sexta-feira, 6 de julho de 2012

Os Estados-Membros da SADC Criarão Fundo Comum Para o Desenvolvimento da África Austral

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Luanda- A integracionista Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) criará um fundo para o impulso de infra-estruturas na região, informou uma fonte desse organismo.

O secretário anexo regional de SADC para a área de integração, Joao Caholo, indicou que pediu aos ministros de Finanças de países membros da organização que deem luz verde à formação do fundo, com um valor mínimo inicial de 600 milhões de dólares.

Partimos do critério de que os estados que mais possam contribuir o façam, ainda que se terá em conta a contribuição de cada um dos estados-membros, expressou.

Caholo afirmou que também se aceitam contribuições de investidores privados, nacionais, regionais e internacionais.
A possibilidade de criação do fundo regional será ponto de discussão na reunião de ministros de Finanças da SADC, que se efetuará em Moçambique em 13 de Agosto próximo.

Nestes momentos a organização regional impulsiona projetos como o desenvolvimento da ferrovia, estradas e outras infraestruturas, com o objetivo de garantir a interconexão entre territórios da área para potenciar dessa forma o comércio de bens e serviços.

A SADC também promove programas unidos aos setores de energia, transporte, tecnologias da informação, metrologia, turismo e recursos hídricos, entre outros.
Integram a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral: África do Sul; Angola; Mauricio; Zimbábue; Moçambique; Namíbia; Tanzânia; República Democrática do Congo; Suazilândia e Lesoto.

Moeda única na África Austral Depende de Integração Fiscal


Secretário executivo adjunto para integração do bloco económico regional da SADC, João Caholo
Secretário executivo adjunto para integração do bloco económico regional da SADC, João Caholo

Luanda  - A entrada em vigor de uma moeda única na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) depende sobretudo de uma integração fiscal, estabilidade política sólida e segurança nas fronteiras da região, disse quarta-feira passada, em Luanda, o secretário executivo adjunto para integração do bloco económico regional, João Caholo.

Segundo o responsável, está prevista para 2018 a entrada da moeda única na África Austral, mas para tal é necessário, além de algumas questões que merecem cuidados, uma base jurídica legal e disciplina fiscal.

Nesse sentido, João Caholo informou que está em curso um processo, que iniciou recentemente com o Protocolo de Finanças e Investimentos – documento que vai sustentar o roteiro para se chegar a implementação da moeda única.

O interlocutor referiu que não se pode entrar para uma zona de moeda única sem um tratado fiscal assim como aconteceu com o Euro. "E se quisermos desenvolver como região é necessário sabermos, qual a taxa de inflação, o rácio de despesas públicas e o modo de intervenção de várias instituições na comunidade.

Quanto à estabilidade política e segurança, o secretário-executivo adjunto disse que a SADC é a sub-região de África tida como a mais estável, apesar das situações que estão a ocorrer no Leste da RDCongo e a crise política no Madagáscar, já em fase resolução definitiva.

 Se a SADC tivesse recursos financeiros disponíveis para realizar os projectos, principalmente relacionados com as infra-estruturas, seriam todos implementados.

Nesse momento, disse, o grande esforço da região está direccionado em tentar trazer à boa vontade política sólida da região um instrumento complementar de recursos domésticos próprios para se realizar o que se tem como prioritário para o desenvolvimento comum.



quinta-feira, 5 de julho de 2012

Filha de Nelson Mandela é Nomeada Embaixadora Para a Argentina

Dos três filhos vivos de Nelson Mandela, Zenani Mandela-Dlamini é a primeira a entrar na vida pública. Aqui, ao lado do pai, em maio de 1994.
Dos três filhos vivos de Nelson Mandela, Zenani Mandela-Dlamini é a primeira a entrar na vida pública. Aqui, ao lado do pai, em Maio de 1994

Africa do Sul-Zenani Mandela-Dlamini vai substituir Tony Leon na embaixada da África do Sul na Argentina.Segundo o jornal inglês "The Telegraph", esta nomeação surge em resposta à pressão feita por alguns políticos sul-africanos para que se mantenham as relações com o nome de Mandela, mas também como forma de impressionar a Argentina, alvo chave na estratégia para fortalecer os laços entre os países do hemisfério sul, e de impulsionar o comércio e o turismo entre os dois países.

A sua ida para Buenos Aires tem sido mantida em segredo, apesar de Mandela-Dlamini estar já na academia diplomática de Pretória a ser treinada e espera-se que assuma a sua posição brevemente, sendo rodeada por uma equipa experiente para que seja bem-sucedida.  

"A África do Sul não deve envergonhar-se de lembrar legado de Mandela"

Fonte do ministério dos negócios estrangeiros sul-africano, citada pelo jornal inglês, defende que "a África do Sul não deve envergonhar-se de lembrar às pessoas o legado de Mandela. Desta forma, o nome continuará vivo".

A empresária de 53 anos, formada pela Universidade de Boston, trabalhou em vários projetos de desenvolvimento de negócios e na indústria da comunicação.

Nasceu e foi criada em Joanesburgo, até ir estudar para Suazilândia, onde se casou com o príncipe suaíli Thumbumuzi Dlamini. Mudou-se para Boston, nos Estados Unidos, onde viveu e se licenciou, de 1982 até 1990, altura em que se divorciou e regressou à África do Sul.


Embaixador Angolano realça Contribuição da NEPAD no Desenvolvimento de África



Genebra - O embaixador Apolinário Correia, representante permanente junto das Nações Unidas e Organizações Internacionais em Genebra (Suíça), realçou  que Angola reconhece a contribuição dada pela Nova Parceria Para o Desenvolvimento de África (NEPAD), no último decénio, para superar os desafios do desenvolvimento económico no continente.

O diplomata angolano que intervinha na 55ª Sessão Executiva da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED) sobre à África, disse que o país está seguro dos esforços a desenvolver para enfrentar os desafios, priorizando a transformação estrutural e o reforço da mobilização de recursos internos, para permitir a integração regional, a cooperação sul-sul e o desenvolvimento de infraestruturas.

“Aproveitamos esta ocasião para felicitar o secretariado da CNUCED pelo apoio prestado a Angola, em particular no projecto de formação para o comércio, visando reforçar as capacidades comerciais através da formação em domínios prioritários, tais como: a gestão portuária; o turismo durável; as alterações climáticas; o mercado do carbono, a protecção dos consumidores, investimento internacional e as capacidades produtivas”, sublinhou.

Salientou, por outro lado, o apoio prestado à Angola pela CNUCED na melhoria da política e legislação em matéria da protecção dos consumidores, assim como na elaboração de um quadro político comercial.

Segundo Apolinário Correia, a Sessão a decorrer até hoje( quinta-feira), será uma ocasião para examinar e passar em revista as actividades da CNUCED de apoio as inciativas de África e avaliar como o mandato de Doha poderá ser posto em marcha para sustentar o desenvolvimento e os processos de integração no continente, em ligação com a decisão da última Cimeira dos Chefes de Estados da União Africana.

A CNUCED apoia os esforços dos países africanos para promover o desenvolvimento durável através de actividades de pesquisa, de formação de consensos, de assistência técnica e reforço de capacidades, e participa activamente no mecanismo de consultação regional dos organismos das Nações Unidas em apoio a União Africana e ao seu novo parceiro para o desenvolvimento de África (NEPAD).

Parlamento Europeu rejeita tratado(ACTA) antipirataria

Estrasburgo- Parlamento Europeu rejeitou definitivamente quarta-feira passada o tratado antipirataria (ACTA), acabando com qualquer possibilidade de que a União Europeia (UE) ratifique o polêmico acordo internacional que, segundo os críticos, ameaça as liberdades individuais, em particular a dos internautas.

No total, 478 parlamentares votaram contra o tratado, 39 a favor e 165 optaram pela abstenção, no que representa um revés para a Comissão Europeia, que desejava aplicar o texto para defender os interesses econômicos das empresas vítimas da pirataria.

O ACTA foi assinado em Janeiro por 22 dos 27 governos da União Europeia, assim como por Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Cingapura, Coreia do Sul, Suíça, México e Marrocos.

Esta votação acontece depois de três anos de mobilização dos críticos do texto: milhares de pessoas se manifestaram contra o acordo e arrecadaram 2,8 milhões de assinaturas contra o ACTA.Nas últimas semanas, todas as comissões parlamentares consultadas se pronunciaram contra o acordo.

No debate de terça-feira, apenas uma parte dos conservadores defendeu o ACTA. Pouco antes da votação, pediram sem sucesso que o Parlamento esperasse, antes de se pronunciar, o Tribunal Europeu de Justiça decidir se o texto se ajusta ao direito europeu.

O relator do texto, o trabalhista britânico David Martin, reconheceu a importância da luta contra a pirataria, mas se opôs ao ACTA por seu caráter "ambíguo" e, portanto, "perigoso" para as liberdades individuais.

Um dos pontos mais polêmicos era, segundo seus opositores, a possibilidade de que as empresas provedoras de acesso à internet comunicassem aos titulares dos direitos das obras os endereços IP dos internautas suspeitos de realizar downloads ilegais.

A conservadora francesa Marielle Gallo explicou que este temor se deve à "desinformação". Segundo ela, a entrada em vigor do ACTA não significaria a "criminalização dos jovens adolescentes que realizam downloads ilegalmente".

Tribunal Europeu dos Direitos Humanos Pronuncia-se a Favor da Oposição Ucraniana


Ucrânia-O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou a Ucrânia ao pagamento de 15 mil euros pelos danos morais provocados sobre Yulia Tmoshenko.

Acusado, diz o tribunal “arbitrariamente”, de corrupção e abuso de poder, em Fevereiro, o antigo ministro do Interior do Governo de Yulia Timoshenko recebeu uma sentença de quatro anos de cadeia.

O veredicto agora conhecido aumenta ainda mais a pressão sobre o presidente Viktor Yanukovitch, acusado de agir em função interesses políticos.

O Governo ucraniano não está de acordo com as acusações de violação dos direitos humanos e promete apresentar recurso. Mas o caso traz um novo fôlego para o destino da grande rival do presidente Yanukovitch.

“À semelhança de qualquer cidadão Yulia Timoshenko tem o direito de recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Por isso está a fazer uso de um direito legítimo e enquanto membro do Conselho da Europa, a Ucrânia deve respeitar a decisão desta instância”, diz José Manuel Pinto Teixeira, embaixador da União Europeia na Ucrânia.

Condenada a sete anos de prisão, Yulia Timoshenko também recorreu ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. A batalha começou em Agosto do ano passado e parece estar longe de esmorecer, até porque se espera um parecer deste tribunal a 28 de Agosto.

Eleições Gerais no México

México-As eleições gerais no México terminaram com a vitória da direita. O presidente eleito foi Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI). Ele teve 38,15% dos votos, mas como no país não há segundo turno, esta porcentagem foi suficiente para vencer a eleição. Na segunda colocação ficou Andrés Manuel López Obrador, o candidato mais à esquerda da eleição, da coalizão Movimento Progressista, com 31,64% dos votos. Na terceira colocação ficou Josefina Vázquez Mota, do Partido Ação Nacional (PAN), com 25,4% dos votos, e na quarta colocação, Gabriel Quadri, do partido Nova Aliança (PANAL), com 2,3%.

Além da eleição presidencial foi realizada a eleição parlamentar, para a Câmara de Deputados e para o Senado. No parlamento, o PRI, do presidente eleito Peña Nieto, não conseguiu maioria absoluta nem na câmara baixa nem na câmara alta. Na Câmara de Deputados, o PRI conseguiu cerca de 230 dos 500 assentos (ainda não foram divulgados os resultados exatos), o Movimento Progressista conseguiu cerca de 140 assentos e o PAN conseguiu cerca de 120 assentos. No Senado, de um total de 128 assentos, o PRI conseguiu cerca de 58 assentos, o PAN, 40 assentos, e o Movimento Progressista, 29 assentos.

A vitória de Peña Nieto acabou sendo com uma porcentagem relativamente baixa de votos. Desta forma, a soma de votos dos outros candidatos foi muito maior do que a quantidade de votos que recebeu. Outro fator relevante é o desempenho de seu principal adversário, López Obrador, que ficou a somente 6,5% de Peña Nieto, muito menos do que previa a maioria das pesquisas.

Somando-se a isso o fato do PRI não ter conseguido maioria parlamentar absoluta, pode-se dizer que a vitória da direita no México apresenta o desafio ao novo presidente de mostrar resultados à vasta maioria dos eleitores (61,85%) que não votaram nele.

Quanto à esquerda, abre-se agora um novo período de renovação que é relativamente longo, de 6 anos, até a próxima eleição presidencial. Tudo indica que o ciclo de López Obrador como o candidato presidencial da esquerda deve chegar ao fim se confirmar-se a ascensão da liderança do atual chefe de governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard, como uma alternativa mais viável politicamente. De qualquer modo, os trabalhos de politização nacional e de fiscalização da votação realizados com a liderança de Obrador serão essenciais para uma eventual futura vitória da esquerda na eleição presidencial mexicana