quarta-feira, 25 de julho de 2012

Presidente de Transição de Madagáscar Viaja Para Seychelles ao Encontro de Ravalomanana

Antananarivo - O presidente de Transição malgaxe, Andry Rajoelina, viajou segunda-feira (23 de Juulho), para as ilhas Seychelles, onde deve encontrar-se com o seu rival, o antigo presidente Marc Ravalomanana(na foto), um dia após uma amotinação registada numa base militar próxima do aeroporto internacional da capital.

Apesar dos acontecimentos de domingo, que causaram a morte de três pessoas, Rajoelina disse que estava pronto para partir e "pronto para negociar com Marc Ravalomanana, para que a paz regresse."

"Desta vez, para esse encontro das Seychelles, a SADC reduziu o número de membros da delegação, quer dizer que será um frente-a-frente com Marc Ravalomanana", explicou em malgaxe, perante os jornalistas, a partir de uma base aero-naval dos arredores de Antananarivo, antes da sua partida.

O encontro entre Andry Rajoelina e Marc Ravalomanana, a quem derrubou em 2009, deve ter lugar nesta quarta-feira, nas Seychelles, sob a égide da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que patrocina o processo de retorno à ordem constitucional na Grande Ilha.

Os dois rivais, assinaram vários acordos em Maputo e Addis Abeba em 2009, tendo posteriormente tentado outras negociações em Pretória em 2010 e Gaborone, em 2011, sem encontrar uma solução real para a saída da crise.

A SADC deu-lhes uma moratória até 31 de Julho, para regular os seus diferendos. A assinatura dum "roteiro de paz", que deveria criar as condições para uma saída da crise, em Setembro de 2011, não permitiu o alcance de notáveis progressos.

terça-feira, 24 de julho de 2012

WWF Dá Nota Negativa a Vários Países Africanos Por Falta de Proteção à Fauna

Brasília - A caça furtiva de tigres, elefantes e rinocerontes e o tráfico destas espécies continua a ser uma prática comum em África e na Ásia, segundo um estudo do World Wide Fund (WWF) divulgado hoje.

O estudo do WWF, que acusa os governos dos países envolvidos de terem "fracassado" na proteção das espécies, foi elaborado em conjunto com o TRAFFIC e foi apresentado na reunião sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITIES) que decorre em Genebra, na Suíça.

O WWF estudou a situação de 23 países asiáticos e africanos e concluiu que o comércio ilegal destas três espécies animais "permanece em quase todos os países avaliados", mas diferencia aqueles que melhoraram a situação e os cujos esforços não tiveram consequência.

"Entre as piores atuações está o Vietnam", revela o estudo, salientando que o país asiático falhou no cumprimento e na aplicação legal da proteção dos tigres e rinocerontes e continua a ser o principal recetor do comércio ilegal de cornos de rinoceronte.

O estudo indica também que é tempo do Vietnam enfrentar a realidade de que o "consumo ilegal de corno de rinoceronte está a levar a aumento da caça furtiva em África" pelo que se considera que o país asiático deveria rever as penas, considerou a do programa global de espécies, Elisabeth McLellan.

Outro dos pontos preocupantes é a inadequada situação dos mercados de marfim da China e Tailândia onde são comercializadas muitas das presas de elefantes que são caçados em África.

Para o WWF, a China "falhou" na supervisão dos mercados de marfim e a Tailândia "não conseguiu suprir o vazio legal" em torno destas atividades.

A maior parte dos países de África incluídos no estudo receberam 'nota' negativa pelo seu trabalho na proteção da fauna, especialmente dos elefantes.

Zâmbia, Moçambique, Egipto, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Camarões obtiveram as avaliações mais negativas enquanto que o Quénia, Zimbabwe e África do Sul conseguiram alguns avanços na proteção das espécies.

Síria Diz Que Usará Armas Químicas Contra "Ameaças Externas"

Síria diz que usará armas químicas contra "ameaças externas"
Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros sírios diz que situação vai melhorar a favor de Assad


Síria-Síria garantiu, ontem (segunda-feira), que usará armas químicas contra qualquer "ameaça externa", mas nunca no âmbito da guerra civil que decorre no país. Embaixador russo em Paris, Alexander Orlov, volta a indicar o caminho de saída a Bashar al-Assad ao mesmo tempo que presidente libanês demonstra o seu desagrado contra os ataques de forças sírias no norte do Líbano.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio, Jihad Makdissi, afirmou,segunda-feira, que a Síria utilizará armas químicas contra qualquer "ameaça externa". "Essas armas estão armazenadas e protegidas pelas forças militares sírias e nunca serã usadas a não ser que a Síria enfrente uma agressão externa", disse o o porta-voz.

Ainda assim, ao contrário do que tem sido sugerido nos últimos dias, o governo sírio garante que estas armas não serão usadas na guerra civil que deflagrou no país e que opõe o presidente, Bashar al-Assad, ao Exército Sírio Livre.

"O Ministério quer reafirmar a posição da República Árabe da Síria de que nenhuma arma química ou bacteriana jamais será usada - e repito jamais será usada - no decorrer da crise síria independentemente dos acontecimentos", disse Jihad Makdissi.

Esta foi a primeira vez que a Síria reconheceu a possibilidade de ter em seu poder armas não-convencionais. Ainda assim, o porta-voz do Ministério dos Negócios advertiu para a probabilidade de "grupos terroristas" terem sido fornecidos por outros países com armas biológicas e se prepararem, agora, para utilizar este arsenal "em alguma cidade e depois acusarem as forças sírias".

Jihad Makdissi garantiu, ainda, que a situação em Damasco está a melhorar a favor de Assad e que, dentro de poucos dias, tudo voltará à normalidade.

Militares Rebeldes Invadem Quartel do Exército em Madagascar


Madagascar-Soldados dissidentes invadiram domingo último um acampamento militar perto do principal aeroporto de Madagascar, e o Exército disse que seus homens cercaram os quartéis e que estão em negociação com os rebeldes. A nação tem estado imersa em crise política e em violência nos três anos desde que o então líder da oposição, Andry Rajoelina, derrubou o presidente Marc Ravalomanana, que está em um exílio voluntário na África do Sul desde então.

"Às 5 horas (horário local), um grupo de soldados armados invadiu os quartéis do 1º RFI (Primeiro Regimento de Forças Intervencionistas)", afirmou o Exército em comunicado.

Soldados e policiais estão posicionados ao redor do acampamento, e uma autoridade do Exército disse que especialistas foram enviados para negociar a rendição dos rebeldes.

"Se eles não tiverem sucesso, essa situação vai finalizar em um ataque militar. Os elementos das forças armadas estão prontos para isso. No momento, não sabemos até quando as negociações vão continuar", disse Philibert Ratovonirina, chefe do serviço de comunicação do Exército.

Anteriormente, o Exército tinha dito que não havia risco de o incidente se espalhar para além da base. O Exército afirmou que Corporal Koto Mainty, um ex-guarda-costas de um ex-ministro da Defesa e cujo apelido é 'Preto', liderou a revolta.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Veteranos do PAIGC Enviaram Carta Aberta à CPLP

Mapa da Guiné-Bissau 
Bissau-Um grupo de dirigentes políticos guineenses endereçou uma carta aberta à CPLP, que alegadamente protege o primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior. Os signatários estimam que este deverá explicar as circunstâncias que levaram à morte de vários opositores do regime. 

Neste documento, alguns nomes históricos do PAIGC afirmam haver sinais de que o chefe de governo deposto, Carlos Gomes Júnior, está a ser protegido pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa-CPLP- e sublinham que ele deveria explicar as circunstâncias que levaram à morte vários opositores do regime.

Entre eles, Roberto Ferreira Cacheu, deputado do PAIGC, e porta-voz das famílias das vítimas dos assassinatos políticos de 2009, e cujo paradeiro contínua desconhecido desde 26 de Dezembro de 2011.

O porta-voz do governo de transição, e ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Vaz, exigiu esclarecimentos ao anterior governo.

WWF Remove Rei Espanhol Como Patrono Após Viagem de Caça na África

 
O rei espanhol Juan Carlos ao deixar hospital em Madri após ter se ferido durante caça de elefantes em Botswana

Espanha-A seção espanhola do WWF votou esmagadoramente a favor da destituição do patrono honorário, que foi ocupada por Juan Carlos desde que o grupo foi criado em Espanha, em 1968.

O movimento é mais um revés para a família real espanhola, cuja popularidade diminuiu em meio a alegações de corrupção contra o genro do rei e depois de férias do monarca em Abril, na qual ele foi fotografado posando com um rifle ao lado de um elefante morto e ainda quebrou o quadril.

A viagem repercutiu mal entre os espanhóis que lutam para superar uma crise econômica que deixou quase um em cada quatro espanhóis desempregados.

A viagem de caça é autorizada pela lei de Botswana, mas a WWF na Espanha disse que a participação do rei Juan Carlos no evento, deixou muitos de seus membros inquietos.

"Embora este tipo de caça seja legal e regulamentada, muitos membros consideram que é incompatível com a posição do patrono honorário de uma organização internacional ... que visa proteger o meio ambiente", disse o grupo em um comunicado.

A família real sofreu um corte de recursos na semana passada, após uma nova rodada de cortes nos gastos governamentais, que provocou protestos generalizados.

Após Um Mês da sua Deposição, Lugo Anuncia Que Resistirá ao "Golpe de Estado"

Paraguai-Ao completar um mês de seu impeachment, o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo afirmou domingo último (22/07/2012) que seguirá resistindo ao "golpe de Estado" perpetrado pela "oligarquia econômica e política de seu país".

Por meio de um comunicado, o ex-presidente garantiu que sua “luta pacífica para que volte a democracia” e não irá “retroceder” até que “se anule a paródia que foi o julgamento político de 21 e 22 de Junho".  Ele diz ter se encontrado no local com vários dirigentes dos 17 departamentos (estados) do país para analisar a situação e articular a "resistência de luta até a conquista da genuína e verdadeira democracia".

Lugo acabou destituído de seu cargo após ser submetido a um julgamento político no Senado no qual foi condenado por mau desempenho de suas funções. O processo teve como motivação a morte de 17 policiais e agricultores durante um despejo de sem- terras em uma fazenda disputada pelo Estado e pelo político e empresário Blas N. Riquelme. O até então vice-presidente, Federico Franco, assumiu em seu lugar.

Para o presidente deposto, a situação "foi manipulada de maneira vil para justificar a manobra antidemocrática dos parlamentares golpistas". A seu ver, o Governo de Franco "deu mostras de que não tem interesse" em elucidar o ocorrido.

Ele também aproveitou a oportunidade para justificar a razão pela qual não conclamou seus partidários a saírem às ruas e lutar pela restituição do governo democraticamente eleito. "Os que tramaram contra o povo paraguaio esperavam que déssemos um passo em falso e que, em nossa legítima defesa frente ao golpe, déssemos a eles a oportunidade para provocar mais mortes e voltar a utilizá-las em favor de suas conspirações. Mas optamos conscientemente por não alimentar a espiral da violência e morte”, argumentou.

Para Lugo, isso nunca significou “abdicar” do que classifica de “luta pela democracia” no país. “Não confundam nosso pacifismo com tolerância às violações à democracia", insistiu. "Os que estiveram ao lado do golpe são os que lucram com um modelo de país para poucos, onde o destino de nossa gente é a emigração", afirmou o ex-bispo, quem também denunciou "centenas de demissões" ilegais de funcionários públicos "por motivos ideológicos".

Sanções mantidas

O Tribunal Permanente do Mercosul recusou domingo (22/07/2012) o pedido do governo de Federico Franco para que a suspensão do Paraguai fosse revogada. De acordo com o novo governo, a decisão representa um "truque processual inaceitável".

Assunção também apresentou um recurso contra a decisão de incluir a Venezuela como membro pleno do bloco. Mas o tribunal, ainda assim, afirmou que é "inadmissível, nesta instância, a medida provisória solicitada" para reverter a decisão dos seus integrantes.

O chanceler paraguaio, José Félix Fernández Estigarribia, emitiu um comunicado no qual afirma que, "ao aceitar a sua competência para julgar a questão, mas levando a solução das reivindicações paraguaias a um processo inexequível, o Tribunal Permanente de Revisão criou uma situação de negação de justiça".

Franco afirmou que o seu governo não tomará a decisão de sair do Mercosul, embora a principal associação empresarial do Paraguai, visto como um forte ponto de apoio à sua gestão, pede com frequência sua retirada do bloco.

Observadores

A crise política gerada com a destituição de Lugo levou a uma suspensão temporária do Paraguai do Mercosul e da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), blocos que argumentam que ocorreu uma ruptura democrática no país.

Além disso, a OEA (Organização dos Estados Americanos) e o Parlamento Europeu enviaram missões de observação para Assunção para analisar a situação.