quinta-feira, 19 de julho de 2012

Guiné-Bissau:" Governo Recebe Garantia de Apoio de Organização Económica Regional"


Bissau - A UEMOA (União Económica e Monetária do Oeste Africano) garantiu que sempre esteve e estará "ao lado da Guiné-Bissau", país que apoiou nos últimos três anos com cerca de 38 milhões de euros.

A garantia foi dada pelo novo representante da UEMOA em Bissau, Ba Mamadou (do Mali), após uma reunião com o primeiro-ministro de transição, Rui de Barros.

A reunião com Rui de Barros, um conhecido de Ba Mamadou já que ambos trabalharam na Comissão da UEMOA durante quatro anos, serviu também, disse o responsável aos jornalistas, para discutir os "grandes programas" de apoio à Guiné-Bissau.

Cronologia das Grandes Datas da Vida de Nelson Mandela


Nelson Mandela,primeiro PR negro da África do Sul
Nelson Mandela,primeiro PR negro da África do Sul

Joanesburgo - Eis as grandes datas da vida do antigo líder da luta anti-apartheid, primeiro presidente negro da África do Sul e prémio Nobel da Paz Nelson Mandela, que festeja os seus 94 anos quarta - feira última:




- 1918: 18 de Julho: Nascimento no clã Thembu, família real da etnia xhosa, na aldeia de Mvezo no Transkei (sudeste).
- 1939: Entrada na Universidade de Fort Hare, o único centro, na época, de ensino superior para os negros na África do Sul.
- 1941: Eleito representante dos estudantes, excluídos da Universidade por ter mostrado a sua solidariedade com um boicote de estudantes descontentes com a qualidade da alimentação. Desloca-se seguidamente a Joanesburgo para escapar de um casamento arranjado.
- 1942: Encontra um emprego de gabinete numa sociedade de advogados em Joanesburgo, após ter obtido uma licenciatura em direito por correspondência.
- 1943: Torna-se membro do Congresso Nacional Africano (ANC), ao lado de Walter Sisulu.
- 1944: Reencontra e casa-se com a enfermeira Evelyn Mase, prima de Sisulu, que lhe deu dois filhos e duas filhas.Funda a Liga da juventude do ANC com Sisulu, Oliver Tambo, Anton Lembede e Peter Mda.
- 1949: Entra ao Comité nacional executivo do ANC.
- 1952: Designado chefe da "Campanha de desafio" não violenta contra as leis segregacionistas.Primeira detenção após uma manifestação e duas noites na prisão.Julgado por infracção à lei sobre a supressão do comunismo, condenado a nove meses de prisão por sentença suspensa.Abre um escritório de advogados com Oliver Tambo.
- 1956: Preso, juntamente com 155 militantes, por alta traição. A instrução do processo dura três anos.
- 1957: Sob liberdade provisória, Mandela, em instância de divórcio, encontra Nomzamo Winnifred "Winnie" Madikizela, com quem se casa em 1958. Eles têm duas filhas.
- 1960: Interpelado e detido de Março a Agosto, com centenas de outros militantes, nos termos de estado de emergência.
- 1961: Absolvido juntamente com os seus co-acusados no processo por alta traição.Dezembro: "Lança a ala armada do ANC, Umkhonto weSizwe (MK, "Lança da Nação"), da qual se torna o comandante em chefe".
- 1962: Périplo africano para encontrar apoio político e financiar a nova organização.Agosto: Preso em Howick (leste) e condenado a cinco anos de prisão por incitação à greve e por sair do país sem autorização.
- 1963: Durante a sua pena, os principais dirigentes do ANC incluindo Sisulu, Govan Mbeki e Ahmed Kathrada, são presos no seu esconderijo de Rivonia (norte de Joanesburgo). Mandela é acusado com eles de sabotagem.
- 1964, 12 Junho: Mandela e os seus co-acusados escapam da pena de morte, mas são condenados à prisão perpétua e enviado à ilha de Robben Island, ao largo da Cidade de Cabo, onde cumpre a sua pena com a matrícula de prisioneiro 46664.
- 1982: Sob fundo de mobilização internacional crescente para a sua libertação, Mandela é transferido à prisão de Pollsmoor, perto da Cidade do Cabo.
- 1988: Mandela é transferido para a prisão - residência Victor Verster, onde um fluxo crescente de visitantes da oposição e do governo, preparam o terreno para as negociações entre o ANC e o governo.
- 1989: Recebido pelo presidente Pieter W. Botha numa primeira tomada de contacto e depois em Dezembro com Frederik de Klerk, que sucedeu Botha.
- 1990, 11 de Fevereiro: Libertado incondicionalmente por De Klerk, que legaliza o ANC.
Março: Torna-se vice-presidente do ANC, dirigindo de facto ao lado de Oliver Tambo convalescente após um derrame cerebral.
- 1991: Eleito presidente do ANC, supervisiona e dirige as negociações da transição.
- 1993: Prémio Nobel da Paz conjuntamente com Frederik de Klerk.
- 1994, 27 Abril: Primeiras eleições democráticas e multirraciais da África do Sul, triunfadas pelo ANC.10 Maio: Mandela é investido presidente da República da África do Sul.
- 1996: Divórcio com Winnie Madikizela, de quem se separou desde 1992.
- 1997: Cede a presidência do ANC para Thabo Mbeki
- 1998: Casa-se, pela terceira vez, com Graça Machel, viúva do antigo presidente moçambicano Samora Machel.
- 1999: Retira-se da presidência do país, que entrega a Thabo Mbeki após a vitória do ANC nas segundas eleições democráticas do país.
- 1999-2001: Assume a mediação do processo de paz no Burundi após a morte do mediador tanzaniano Julius Nyerere.
- 2005: Anuncia que o seu filho, Makgatho, 54 anos, morreu de sida, "uma doença normal" da qual é necessário falar "abertamente".
- 2009: Pronuncia a sua última mensagem política num encontro eleitoral do ANC, no qual lembra o seu engajamento na luta contra a pobreza.
- 2010: Aparece na cerimónia de encerramento do Mundial-2010 de futebol em Joanesburgo, manifestamente satisfeito. Foi a sua última aparição pública.
- 2011: É hospitalizado por dois dias devido a uma infecção respiratória aguda.

ONU:" Mais de 34 Milhões de Pessoas Vivem Com HIV no Mundo"


Brasil-Relatório divulgado dia  (18 de Julho de 2012) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids) indica que 34,2 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, sendo 30,7 milhões de adultos, 16,7 milhões de mulheres e 3,4 milhões de menores de 15 anos.

A África Subsaariana registra o maior número de pessoas infectadas, com 23,5 milhões, seguida pela Ásia Meridional e Sul-oriental, com 4,2 milhões. A Oceania tem a menor estimativa com 53 mil infectados. Na América Latina, são 1,4 milhão.

Dados indicam ainda que, em 2011, 2,5 milhões de novas infecções foram identificadas no mundo, sendo 2,2 milhões em adultos e 330 mil em menores de 15 anos. O número representa mais de 7 mil novas infecções por dia e 97% delas foram notificadas em países de baixa e média renda.

A África Subsaariana lidera o ranking com 1,7 milhão de novas infecções. Em seguida, aparecem a Ásia Meridional e Sul-oriental (300 mil) e a Europa Oriental e Ásia Central (170 mil). Na América Latina, 86 mil pessoas foram infectadas pelo vírus em 2011.

as mortes provocadas pelo HIV no mesmo período totalizaram 1,7 milhão, sendo 1,5 milhão entre adultos e 230 mil entre menores de 15 anos de idade. Na América do Norte, 20 mil pessoas morreram no ano passado em decorrência do HIV; na região do Caribe, 10 mil; na América Latina, 57 mil; na Europa Ocidental e Central, 9,3 mil; na Europa Oriental e Ásia Central, 90 mil; na Ásia Oriental, 60 mil; na Ásia Meridional e Sul-oriental, 270 mil; no Norte da África e Oriente Médio, 25 mil; na África Subsaariana, 1,2 milhões; e na Oceania, 1,3 mil.

O coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, explicou que o alto número de pessoas com HIV no mundo é reflexo da queda das mortes provocadas pela doença, sobretudo em razão da ampliação do acesso a medicamentos antirretrovirais.

"São pessoas que estão vivendo mais e não morrendo, como antes", disse. "Esta é a primeira vez que a ONU publica um relatório com uma perspectiva positiva, de que poderemos alcançar em 2015 o controle da epidemia", completou.

Ele destacou a queda de registros da doença na África Subsaariana, resultado pouco esperado diante das perspectivas apresentadas nos anos 1980 e 1990. Mas ressaltou que a doença avança na Rússia e na Ásia Central.

Chequer alertou também que as mulheres representam quase a metade do contingente de pessoas que vivem com HIV no mundo. Segundo ele, há preocupação, em particular, com as novas infecções entre mulheres e homossexuais jovens.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Presidente Manifesta-se "Honrado" Pela Eleição de Dlamini-Zuma

Presidente sul-africano, Jacob Zuma
Presidente sul-africano, Jacob Zuma




Joanesburgo-O presidente sul-africano, Jacob Zuma, manifestou-se "honrado" pela eleição da sua ex-esposa e ministra do Interior, Nkosazama Dlamini -Zuma a frente da Comissão da União Africana (CUA), indicou fonte oficial.
 
O presidente manifestou a sua grande "satisfação" pela confiança que a africanos depositaram a candidata da África Austral ", segundo um comunicado da presidência sul-africana.
 
"Com essa nomeação, Dlamini -Zuma, que serviu o nosso país com distinção", deverá também servir o continente, lê-se no documento.

Dlamini-Zuma, antiga pediatra, é a primeira mulher eleita para presidir a CUA, em substituição do gabonês Jean Ping.

Sua eleição foi marcada por vários meses de lobby do Governo sul-africano, apoiado por catorze outros países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).
 
"Quero agradecer a todos os Estados membros da SADC e a todos os líderes da União Africana pelo seu trabalho árduo, que ajudou a garantir uma eleição bem sucedida", disse Zuma.
 
O presidente sul-Africano vai anunciar em breve os "ajustes necessários para permitir o empossamento de Dlamini-Zuma, o mais rápido possível". Por conseguinte, será nomeado um novo ministro interior, acrescenta a fonte.

Três Dezenas de Estudantes Guineenses Sem Bilhete Para Regressar ao País

Bandeira da Guiné - Bissau
Bandeira da Guiné - Bissau

Moscovo - Três dezenas de guineenses, que terminaram os cursos superiores na Rússia, não podem regressar à Guiné-Bissau, porque o Governo não envia o bilhete de regresso, declarou (segunda-feira) em Moscovo, um dos estudantes.

Carfa Mané fez uma licenciatura em Gestão de Empresas e uma pós-graduação em Contabilidade na Universidade de Voronej, cidade no sul da Rússia, mas afirmou desconhecer quando é que as autoridades da Guiné-Bissau vão enviar os bilhetes de avião para regressar ao país.

"Eu não estou sozinho nesta situação, há cerca de 30 estudantes em várias cidades russas: Voronej, Rostov no Don, Ulianovski, Ivanovo e Moscovo", sublinhou.

"Se não recebermos os bilhetes até 14 de Agosto, seremos expulsos das residências estudantis e entregues a nós próprios", acrescentou.

Carfa Mané disse que já entraram em contacto com o Governo e a embaixada da Guiné-Bissau em Moscovo, mas sem qualquer resultado visível.

"Uma adida da embaixada disse que ainda não chegou o dinheiro, nem os bilhetes para os finalistas, e nem sabe quando vai chegar", frisou.

"Cada bilhete de avião entre Moscovo e Bissau custa entre 28 e 30 mil rublos (700 a 750 euros , 1euro =AKZ 116,698) e nós não conseguimos arranjar muito dinheiro para regressar", esclareceu.
Este problema repete-se todos os anos entre os estudantes guineenses que terminam os cursos.

Canibais de Nova Guiné Fizeram Sopa Usando Pênis e Cérebros das Vítimas


Jornal The Telegraph informou que os canibais fizeram uma sopa usando os cérebros e os pênis das vítimas.

Papua-Nova Guiné-A polícia de Papua-Nova Guiné está descobrindo mais detalhes sobre o culto canibal responsável pela morte de sete pessoas no interior do país. Acredita-se que os membros da seita tenham feito uma sopa usando os cérebros e os pênis das vítimas.

Segundo a polícia local, os canibais comeram os órgãos das vítimas porque acreditavam que alcançariam poderes sobrenaturais e se tornariam “à prova de balas”. O chefe de polícia Anthony Wagambie afirmou ao jornal britânico Mirror que os integrantes da seita não sabiam que estavam fazendo algo errado. Eles fizeram isso abertamente.

Pelo menos 29 pessoas já foram presas. Wagambie acredita que existam entre 700 e 1.000 membros da seita, morando em vários vilarejos no interior de Papua-Nova Guiné. Detidos 29 membros de seita canibal que comeu 7 pessoas em Papua-Nova Guiné.Os presos foram levados a tribunal na última terça-feira (10 de Julho).Eles foram acusados de homicídio culposo. O canibalismo fazia parte da cultura tradicional em Papua-Nova Guiné, e algumas tribos mantiveram a prática.

Os restos mortais dos sete mortos não foram encontrados. “Eles provavelmente foram comidos”, afirmou o chefe de polícia.

Mutilação Genital Feminina é Prática Clandestina na Europa

Alemanha-Segundo a ONG Amnistia Internacional, na Europa cerca de 500 mil mulheres e raparigas sofrem os efeitos nefastos das mutilações genitais.

Na Alemanha, apesar de ser proibida, a excisão é ainda praticada discretamente no seio das comunidades africanas e judaicas. Com o objetivo de combater melhor esta prática na Europa, pedagogos, médicos e juristas estiveram reunidos, recentemente, na cidade de Düsseldorf, no oeste da Alemanha, para analisar o problema.
 
Jawahir Cumar, da Somália, foi excisada ainda muito jovem, aliás como muitas outras meninas do seu país. Para que outras raparigas escapassem aos sofrimentos de que foi vítima, Cumar criou, em 1996, em Düsseldorf, a organização "Stop Mutilação".

Cumar conhece bem o sofrimento das raparigas que foram excisadas e que hoje nem sequer ousam abordar o assunto. Chegam ao ponto de terem medo de ir a uma consulta médica. Na maioria dos casos, as que desejam ser submetidas a uma cirurgia são obrigadas a assumir todas as despesas pois “o seguro de doença recusa, algumas vezes, assumir este tipo de cirurgia” como explica Cumar.

Segundo Jawahir Cumar, muitas “mulheres foram mutiladas quando tinham 3 ou 4 anos e agora devem ter 35 anos e desejam abrir novamente o seu clítoris, que permaneceu costurado durante todo esse tempo”.

Mas por vezes surgem dúvidas, muitas mulheres questionam-se “porque devemos fazer isso agora? Elas permaneceram durante todo esse tempo assim e nunca houve problema. Aliás, muitas pensam que isso não é mais do que uma operação de estética, de beleza. É preciso explicar às pessoas que se trata sim de uma operação vital”, sublinha a ativista somali.

Mil meninas vítimas de mutilação genital na Alemanha

Existem várias formas de excisões como o corte da parte superior do órgão ou a completa eliminação do clítoris. Muitas vezes, as raparigas são submetidas a esta prática sem anestesia e no corte são utilizadas lâminas e facas não esterilizadas. E, como consequência, surgem infecções e dores que essas mulheres devem suportar praticamente durante toda a vida.

Para além das mulheres que foram vítimas dessa prática nos seus países de origem, quando eram muito jovens, na Alemanha cerca de mil jovens estão, atualmente, ameaçadas. Para muitas famílias africanas, a excisão é, antes de tudo, uma tradição que lhes permite permanecer muito ligadas ao seu país de origem. Elas aceitam a excisão nas suas filhas, de forma ilegal e escondida na Alemanha ou então enviam as crianças de férias para os seus países para serem submetidas a este ritual de excisão.

Campanha contra mutilação genital feminina na Guiné-Bissau
Campanha contra mutilação genital feminina na Guiné-Bissau

Quanto à penalização criminal desta prática, Dirk Wüstenberg, jurista e ativista contra a mutilação genital feminina, explica que os responsáveis pelo crime, quando praticado pela primeira vez, “podem ser condenados de três a quatro anos de prisão. Penso, nomeadamente, nos pais que são condenados por esses actos”.

O jurista adianta ainda que “em contrapartida, as pessoas que praticam a excisão (de forma recorrente) podem ser penalizadas até oito anos de prisão. Aliás, estão em curso, atualmente, discussões no Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento alemão, visando aumentar esta pena”.

Ativistas como Jawahir Cumar vêm com uma certa inveja o que se passa na França quando o assunto diz respeito à mutilação genital feminina. Naquele país, os pais que autorizam esta prática podem ser condenados a penas de prisão que vão dos dez aos 30 anos.

Nana Câmara, oriunda do Mali, trabalha na França como assistente social e explica que neste país “foi necessário muito tempo para que as sanções fossem aplicadas contra as pessoas que praticavam a excisão. Mas com a nossa experiência podemos encurtar esta fase na Holanda e na Alemanha”.

Em Düsseldorf, durante o encontro que juntou profissionais de diversas áreas para discutir sobre aquela prática, Nana Camará explicou que o número de vítimas da excisão não diminuiu somente em França mas também no seu país, o Mali, e em toda a região oeste africano. Na Alemanha pode-se também utilizar a mesma legislação para proteger as raparigas desta prática horrível.