quinta-feira, 26 de julho de 2012

África Ultrapassa Oriente Médio Como Destino das Exportações


Brasil-No primeiro semestre de 2012, as exportações nacionais para a África cresceram 4,8% anti igual período do ano passado, atingindo US$ 5,5 bilhões. Com isso, o continente ultrapassou o Oriente Médio no ranking das regiões que importam produtos brasileiros. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), de Janeiro a Junho, a receita dos embarques para a região foi maior do que o valor vendido para Alemanha e França em conjunto, as duas maiores economias da União Europeia. Ainda segundo informações do ministério, as vendas para o Oriente Médio atingiram US$ 4,7 bilhões nos primeiros seis meses do ano, queda de 9,7% em relação ao ano passado.

Nos últimos anos, a África, sempre marcada por conflitos militares, vem se destacando pela crescente estabilidade política. Além disso, a exploração de minérios(diamante, petróleo) está ajudando a elevar a renda média da população de alguns países, como Angola e Nigéria. Hoje, as vendas para o continente correspondem a 4,7% do total exportado pelo Brasil. Especialistas acreditam que a importância da África crescerá nos próximos dez anos e que a região passe a responder por até 10% das vendas.

Na avaliação de Christian Lohbauer, membro do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional (Gacint), da Universidade de São Paulo (USP), o resultado das exportações para o continente foi influenciado principalmente pelo Egito, cujas compras de produtos brasileiros cresceram 8,6% sobre os seis primeiros meses do ano passado, para US$ 999,9 milhões. “Foram as importações egípcias de frango que fizeram a balança comercial pender para a África. Até a queda do regime de Hosni Mubarak, em Fevereiro de 2011, a importação de frango era controlada por causa do surto da gripe aviária de 2006.Agora eles estão precisando importar alimentos”, revela.

Desde 2001 até o ano passado, o valor das vendas externas para o continente africano cresceu 514%, para US$ 12 bilhões. Em 2011, as exportações de produtos básicos corresponderam a 30,6% do total embarcado. No campo das importações, as compras do Brasil cresceram 363,4% no período, para US$ 15,4 bilhões. Nesses dez anos, o déficit comercial, que era de US$ 1,3 bilhão, pulou para US$ 3,2 bilhões, crescimento de 139,3%. Na comparação do primeiro semestre de 2011 com os seis primeiros meses de 2012, a corrente de comércio entre o Brasil e a África cresceu 98,2%, para US$ 13,5 bilhões.

De acordo com Jose Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), nos últimos anos, com a explosão do preço das commodities, todos os países exportadores de produtos básicos passaram a vender mais, inclusive os africanos. Isso elevou a renda média da África e fez o continente comprar mais. “Então não foi somente o Brasil que passou a vender mais para a região, mas o mundo todo. O governo federal tem feito diversas missões comerciais para o continente, o que sem dúvida ajudou a aumentar as vendas brasileiras para a região”, diz.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Guiné-Bissau: Liga de Direitos Humanos Pede investigação a Desaparecimento de Deputado


Bissau, 23 Julho- A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) exortou a Polícia Judiciária a tomar em mãos a condução dos inquéritos para apurar o paradeiro do deputado Roberto Cacheu dado como morto, mas cujo corpo ainda não foi encontrado.

Em comunicado, a que a agência Lusa teve acesso, a Liga lembra que o assunto compete à Polícia Judiciária e não aos serviços de Informação de Estado SIE (a 'secreta' guineense), que têm a competência de investigar situações semelhantes.

"A Liga lembra aos responsáveis desta corporação policial (SIE) que quaisquer investigações com vista ao esclarecimento da eventual morte de Roberto Cacheu devem ser conduzidas pela Polícia Judiciária. A intervenção do SIE está apenas a comprometer as investigações, em particular a validade das provas", diz o comunicado da Liga dos Direitos Humanos.

Economia de Angola pode Superar a da África do Sul até 2016?

 
 
Angola-O  estudo do Economist Intelldence (EIU) para África atesta que as economias de Angola e da Nigéria poderão registar um crescimento económico capaz de ultrapassar o da África do Sul, que actualmente é considerada a porta de investimento para o continente.

Alguns parâmetros foram tidos em conta para a realização do estudo, que comporta 4 categorias, nomeadamente, países com menor risco político, com reformas económicas aceleradas, com maior interesse de investidores externos e dimensão geográfica.

Segundo o Jornal "Expansão" que publicou a notícia, o EIU justifica que para tal crescimento está atrelado ao volume de investimentos estrangeiros que serão direccionados para Angola e para a Nigéria, com a previsão de que fortes investidores externos mostrarão interesse pelas duas economias, que na prática são grandes produtores de crude filiados na Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP).


Os indicadores do Economist revela também que as taxas de crescimento de Angola e da Nigéria vão situar-se entre 5% e 7,5%, no período que vai de 2012 a 2016.Neste Caso, acrescenta a fonte, quando calculada a taxa média dos indicadores de crescimento previsto pelo Economist, tem-se 6,25% para Angola e igual valor para o maior produtor de crude do continente, o que se aproxima, sobremaneira, da taxa média de crescimento do FMI para o mesmo período, que é 6,3%.Contrariamente ao estudo da EIU, a abordagem analítica do FMI, publicada recentemente, é de diferente. Para a instituição de Bretton Woods, em 2016 Angola nem sequer vai aproximar-se da África do Sul em termos de crescimento económico taxativo.

Enquanto o estudo diz que Angola e a Nigéria vão ultrapassar o crescimento a África do Sul, até 2016, o FMI avalia tal cenário através do PIB absoluto ou PIB por habitantes em dólares. Uma vez que o PIB é o maior medidor para avaliar o crescimento entre várias economias.

Na análise do FMI, até 2016, o PIB absoluto de Angola será de 154 mil milhões USD, o da Nigéria 353 mil milhões, USD ao passo que África do Sul vai apresentar-se com 505 mil milhões USD.

Presidente Zuma Vai Assistir Cimeira Ravalomanana -Rajoelina


Presidente da África do Sul
Presidente da África do Sul

Antananarivo – O chefe de Estado sul-africano Jacob Zuma assiste nesta quarta-feira o “frente –a –frente” organizado pelos mediadores da África austral (SADC) nas Seychelles entre o ex- presidente malgaxe Marc ravalomanana e Andry Rajoelina , chefe do governo de transição.

“O presidente Zuma, na qualidade de presidente da troika da SADC, assistirá ao encontro nas Seychelles hoje (quarta-feira)”, indicou a porta-voz da presidência sul-africana.

Esse frente- a – frente inédito e à porta fechada deve se realizar numa ilha isolada do oceano indico, a ilha de Desroches, longe dos medias e sem outras dependências políticos malgaxes. Os mediadores da SADC esperam que elas conduzam os dois homens a um “acordo final”, decisivo para o futuro político do Madagáscar.

Nkosazana Zuma é o Orgulho das Mulheres Africanas

Dlamini-Zuma derrotou Jean Ping, gabonês de nacionalidade, que estava no posto desde 2008. Ping tinha o apoio das nações africanas francófonas, enquanto Dlamini-Zuma era apoiada pelas nações da África Austral (SADC). Com 63 anos de idade, ela é a primeira mulher a assumir o cargo.

Dlamini –Zuma, antiga mulher do presidente sul-africano Jacob Zuma, assegurou os votos de 37 dos 57 países membros da União Africana para obter por margem mínima a maioria de dois terços requerida pela cimeira de líderes, na capital etíope Addis Abeba.

A sua eleição é tida como um grande passo em África, continente dominado por homens, em virtude das mulheres não serem ainda todas emancipadas apesar de ser a grande franja da população.

A Liga das Mulheres do ANC, partido governante na África do Sul, declarou o seu “orgulho” pela eleição de um dos seus membros e descreveu-a como uma vitória para as mulheres de toda a África, há muito vítimas da pobreza, preconceitos e opressão.

“A sua profunda compreensão das dinâmicas de África inspirará a unidade e a estabilidade em todo o continente”, declarou o grupo.Por seu turno, o ANC considerou que Dlamini-Zuma, uma reputada diplomata e política, seria uma perda para o governo da nação mas que tinha respondido agora a um “apelo superior” para servir todo o continente.

O porta-voz do Ministério Sul-africano dos negócios estrangeiros Clayson Onyela considerou a cimeira como um trinfo para a diplomacia que pôs fim à longa disputa entre estados membros para o cargo.Na última cimeira em Janeiro, não houve um vencedor declarado e Ping manteve-se até à recente reunião de Addis Abeba.

O presidente da União Africana, Boni Yayi do Benin disse domingo que a última votação inconclusiva tinha manchado a organização continental. Ele reconheceu os danos à imagem da UA como defensora da paz e mediadora numa série de guerras, golpes militares e outras disputas no continente.

Numa entrevista recentemente divulgada pelo seu gabinete, DlaminiZuma reconheceu que havia divisões relativas à presidência da Comissão e críticas ao papel da África do Sul na sua campanha para a eleição, mas descreveu-se a si mesma como uma cidadã de África que queria dar uma “humilde contribuição” ao continente.

Interrogada sobre o que trará de nova para a Comissão da União Africana fez referência aos seus antecedentes na área da medicina.“Como uma médica, primeiro faz-se o diagnóstico e depois faz-se o tratamento. Terei que me guiar por isso”, disse.

A cimeira de dois dias dos chefes de estado e de governo da União Africana terminou segunda-feira à noite.
Biografia da ministra
Nkosazana Clarice Dlamini-Zuma foi uma ativista anti-Apartheid. Ex-ministra da Saúde da África do Sul entre 1994-1999, sob a presidência de Nelson Mandela. A dez de Maio de 2009 assumiu o cargo de Ministra da Administração Interna.
Dlamini-Zuma nasceu em Natal, é  a mais velha dos oito filhos. Fez o ensino médio no Amanzimtoti Training College em 1967. Em 1971, estudou Zoologia e Botânica na Universidade de Zululand, de onde obteve um Bacharel em Ciências (Licenciatura).  Posteriormente, fez medicina na Universidade de Natal.
Durante os seus estudos no início de 1970, Dlamini-Zuma tornou-se um membro activo na clandestinidade do Congresso Nacional Africano (ANC).  Ao mesmo tempo, ela também era membro da Organização Estudantes Sul Africano e foi eleito como vice-presidente em 1976.
 Durante o mesmo ano Dlamini-Zuma fugiu para o exílio, completou os seus estudos médicos na Universidade de Bristol em 1978.  Posteriormente, trabalhou como médico no Hospital Governo Mbabane na Swazilândia, onde conheceu o seu futuro marido, actual presidente do partido ANC Jacob Zuma.
Em 1985 ela voltou para o Reino Unido, a fim de concluir uma especialidade em saúde infantil da criança tropical da Universidade de Liverpool 's School of Tropical Medicine.  Em 2009 aventou-se a possibilidade dela ser candidata à presidência do ANC. Em 15 de novembro de 2007, ela disse que estaria disposta a aceitar uma nomeação por parte do ANC, embora seu porta-voz disse que o dia seguinte que ela não tivesse entrado no debate da sucessão no ANC.
Dlamini-Zuma foi premiada doutora honorária em Direito pelas universidades de Natal (1995) e da Universidade de Bristol (1996).


Ministros da UEAC Reúnem-se em Brazzaville


Brazzaville - Uma sessão ordinária do Conselho de Ministros da União Económica da África Central (UEAC) decorre desde domingo último em Brazzaville para analisar diversos projectos comunitários a serem submetidos aos chefes de Estado deste espaço geográfico.

Trata-se da 23ª sessão do Conselho de Ministros da UEAC, preparatória para a Conferência dos chefes de Estado da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC), prevista para hoje (25 de Julho) em Brazzaville.

Entre estes projectos figuram a companhia comunitária de transporte aéreo, Air CEMAC, o passaporte biométrico da CEMAC, o estado de ratificação dos tratados revistos e das convenções assinadas há vários anos, o Programa Económico Regional (PER), a segurança do financiamento da comunidade através da Taxa Comunitária para o Investimento (TCI) e a auditoria de seguimento e da governação das instituições comunitárias.

A UEAC integra os Camarões, a República Centro africana, o Congo, o Gabão, a Guiné Equatorial e o Tchad.

UE Pronta a Apoiar Uma Força de Estabilização Africana

Bandeira do Mali
Bandeira do Mali

Bruxelas - A União Europeia (UE) anunciou dia 23 de Julho (segunda-feira) estar pronta para apoiar o desdobramento de uma força de estabilização africana sob mandato da ONU, no Mali, e a sancionar os que ameaçam a transição democrática no país.

Os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros encarregaram à Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Catherine Ashton, a fazer "propostas concretas" com vista de apoiar " o possível desdobramento de uma força de estabilização, bem preparada, da CEDEAO - Comunidade Económica para O Desenvolvimento de Estados da África do Oeste(Ocidental) no Mali, sob mandato da ONU em concertação com o Governo de União Nacional e da União Africana (UA).

"A UE está pronta a adoptar sanções contra os que continuam a ameaçar o processo de transição democrática, a paz, a segurança e a estabilidade no Mali", disse também a declaração comum adoptada pelos ministros.

Os ministros manifestaram a sua preocupação, particularmente, a situação no Norte do Mali, controlada pelos grupos terroristas e extremistas violentos; "tratando de concertar com os redes criminais internacionais, nomeadamente traficantes de drogas.