados, contribuíram para o desenvolvimento do país. “Os escravos é que produziam. Trabalhavam na lavoura, na criação de animais, como domésticos, toda espécie de trabalho era feito pelos escravos. Tanto que a gente encontra correspondência dos senhores para o governo, pedindo mais entrada de escravos porque a lavoura estava decaindo pela falta de trabalho escravo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Guiné-Bissau:37 Crianças Não Conseguem Regressar a Casa

Guiné-Bissau-Roberto Metcha, que lidera uma comissão criada pelos pais e encarregados de educação das crianças, para tentar encontrar formas de as trazer de volta, contou à Lusa que os jovens, com idades entre 10 e 15 anos, foram levados por um "agente de futebol" para um torneio na Costa do Marfim que terminou há mais de duas semanas.

"Estamos preocupadíssimos com as nossas crianças. Eu tenho lá o meu filho de dez anos. Eu e mais outros pais estamos a tentar ver a partir de Bissau, junto das nossas autoridades, com instituições que tratam de questões das crianças e com pessoas de boa vontade, como fazer regressar as nossas crianças da Costa do Marfim", disse Metcha.

Segundo a mesma fonte, os rapazes foram levados para Abidjan mediante o pagamento de 350 mil francos CFA (534 euros) para custear o transporte, a alimentação e a estada (embora nem todos os pais tenham dado essa quantia).

"Acontece que as crianças acabaram por viajar de carro até a Costa do Marfim e agora não conseguem regressar, porque o senhor que as levou para lá diz que não tem dinheiro para custear a viagem", afirmou Roberto Metcha, pedindo a intervenção da secretaria de Estado da Juventude, Cultura e Desporto.

"Os rapazes estão a passar um mau bocado. Os que tiveram a sorte de os pais lhes enviarem dinheiro permaneceram no hotel, os outros estão a dormir num quarto numa esteira. Foi o que me disse o meu filho", explicou Roberto Metcha, cuja comissão a que preside será recebida na quinta-feira pelo diretor-geral dos Desporto.