quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cientistas Africanos Descobrem Fármaco Promissor Contra Malária





Resultados preliminares


Brasil-Cientistas da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, anunciaram o desenvolvimento de um novo fármaco para combater a malária.O composto, conhecido como MMV390048, pertence à classe das aminopiridinas.O fármaco mostrou-se promissor no combate aos cinco tipos conhecidos da doença com um único comprimido, tomado uma só vez.

Testes realizados em animais mostram que o microrganismo causador da malária, o protozoário Plasmodium, desapareceu do organismo após uma só dose do produto.E o medicamento ainda impede que o mosquito Anopheles transmita o mal depois de picar um indivíduo malária infectado.

Erradicação da malária

Os cientistas sul-africanos comemoram o feito: é a primeira vez que uma pesquisa feita na África por pesquisadores locais chega a resultados tão concretos.Kelly Chibale e seus colegas tiveram financiamento da Medicines for Malaria Venture (MMV), uma organização com sede na Suíça.Segundo os pesquisadores, com a nova tecnologia, eles esperam que, em duas ou três décadas, possa ser possível erradicar a malária em todo o mundo.

A série das aminopiridinas foi inicialmente identificada por cientistas da Universidade de Griffith, na Austrália, também dentro dos esforços da MMV para rastrear cerca de 6 milhões de compostos com possibilidade de ação contra a malária.Os primeiros testes clínicos com o novo fármaco estão agendados para 2013.

Rastros da malária

Em 2010, a Organização Mundial da Saúde, órgão ligado a ONU, registrou 216 milhões de casos em todo o mundo.A malária causa, entre outras coisas, febre, mal-estar, fortes calafrios e anemia. Sem o tratamento adequado, que deve ter início logo após aparecerem os primeiros sintomas, a doença pode levar à morte.

No ano passado, cerca de 1 milhão de pessoas morreram de malária no mundo - 890 mil só na África Subsaariana. No Brasil, 97% dos casos ocorrem na Amazônia. As principais vítimas são as crianças. As autoridades de saúde estimam que, no Continente Africano, uma criança morra a cada quarenta e cinco segundos por causa da malária.

 

Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira Candidata-se à Presidência do PAIGC

Bissau - Domingos Simões Pereira, ex-secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vai candidatar-se à Presidência do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
 
A informação foi avançada à PNN por uma fonte de grupo de dirigentes e militantes do partido, que apoiam Domingos Simões Pereira.

Para este efeito, o antigo responsável máximo da CPLP encontra-se na Guiné-Bissau desde a passada semana, onde se deslocou ao interior do país, nomeadamente às regiões de Quinara, Cacheu, Oio, Bafatá e Gabu, com a finalidade de auscultar opiniões junto dos militantes do PAIGC nestas localidades, relativamente à sua candidatura e possível liderança da maior formação política da Guiné-Bissau.

De acordo com a nossa fonte, há uma vontade expressa de apoio das intenções de Domingos Simões Pereira, uma vez à frente do partido, que esteve no poder até ao golpe de Estado de 12 de Abril.


Para esta corrida, Domingos Simões Pereira conta com o apoio dos «veteranos do PAIGC», a União Democrática das Mulheres (UDEMU), uma estrutura da classe feminina no interior do partido, assim como a participação nos quadros do PAIGC.

A PNN soube que, a par da corrida do antigo secretário Executivo da CPLP, alguns militantes desta força política já manifestaram os seus interesses em se candidatarem, como é o caso de Braima Camará, Cipriano Cassamá e Soares Sambu.

Guiné-Bissau: Primeiro-ministro de Transição Assume Controlo do SIS

Bissau - O Primeiro-ministro de Transição, Rui Barros, assumiu o controlo da Direcção-geral de Serviço de Informação de Segurança (DG SIS) da Guiné-Bissau.
 
O actual Director-geral desta instituição, Serifo Mane, já efectuou despachos conjuntos com o Chefe do Executivo de Transição, há mais de dois meses.

Este facto foi confirmado à PNN por uma fonte da DG SIS.Contudo, Serifo Mane tinha sido nomeado e empossado pelo actual ministro do Interior, que se ocupava hierarquicamente dessa instituição.

A medida não tinha entrado em vigor, apesar de a lei ter sido aprovada pela Assembleia Nacional Popular, promulgada a 22 de Junho de 2010 pelo então Presidente da República Malam Bacai Sanhá e publicada no Boletim Oficial Número 25.

Com as novas regras, compete ao DG SIS, de entre outras atribuições, informar o Primeiro-ministro acerca do resultado das suas actividades, assim como elaborar estudos e preparar documentos de acordo com as suas orientações.

No que diz respeito às competências do Presidente da República, cabe-lhe nomear e exonerar sob proposta do Governo.Agora Conselho de Segurança Nacional é integrado pelo Primeiro-ministro, o Procurador-geral da República e o Director-geral de Serviço de Informação de Segurança.

A DG SIS é composta por um Director-geral e dois Directores-adjuntos que são igualmente responsáveis pelo serviço de Inteligência Interna e Externa, nomeados e exonerados pelo Primeiro-ministro, sob proposta do Director-geral, o que não foi o caso da actual direcção do SIS.

De referir que a implementação na prática destas novas directrizes era um dos conflitos com o então Presidente da República, sobre quem controla quem.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A libertação da América Latina e o Papel de Hugo Chávez


Brasília – O presidente Hugo Chávez (Venezuela), posa para a foto oficial que formaliza a incorporação da Venezuela no Mercosul
Dizia ele, profeticamente, “que a um plano obedece o nosso inimigo: enganar-nos, dispensar-nos, dividir-nos, afogar-nos. Por isso, nós obedecemos a outro plano: ensinar a nós mesmos com todo o vigor, apertar-nos, juntar-nos, desbaratá-los, finalmente fazer a nossa pátria livre. Plano contra plano”.
 
O sonho de Martí e Bolívar ainda está presente no ideário dos povos latino-americanos e, em pleno século 21, começa a tornar-se uma realidade palpável. O exemplo vem da terra do próprio Bolívar, a Venezuela. O predestinado a ajudar no cumprimento dessa tarefa junto ao povo latino-americano chama-se Hugo Chávez.
 
O atual presidente, democraticamente eleito na Venezuela, exerce o segundo mandato e enfrenta uma oposição ferrenha não só em seu país, mas em todo o mundo. Por que motivo Hugo Chávez incomodaria tanto, se os cidadãos venezuelanos legitimamente insistem em elegê-lo como presidente? Qual o interesse das principais potências econômicas do mundo em um país mediano, no norte da América do Sul, dentre quase duzentos países no planeta?Petróleo e transformações sociais
 
Atualmente, um aspecto central para a análise do processo de transformação do país é o papel da PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.) para a sociedade. A Venezuela é um dos países com a maior reserva petrolífera do planeta. Após a entrada de Chávez na presidência, o Estado venezuelano modificou a gestão e o direcionamento dos faturamentos da empresa. Os royalties do petróleo passam a ser investidos desde a área da saúde à habitação em benefício do povo. Socializa-se, de fato, o capital adquirido no mercado internacional de petróleo, baixando consideravelmente a taxa da pobreza no país.
 
Hoje na Venezuela, falar de processo revolucionário e de socialismo é tratar de um tema que, segundo o povo venezuelano, estão acompanhando e vivenciando no dia-a-dia. Sobretudo, a partir da introdução das missões bolivarianas.
 
Quem ousaria contestar um humilde trabalhador venezuelano sobre o potencial transformador dos mercados socialistas? Local onde são vendidos alimentos a baixo preço e de qualidade, sem agrotóxicos. Ou seja, o abastecimento é proveniente de experiências de agro-ecologia promovidas pelo Estado e acessíveis ao povo pobre, não aos grandes hipermercados. Ressaltando que as áreas de plantio, muitas vezes, são provenientes de desapropriação. Dessa forma, a Venezuela combate ao mesmo tempo três elementos fomentadores da desigualdade social na América Latina: os latifúndios, o agro-negócio e as redes monopolistas do setor de alimentos.
 
Na área habitacional, os setores ligados à especulação imobiliária são escanteados para que o direito à moradia de cada cidadão venezuelano seja garantido. A missão habitação ou “misión vivienda” tende a zerar, até 2018, o déficit habitacional na Venezuela. Todos terão direito a casa própria, além de infra-estrutura de lazer e educacional nessas áreas.
 
Tudo isso, impulsionado pelos conselhos comunais. Ou seja, a forma de que o povo seja responsável pelas mudanças de sua realidade e decida o próprio destino. Os conselhos possuem poder político e exercem a gestão direta de políticas públicas. Não se caracterizam só como estrutura consultiva, mas deliberativa, ativando a governança comunitária nos variados setores organizados, como na saúde, na economia comunal, na habitação etc.
 
A Constituição venezuelana garante o “Poder Cidadão” como um de seus poderes instituídos. Os conselhos comunais são a efetivação dessa previsão constitucional, contrariando o imaginário personalista e concentrador de poder que os meios mediáticos tradicionais passam do presidente. A tendência é uma maior autonomia e maior peso político dos conselhos comunais diante dos poderes instituídos de prefeitos ou governadores, por exemplo.É, de fato, o empoderamento do povo, indo além da mera eleição, mas por meio do exercício de uma democracia participativa pulsante.

Democracia
 
Mesmo assim, o governo Chávez ainda é taxado de ditatorial para alguns, anti-democrático para outros. Para o povo venezuelano, que reiteradamente enche as ruas com milhares de pessoas para acompanhar os comícios do presidente, que se sentem sujeitos de um processo transformador, por não aceitarem só a democracia representativa e nenhum retrocesso nos seus direitos conquistados, essa falsa imagem não se sustenta. O que incomoda os países conservadores mundo afora é o facto de a Venezuela mostrar que, politicamente, as coisas podem ser diferentes. Como diz o velho ditado, “uma ação vale mais que mil palavras”. Esse é o grande ensinamento do processo revolucionário bolivariano da Venezuela.
 
O resultado do simulacro eleitoral realizado dia 2 de Setembro de 2012 é sintomático. Mesmo a mídia conservadora latino-americana falando em empate técnico entre os candidatos, o resultado é titubeante. Dos mais de 1,6 milhão de eleitores que participaram, por volta de 86% querem a manutenção de Chávez na presidência contra os 12% para o candidato de oposição.
 
Eleger Chávez significa manter a chama de uma América Latina viva, tenaz, guerreira e unida ao redor de toda sua riqueza de pluralidades. É voltar-se para nossa construção sócio-histórica e acreditar que temos muito mais semelhanças que divergências, que na América Latina pulsa um coração único que alimenta um só corpo. Hoje, esse coração cheio de vigor e esperança da “pátria grande” chama-se Venezuela!
 
Seguindo os caminhos de Bolívar: “O que tem sido feito não é mais que o prelúdio do que se pode fazer. Estejam preparados para o combate e contem com a vitória”.
 
Gladstone Leonel da Silva Júnior é professor e doutorando em Direito pela Universidade de Brasília e militante da Consulta Popular-DF. Participou do Encontro Internacional de Jovens da Nossa América, na Venezuela, em Agosto de 2012.

Crescimento da América Latina Fortalecerá UE, Diz Governo Espanhol


Madrid- As boas perspectivas econômicas da América Latina "fortalecerão" o crescimento da União Europeia, daí a importância de impulsionar os investimentos e relações comerciais com a região, afirmou terça-feira o ministro de Economia espanhol, Luis de Guindos. Durante a inauguração da reunião "Desafios e oportunidades da economia mundial a partir de uma perspectiva ibero-americana", na qual participam ministros de Economia e Finanças da América Latina, De Guindos disse que a Espanha, apesar das dificuldades que atravessa, é competitiva e está corrigindo os desequilíbrios do passado.   
 
No entanto, o ministro afirmou que além dos "esforços domésticos", a contribuição do resto do mundo é também fundamental para a recuperação da economia. Neste sentido, disse que é importante que o setor público fomente o investimento e os marcos empresariais para favorecer as relações com a região ibero-americana. "Estou convencido de que em um futuro próximo a região ibero-americana será um dos motores de crescimento", assinalou.   
 
"A aposta da Espanha na América Latina está fora de toda dúvida, assim como o compromisso dos empresários", disse o ministro, destacando também que a Espanha é o maior investidor internacional na região. Além disso, De Guindos se referiu ao aumento de 20% das exportações espanholas para a América Latina em 2011, quando alcançaram um recorde histórico, e ao "enorme potencial" que tem esta região, que cresce a taxas superiores à média mundial.   
 
O secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, destacou que o debate sobre a crise econômica sofrida pela Europa é importante para a América Latina por causa dos efeitos que possa ter nestas economias e em seu dinamismo. Ele se referiu às "experiências" que estes países podem transferir sobre as crises que sofreram nos anos 80 e 90 para "ver o que fizeram de certo e o que fizeram de errado".   
 
"Estamos em um momento no qual estão sendo tomadas decisões importantes, e isto preocupa a todos", assegurou Iglesias. Na reunião ministerial, preparatória para a Cúpula Ibero-Americana que será realizada em Cádiz nos dias 16 e 17 de Novembro, participam representantes de Panamá, Guatemala, Uruguai, México, Costa Rica, Portugal e Espanha.

OMS: Um milhão Suicidam-se Por Ano

São Paulo – Um milhão de pessoas suicidam-se por ano no mundo, um número maior do que o de vítimas de guerras e homicídios, segundo relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde). O documento do órgão da ONU foi elaborado para a décima edição do Dia Mundial de Prevenção de Suicídio, que aconteceu ontem.

As taxas de suicídio mais elevadas são as dos países do leste da Europa, como Lituânia ou Rússia, enquanto as mais baixas se situam na América Central e do Sul, em países como Peru, México, Brasil e Colômbia.

EUA, Europa e Ásia estão na metade da escala. Não há estatísticas sobre o tema em muitos países africanos e do sudeste asiático.Segundo o relatório, uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos. O número de tentativas de suicídio também é alto, com 20 milhões de tentativas por ano.

A organização diz ainda que o problema está se agravando e que o suicídio se transformou em um problema de saúde importante para a entidade, segundo o médico Shekhar Saxena, que apresentou o relatório à imprensa em Genebra.

Austrália Quer Criar Prisões Para Imigrantes Ilegais Fora do País

Austrália-O ministro de Imigração e Cidadania da Austrália, Chris Bowen (Partido Trabalhista), assinou segunda-feira (10/09) projeto de lei que estabelece um centro de detenção de imigrantes ilegais na Republica de Nauru. O texto, que conta com o apoio da oposição, está sendo votado pelo Parlamento do país neste momento.
 
Se a medida for aprovada, milhares de pessoas que chegaram de forma irregular no território australiano desde o dia 13 de Agosto, quando o plano foi anunciado, serão enviadas a uma penitenciária na ilha vizinha até o final desta semana. Lá, estes imigrantes terão de esperar por tempo indeterminado uma decisão do governo local ou da Papua Nova Guiné.“A mensagem aos que buscam por asilo na Austrália é que, se eles viajarem ilegalmente, não terão suas reivindicações avaliadas na Austrália, mas em Nauru ou em Papua Nova Guiné”, afirmou Bowen.

A iniciativa, encabeçada pelo governo federal da chanceler trabalhista Julia Gillard, pretende dissuadir pessoas de pagarem a contrabandistas para entrarem na Austrália, uma prática muito arriscada que já deixou dezenas de mortos e feridos.

Aproximadamente 10 mil pessoas, provenientes, sobretudo, de Irã, Afeganistão e Sri Lanka, chegaram ao país por rotas ilegais marítimas apenas neste ano, informou a rede Al Jazeera.

“O objetivo aqui é fazer com que as pessoas percebam que não existe nenhuma vantagem se elas entram num bote, pagam um contrabandista e arriscam sua vida no mar”, afirmou a primeira-ministra à emissora australiana ABC.

O plano mostra uma mudança radical na política de imigração do Partido Trabalhista, que, durante dez anos de governo liberal de John Howard, se opôs ao envio de imigrantes ilegais para países vizinhos. O governo trabalhista chegou até mesmo a abolir a medida de mandar essas pessoas à ilha de Nauru quando assumiu o poder com Kevin Rudd.

“Hoje, o Partido Trabalhista termina com uma década de denuncias e acusações do processo fora da jurisdição australiana em Nauru”, disse Scott Morrison, responsável por assuntos de imigração do Partido Liberal. “Eles admitiram hoje que estavam totalmente errados em abolir o processo em Nauru e outras medidas do governo de Howard”, acrescentou.

Durante a sessão parlamentar, Adam Bandt, deputado do Partido Verde, propôs uma emenda à lei para limitar o tempo de prisão aos imigrantes em 12 meses. Enquanto isso, os liberais procuram aprovar outras emendas para endurecer a medida, como o Visto de Proteção Temporária.

O governo de Gillard também pretende reativar um centro de detenção de imigrantes ilegais nas Ilhas Manus, localizadas na Papua Nova Guiné. Por esta razão, sábado (08/09), a chanceler se reuniu com o primeiro-ministro do país, mas os representantes ainda não chegaram a um acordo.

A Human Rights Watch pediu às autoridades australianas criarem medidas para garantir os direitos humanos destes imigrantes, uma vez que empresas privadas serão responsáveis pela administração das prisões e pelas viagens até o local.

Já o Conselho de Refugiados da Austrália disse que a medida pode não ter o efeito de diminuir a imigração ilegal. “A preocupação do Conselho de Refugiados da Austrália é que a medida não tenha o impacto esperado pelo governo”, disse o diretor executivo Paul Power à Al Jazeera.

De fato, cálculos da ABC mostram que, desde o dia 13 de Agosto, cerca de 2 mil pessoas buscando por asilo chegaram ao país. O governo estima, no entanto, que 1,5 mil imigrantes ilegais entraram ilegalmente neste último mês.