sexta-feira, 20 de julho de 2012

Brasil Inaugura Fábrica de Medicamentos na África(Moçambique)

Brasil-O governo brasileiro vai inaugurar neste sábado uma fábrica de medicamentos para tratamento de aids em Moçambique, na África, por meio de um acordo de cooperação entre os dois países assinado em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.A fábrica terá a expertise da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), via Farmanguinhos, mas será totalmente administrada pelo governo moçambicano.
 
O Brasil investiu ao menos US$ 23 milhões nessa parceria. Ao governo de Moçambique coube a missão de adquirir um prédio para a instalação da fábrica, além de fazer toda a contratação de pessoal.A unidade vai funcionar em uma área adaptada de uma fábrica de soro já existente.
 
Segundo Hayne Felipe da Silva, diretor do Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz/Farmanguinhos, a fábrica terá capacidade de produzir 21 tipos de medicamentos: 8 antirretrovirais e 13 para diferentes doenças, como hipertensão e diabete.
 
A unidade foi projetada para atender a demanda de toda a população de Moçambique e produzir 400 milhões de unidades de medicamentos por ano. Mas, segundo Silva, é possível que a unidade seja ampliada para atender também os países vizinhos.
 
Por enquanto, porém, a fábrica vai apenas rotular as embalagens de um tipo de antirretroviral produzido no Brasil - a nevirapina - para dentro de um ano, em média, começar a produzir os remédios.Nessa primeira fase, serão rotulados 3.255 frascos de nevirapina (195 mil comprimidos).
 
Atraso
 
O início das operações da fábrica em Moçambique está atrasado ao menos três anos e meio. Em Outubro e até o final daquele ano a unidade produziria os comprimidos por conta própria.Naquela época, já havia atraso no início do funcionamento da unidade.
 
Silva, da Fiocruz, atribui o atraso ao governo moçambicano, que teria demorado para adquirir o espaço onde a fábrica vai funcionar e não teria recursos suficientes para a compra dos equipamentos - foi daí que surgiu a parceria com a Vale.
 
"Quando recebemos a área da fábrica de soro, em 2009, tínhamos de cumprir todo o trâmite de compra de equipamentos importados, adaptar todo o local, fazer a capacitação de pessoal. Esse processo não é simples nem rápido", afirmou.

Moçambique tem cerca de 20 milhões de habitantes e é considerado um dos 50 países menos desenvolvidos, que disputa com vizinhos africanos doações estrangeiras para conter o avanço da aids. Estima-se que 2,7 milhões de moçambicanos estejam infectados pelo HIV, o que corresponde a 12% da população.

China Anuncia 20 Bilhões de Dólares Para África


Pequim, 19 Julho 2012-O presidente chinês, Hu Jintao, anunciou quinta-feira última que o seu país concederá 20 bilhões de dólares ao continente africano para apoiar(financiar): infra-estrutura; agricultura; indústria manufatureira e pequenas e médias empresas.
 
Pequim, que abriga a 5ª Conferência Ministerial China-África, duplica, desta maneira, o montante de empréstimos para o continente negro, em relação aos 10 bilhões de dólares anunciados na última conferência, em Sharm el-Sheikh, no Egito, em 2009.
 
Ao fazer o anúncio, o presidente chinês não especificou o período de duração destes empréstimos.Hu abriu a conferência na presença do chefe de Estado sul-africano, Jacob Zuma, do presidente de Benin e da União Africana, Boni Yayi, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
 
O intercâmbio comercial entre China e a África alcançou no ano passado 166,3 bilhões de dólares, uma alta de 83% em relação a 2009, segundo o ministério do Comércio chinês, que indica que a China se tornou o primeiro sócio(parceiro) comercial da África.As Conferências Ministeriais China-África (FOCAC) são realizadas a cada três anos desde 2000.

ONU: "Tratamento Contra Aids Será Universal Até 2015



São Paulo - O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) divulgou nesta quarta-feira (18 de Julho de 2012) que os 191 países signatários dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) conseguirão atingir em 2015 duas metas propostas pela ODM 6, que diz respeito ao combate do HIV/Aids e da malária, entre outras doenças: universalizar o tratamento contra a Aids e zerar a transmissão do vírus HIV entre mães e bebês.

De acordo com a Organização, nos últimos oito anos, o número de pessoas com acesso a antirretrovirais aumentou significativamente.São 8 milhões de infectados que hoje possuem acesso aos medicamentos, contra 400 mil em 2003, o que levou a um aumento da expectativa de vida dos doentes.

Apesar disso, 46% do total estimado de pessoas que deveriam estar em tratamento ainda não o recebem, segundo o Unaids. Os índices mais preocupantes estão no Oriente Médio, no norte da África, na Europa do Leste e na Ásia Central, respectivamente. A América Latina é a região com cobertura de tratamento mais massiva, conseguindo tratar cerca de 70% de sua população infectada.

Durante a divulgação dos dados, Pedro Chequer, coordenador da Unaids no Brasil, elogiou as políticas nacionais de combate ao vírus e à doença, mas reforçou a necessidade de maiores investimentos para a prevenção da Aids, já que, segundo ele, estima-se que atualmente cerca de 250 mil brasileiros estejam infectados com o vírus sem saber.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Guiné-Bissau: Sindicatos da Saúde Iniciam Greve

Bissau - Os dois sindicatos de sector da Saúde guineense iniciam, entre 24 e 27 de Julho, uma greve geral de quatro dias em todos os estabelecimentos hospitalares do país.

O anúncio do Sindicato Nacional dos Enfermeiros Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA) e do Sindicato dos Trabalhadores de Saúde (STS), consta num pré-aviso de greve enviado ao ministro de Saúde e Assuntos Sociais, Agostinha Cá, a que a PNN teve acesso.

«Depois do longo tempo de espera, incluindo várias tentativas de negociações com o Governo de Transição, infelizmente não houve sucesso. Os sindicatos de área de saúde efectuam, entre 24 e 27 de Julho, uma greve geral a partir das 8 horas, em todos os hospitais do país», lê-se no pré-aviso.

De acordo com o documento, o SINETS e o STS reclamam, entre outras razões, o pagamento de um ano de subsídios de vela e isolamento, mudanças de letras de técnicos promovidos em 2010, bem como o respectivo pagamento dos seus retroactivos.

A liquidação da dívida de novos ingressos referentes aos anos de 2011 e 2012, contratados, caixas fúnebres, o reajuste de salários de técnicos do Ministério da Saúde, a revisão da carreira de enfermagem, carreira médica, carreira dos técnicos de diagnósticos de administração hospitalar e de pessoal menor são, entre outras, razões levantadas pelo SINETSA e pelo STS.

Por outro lado, a classe sindical do sector da Saúde sublinha a necessidade de implementação de novas propostas de pagamento de vela e isolamento, subsídios de chefias e de riscos, assunto do conhecimento do Governo desde 2009.

Esta poderá ser a primeira acção de reivindicação dos sindicados do país ao Governo de Transição, implantado na Guiné-Bissau desde 22 de Maio, na sequência de golpe de Estado de 12 de Abril.

Guiné-Bissau:" Governo Recebe Garantia de Apoio de Organização Económica Regional"


Bissau - A UEMOA (União Económica e Monetária do Oeste Africano) garantiu que sempre esteve e estará "ao lado da Guiné-Bissau", país que apoiou nos últimos três anos com cerca de 38 milhões de euros.

A garantia foi dada pelo novo representante da UEMOA em Bissau, Ba Mamadou (do Mali), após uma reunião com o primeiro-ministro de transição, Rui de Barros.

A reunião com Rui de Barros, um conhecido de Ba Mamadou já que ambos trabalharam na Comissão da UEMOA durante quatro anos, serviu também, disse o responsável aos jornalistas, para discutir os "grandes programas" de apoio à Guiné-Bissau.

Cronologia das Grandes Datas da Vida de Nelson Mandela


Nelson Mandela,primeiro PR negro da África do Sul
Nelson Mandela,primeiro PR negro da África do Sul

Joanesburgo - Eis as grandes datas da vida do antigo líder da luta anti-apartheid, primeiro presidente negro da África do Sul e prémio Nobel da Paz Nelson Mandela, que festeja os seus 94 anos quarta - feira última:




- 1918: 18 de Julho: Nascimento no clã Thembu, família real da etnia xhosa, na aldeia de Mvezo no Transkei (sudeste).
- 1939: Entrada na Universidade de Fort Hare, o único centro, na época, de ensino superior para os negros na África do Sul.
- 1941: Eleito representante dos estudantes, excluídos da Universidade por ter mostrado a sua solidariedade com um boicote de estudantes descontentes com a qualidade da alimentação. Desloca-se seguidamente a Joanesburgo para escapar de um casamento arranjado.
- 1942: Encontra um emprego de gabinete numa sociedade de advogados em Joanesburgo, após ter obtido uma licenciatura em direito por correspondência.
- 1943: Torna-se membro do Congresso Nacional Africano (ANC), ao lado de Walter Sisulu.
- 1944: Reencontra e casa-se com a enfermeira Evelyn Mase, prima de Sisulu, que lhe deu dois filhos e duas filhas.Funda a Liga da juventude do ANC com Sisulu, Oliver Tambo, Anton Lembede e Peter Mda.
- 1949: Entra ao Comité nacional executivo do ANC.
- 1952: Designado chefe da "Campanha de desafio" não violenta contra as leis segregacionistas.Primeira detenção após uma manifestação e duas noites na prisão.Julgado por infracção à lei sobre a supressão do comunismo, condenado a nove meses de prisão por sentença suspensa.Abre um escritório de advogados com Oliver Tambo.
- 1956: Preso, juntamente com 155 militantes, por alta traição. A instrução do processo dura três anos.
- 1957: Sob liberdade provisória, Mandela, em instância de divórcio, encontra Nomzamo Winnifred "Winnie" Madikizela, com quem se casa em 1958. Eles têm duas filhas.
- 1960: Interpelado e detido de Março a Agosto, com centenas de outros militantes, nos termos de estado de emergência.
- 1961: Absolvido juntamente com os seus co-acusados no processo por alta traição.Dezembro: "Lança a ala armada do ANC, Umkhonto weSizwe (MK, "Lança da Nação"), da qual se torna o comandante em chefe".
- 1962: Périplo africano para encontrar apoio político e financiar a nova organização.Agosto: Preso em Howick (leste) e condenado a cinco anos de prisão por incitação à greve e por sair do país sem autorização.
- 1963: Durante a sua pena, os principais dirigentes do ANC incluindo Sisulu, Govan Mbeki e Ahmed Kathrada, são presos no seu esconderijo de Rivonia (norte de Joanesburgo). Mandela é acusado com eles de sabotagem.
- 1964, 12 Junho: Mandela e os seus co-acusados escapam da pena de morte, mas são condenados à prisão perpétua e enviado à ilha de Robben Island, ao largo da Cidade de Cabo, onde cumpre a sua pena com a matrícula de prisioneiro 46664.
- 1982: Sob fundo de mobilização internacional crescente para a sua libertação, Mandela é transferido à prisão de Pollsmoor, perto da Cidade do Cabo.
- 1988: Mandela é transferido para a prisão - residência Victor Verster, onde um fluxo crescente de visitantes da oposição e do governo, preparam o terreno para as negociações entre o ANC e o governo.
- 1989: Recebido pelo presidente Pieter W. Botha numa primeira tomada de contacto e depois em Dezembro com Frederik de Klerk, que sucedeu Botha.
- 1990, 11 de Fevereiro: Libertado incondicionalmente por De Klerk, que legaliza o ANC.
Março: Torna-se vice-presidente do ANC, dirigindo de facto ao lado de Oliver Tambo convalescente após um derrame cerebral.
- 1991: Eleito presidente do ANC, supervisiona e dirige as negociações da transição.
- 1993: Prémio Nobel da Paz conjuntamente com Frederik de Klerk.
- 1994, 27 Abril: Primeiras eleições democráticas e multirraciais da África do Sul, triunfadas pelo ANC.10 Maio: Mandela é investido presidente da República da África do Sul.
- 1996: Divórcio com Winnie Madikizela, de quem se separou desde 1992.
- 1997: Cede a presidência do ANC para Thabo Mbeki
- 1998: Casa-se, pela terceira vez, com Graça Machel, viúva do antigo presidente moçambicano Samora Machel.
- 1999: Retira-se da presidência do país, que entrega a Thabo Mbeki após a vitória do ANC nas segundas eleições democráticas do país.
- 1999-2001: Assume a mediação do processo de paz no Burundi após a morte do mediador tanzaniano Julius Nyerere.
- 2005: Anuncia que o seu filho, Makgatho, 54 anos, morreu de sida, "uma doença normal" da qual é necessário falar "abertamente".
- 2009: Pronuncia a sua última mensagem política num encontro eleitoral do ANC, no qual lembra o seu engajamento na luta contra a pobreza.
- 2010: Aparece na cerimónia de encerramento do Mundial-2010 de futebol em Joanesburgo, manifestamente satisfeito. Foi a sua última aparição pública.
- 2011: É hospitalizado por dois dias devido a uma infecção respiratória aguda.

ONU:" Mais de 34 Milhões de Pessoas Vivem Com HIV no Mundo"


Brasil-Relatório divulgado dia  (18 de Julho de 2012) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids) indica que 34,2 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, sendo 30,7 milhões de adultos, 16,7 milhões de mulheres e 3,4 milhões de menores de 15 anos.

A África Subsaariana registra o maior número de pessoas infectadas, com 23,5 milhões, seguida pela Ásia Meridional e Sul-oriental, com 4,2 milhões. A Oceania tem a menor estimativa com 53 mil infectados. Na América Latina, são 1,4 milhão.

Dados indicam ainda que, em 2011, 2,5 milhões de novas infecções foram identificadas no mundo, sendo 2,2 milhões em adultos e 330 mil em menores de 15 anos. O número representa mais de 7 mil novas infecções por dia e 97% delas foram notificadas em países de baixa e média renda.

A África Subsaariana lidera o ranking com 1,7 milhão de novas infecções. Em seguida, aparecem a Ásia Meridional e Sul-oriental (300 mil) e a Europa Oriental e Ásia Central (170 mil). Na América Latina, 86 mil pessoas foram infectadas pelo vírus em 2011.

as mortes provocadas pelo HIV no mesmo período totalizaram 1,7 milhão, sendo 1,5 milhão entre adultos e 230 mil entre menores de 15 anos de idade. Na América do Norte, 20 mil pessoas morreram no ano passado em decorrência do HIV; na região do Caribe, 10 mil; na América Latina, 57 mil; na Europa Ocidental e Central, 9,3 mil; na Europa Oriental e Ásia Central, 90 mil; na Ásia Oriental, 60 mil; na Ásia Meridional e Sul-oriental, 270 mil; no Norte da África e Oriente Médio, 25 mil; na África Subsaariana, 1,2 milhões; e na Oceania, 1,3 mil.

O coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, explicou que o alto número de pessoas com HIV no mundo é reflexo da queda das mortes provocadas pela doença, sobretudo em razão da ampliação do acesso a medicamentos antirretrovirais.

"São pessoas que estão vivendo mais e não morrendo, como antes", disse. "Esta é a primeira vez que a ONU publica um relatório com uma perspectiva positiva, de que poderemos alcançar em 2015 o controle da epidemia", completou.

Ele destacou a queda de registros da doença na África Subsaariana, resultado pouco esperado diante das perspectivas apresentadas nos anos 1980 e 1990. Mas ressaltou que a doença avança na Rússia e na Ásia Central.

Chequer alertou também que as mulheres representam quase a metade do contingente de pessoas que vivem com HIV no mundo. Segundo ele, há preocupação, em particular, com as novas infecções entre mulheres e homossexuais jovens.