sexta-feira, 13 de julho de 2012

Estados Unidos Felicitam São Tomé e Príncipe Pela Independência

São Tomé e Príncipe-Os Estados Unidos da América, através do Departamento do Estado, endereçaram uma mensagem de felicitações ao governo Santomense que hoje celebra o trigésimo sétimo aniversário da independência do país.

Numa mensagem da Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o governo dos Estados Unidos afirma continuar ao lado de São Tomé e Príncipe no reforço da democracia e do desenvolvimento económico.

“Nós apreciamos o vosso apoio permanente para a segurança regional e a estabilidade no Golfo da Guiné e mais,” diz Hillary Clinton na sua mensagem.

“Na celebração deste dia especial, queira saber que os Estados Unidos são um parceiro e amigo. Estamos dispostos a trabalhar juntos para um futuro brilhante para ambos os povos” – fim da citação.

Entretanto hoje durante as celebrações dos 37 anos de independência o presidente Santomense, Manuel Pinto da Costa queixou-se dos custos da insularidade.

Pinto da Costa fez apelo a investimentos estrangeiros, exaltando a estabilidade política, o carácter pacífico do povo, e as condições de riqueza e beleza naturais do arquipélago.

Intensas Movimentações Políticas na Capital da Guiné-Bissau

Presidência da República em Bissau
Presidência da República em Bissau

Guiné-Bissau-Bissau foi quinta-feira palco de intensas movimentações políticas com reuniões na sede do governo e na Presidência da República. Na sede do governo, o Primeiro Ministro de transição Rui de Barros reuniu-se com os parceiros internacionais.
Durante este encontro no qual participaram apenas os embaixadores do Senegal, Nigéria, da União africana e da China, Rui de Barros deu conta das realizações do seu executivo e aproveitou igualmente essa oportunidade para enunciar os principais objectivos do governo de transição.

Por outro lado, a Presidência da República também foi palco de uma reunião que juntou todos os actores das autoridades de transição, esta tendo sido a primeira reunião do Conselho de defesa Nacional.

De assinalar igualmente que o governo Guineense de transição reagiu à decisão ontem da CPLP de não convidar esse executivo à Cimeira da organização na semana que vem em Maputo.Em declarações à imprensa Faustino Imbali, Ministro dos Negócios Estrangeiros de transição, lamentou profundamente o posicionamento da CPLP e considerou que o bloco lusófono não està a contribuir para resolver os problemas da Guiné-Bissau.Por outro lado, ao afastar a hipótese de uma eventual saída da Guiné-Bissau da CPLP, Faustino Imbali expõe as suas expectativas relativamente à acção de Moçambique que passará a presidir a organização a partir da Cimeira de 20 de Julho em Maputo.

  

Guiné-Bissau: Persistência da CPLP Pode Conduzir a Guerra civil – Governo de Transição


Guiné-Bissau-O governo de transição da Guiné-Bissau qualificou de contraproducente a sua exclusão ontem da cimeira de Maputo pelos ministros dos negócios estrangeiros da CPLP reunidos em Lisboa.

Tal como prometido, o executivo guineense veio ao público reagir a decisão comunicada ontem pelo chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Portas, após uma reunião com os seus homólogos da CPLP, destinada a fixar a agenda da cimeira da próxima semana em Moçambique.

Faustino Imbalí, ministro dos negócios estrangeiros do governo de transição da Guiné-Bissau, afirmou em Bissau que a persistência da CPLP em querer reinstaurar o governo de Carlos Gomes Júnior pode conduzir o país a uma guerra civil.

O chefe da diplomacia da Guiné-Bissau questionou a legalidade da decisão que exlcui o seu governo da cimeira, afirmando “não acreditar que a CPLP tenha a competência nos termos de  estatutos de indigitar representantes de um Estado membro para uma cimeira.”

O governante guineense disse por outro que o actual governo no seu país não é um produto do golpe de Estado mas sim da comunidade internacional.

Crise na Guiné-Bissau requer diálogo Entre as Partes

Lisboa-O ministro angolano das Relações Exteriores disse à imprensa, em Lisboa, ser necessário “mais diálogo” entre a CPLP e a Comunidade Económica para o desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre o caso da Guiné-Bissau.

Geoges Chikoti, que fez a afirmação no final da décima reunião extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, realizada em Lisboa, salientou não estarem ainda reunidas “as condições democráticas na Guiné-Bissau” e que é preciso “mais diálogo” entre as duas comunidades para se encontrar “uma posição para o bem dos guineenses”.

É preciso, referiu, que a CEDEAO melhore os pontos de vista em relação à situação que se vive na Guiné-Bissau na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril, quando o país se preparava para a segunda volta das presidenciais.

A reunião extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, realizada antes da IX Conferência de Chefes de Estado e de Governo do dia 20 Julho, em Maputo, debateu a representação da Guiné-Bissau na Cimeira de Moçambique e reafirmou o princípio do reconhecimento das autoridades legítimas do país.
Não há sinais de liberdade, nem de ambiente democraticamente bom na Guiné-Bissau”, disse o ministro angolano, que sublinhou que “não seria bom fazer participar qualquer outra entidade que venha da Guiné-Bissau” para representar o país na Cimeira de Maputo.

Na reunião de Lisboa, a Guiné-Bissau esteve representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros deposto, Djaló Pires. Geores Chicoti referiu que o golpe de Estado na Guiné-Bissau “é um problema difícil para a presidência de Moçambique”, que assume o cargo a partir da Cimeira de Maputo.A reunião, revelou, decidiu sobre a pretensão da Guiné Equatorial de aderir à CPLP.

Jean Ping Mantém Candidatura à Presidência da CUA


Jean Ping, candidato a sua sucessão
Jean Ping, candidato a sua sucessão


Cidade do Cabo - O presidente da Comissão da União Africana (CUA), Jean Ping, afirmou que mantinha a sua candidatura à sua própria sucessão, refutando assim uma informação divulgada pelo jornal sul-africano Sunday Times segundo a qual ele renunciou à corrida para um novo mandato.

"Sou e permaneço candidato à minha reeleição enquanto presidente da Comissão da União Africana, visto que a minha candidatura não foi retirada pelo meu país, o Gabão, e pela minha região" (a África Central), fez questão de dizer  Ping num comunicado divulgado nas vésperas da Cimeira da UA, prevista em Addis Abeba (Etiópia) este fim - de - semana, e que será marcado pela eleição do presidente da Comissão.

"Pretendo permanecer na corrida até o fim e espero ganhar  a confiança renovada dos líderes do nosso continente", prosseguiu.

Devido à eleição bloqueada durante a última Cimeira da UA, em Janeiro, os dois principais candidatos - Ping, no posto desde 2008, e a ex-ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros, Nkosazana Dlamini-Zuma - vão concorrer ao cargo na próxima cimeira de Addis Abeba.

De acordo com o jornal Sunday Times, Ping manteve um encontro, na última semana, com responsáveis do Governo sul-africano em Pretória e aceitou retirar-se a favor de Dlamini-Zuma, à condição que ele seja nomeado para outro cargo no seio da UA.

No entanto, Ping qualificou esta informação de "mentira vergonhosa e insinuação", sublinhando que não esteve na África do Sul há vários meses.

Dlamini-Zuma disse, por sua vez, sexta-feira última durante uma reunião de negócios na África do Sul que estava pronta para assumir o cargo para bem levar a cabo a mudança necessária no seio do bloco africano.

"Gostaríamos de tornar a UA mais eficiente enquanto organização", disse a ex-esposa do Presidente Jacob Zuma durante o pequeno almoço de informação New Age/SABC.

Narcotráfico Mais Activo Desde golpe de Estado em Bissau


Guiné-Bissau-As redes de narcotráfico presentes na Guiné-Bissau estão mais activas e influentes no país desde o golpe de Estado de Abril, considerou o representante do secretário-geral da ONU para a África Ocidental numa reunião quarta-feira à noite do Conselho de Segurança em Nova Iorque .

O representante especial Said Djinnit falava num "briefing" aos 15 membros do Conselho de Segurança sobre a situação "precária" de segurança na África Ocidental, em que estiveram em foco os golpes de Estado no Mali e na Guiné-Bissau, este último ocorrido a 12 de Abril.

"Há actividades crescentes e influência de redes de tráfico de droga na Guiné-Bissau, especialmente desde o recente golpe", explicou o responsável da ONU. Djinnit apontou o caso guineense como exemplo do potencial do "flagelo do tráfico de droga e crime organizado para minar seriamente a governação e a segurança na região", se não for alvo de medidas prontas e eficazes.

Para Said Djinnit, "os atores regionais têm de redobrar esforços" para lidar com esta criminalidade. No seu anterior "briefing" ao Conselho de Segurança, em Maio, o diplomata argelino alertara para uma "nova vaga de desafios à governação e paz" na região, patente nos casos do Mali e Guiné-Bissau, sob ameaça do crime organizado e terrorismo.

Apesar dos "progressos significativos nos últimos anos na promoção e consolidação da paz, graças a iniciativas tomadas pelos líderes regionais com apoio do continente e da comunidade internacional, particularmente a ONU", para Said Djinnit a segurança na África Ocidental "continua precária e reversível". Isto porque "as causas de base da insegurança ainda não foram resolvidas totalmente. A atenção e apoio continuado da ONU continuam a ser críticos.

Guiné-Bissau: "CNE Destaca Recenseamento Biométrico e Trabalhos Cartográficos"



Bissau – O Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) disse haver necessidade de conclusão de trabalhos de levantamento cartográficos nas regiões que ainda não foram alvos deste processo.

Também o recenseamento biométrico dos eleitores guineenses para as próximas Eleições Gerais, a terem lugar em 2013, é uma preocupação do Presidente da CNE.

«Pelo que foi o passado é indispensável que se avance com o recenseamento biométrico e trabalhos de cartografias.
Informámos
Presidente da República que é necessário envolver toda comunidade internacional», disse Desejado Lima da Costa.

Neste sentido, o responsável falou ainda da participação e consequente observação eleitoral do referido processo, por parte da comunidade internacional, como forma de credibilizar o acto em curso.

Desejado Lima da Costa falou esta terça-feira, 10 de Julho, à saída do encontro de uma delegação composta pelos ministros das Finanças e da Administração Territorial com o Presidente de Transição, Manuel Serifo Nhamadjo.De acordo com Lima da Costa, no encontro ficaram patentes as questões de calendarização do processo e de estratégia global relativamente às programadas eleições.

Interrogado sobre os métodos a usar para convencer a comunidade internacional a apoiar este processo, Desejado Lima da Costa disse que a sua organização está a levar a cabo uma acção autónoma e independente, porque qualquer que seja a situação política na Guiné-Bissau, a única via de retorno à normalidade constitucional passa pela realização destas eleições.

Neste sentido, o Presidente da CNE admitiu que, até meados de Abril de 2013, possa haver uma data indicativa para a marcação das Eleições Gerais na Guiné-Bissau.

Para esta operação, a CNE prevê uma soma de 5 milhões de euros, não incluindo o recenseamento biométrico.

A Eleição Geral realiza-se na sequência de golpe de Estado levado a cabo a 12 de Abril, pelo Comando Militar que interrompeu um processo eleitoral das Presidenciais, na segunda volta, que aconteceu depois da morte do Presidente da República Malam Bacai Sanhá, a 9 de Janeiro.