quarta-feira, 4 de julho de 2012

Portugal Tem Menos Imigrantes

Portugal tem menos imigrantes
Portugal-Vivem em Portugal 111 445 brasileiros, a comunidade estrangeira mais representativa, mas são menos 7 918 do que em 2010. Além do Brasil, a Ucrânia,Cabo Verde, a Roménia, Angola e a Guiné-Bissau são as principais nacionalidades.

O Relatório de Imigração Fronteira e Asilo 2011, que será hoje apresentado, demonstra que Portugal deixou de ser atrativo para os estrangeiros.

A crise económica no País, ao mesmo tempo que os países de origem registam crescimento económico, como o Brasil e Angola, são as principais razões apontadas.

Entre as seis comunidades mais representativas, os romenos foram os únicos a registar mais cidadãos, totalizando 39 312. Os ucranianos (48 0022) continuam em segundo lugar, apesar de terem começado a regressar a partir de 2002/2003, seguindo-se os cabo-verdianos (43 920), os angolanos (21 563) e os guineenses (18 487).

O SEF controlou mais de 11 milhões de estrangeiros à entrada de Portugal, dos quais 9,6 milhões por via aérea. Aumentaram as ações de controle em relação a 2010, mas diminuíram as recusas de entrada.

Guiné-Bissau: Governo de Transição Prevê Menos Crescimento Económico

Bissau-A Guiné-Bissau deverá ter um crescimento económico em 2012 de 2,8 por cento, abaixo dos 4,5 por cento inicialmente previstos pelo FMI, disse hoje o porta-voz do Governo de transição, Fernando Vaz.

De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional, feitas em Dezembro do ano passado por Alfredo Torres, representante residente da instituição, o país cresceu em 2011 cerca 5,3 por cento, prevendo-se que este ano o crescimento fosse de 4,5 por cento, um número agora revisto em baixa pelo Governo de transição.

Num balanço do primeiro mês do governo de transição, Fernando Vaz, acompanhado dos Ministros da Justiça e da Administração Territorial, passou em revista todos os setores e deixou uma garantia: "o nosso compromisso vem sendo honrado com seriedade, esforço e responsabilidade de Estado."

Guiné-Bissau: ONG Assume Gestão Técnica e Financeira do Hospital Raoul Follereau


Bissau - A Organização não-governamental, «Aid Health and Development» (ahead) assumiu a gestão técnica e financeira do Hospital Raoul Follereau.

Para o efeito, o Governo de Transição, através do Ministro de Saúde e Assuntos Sociais, assinou, a 22 de Junho, um protocolo de acordo com esta ONG italiana.

Contactado pela PNN, o Presidente da «ahead», Fabio Riccardi, disse que, doravante, a sua organização passa a prestar apoios na aquisição de alimentação e materiais de trabalho ao referido centro hospitalar de referência, para o tratamento de pacientes que padecem de tuberculose e VIH SIDA.

«Vamos apoiar este hospital porque conhecemos a potencialidade do mesmo, que pode ser útil a nível dos países vizinhos, por isso vamos dar os apoios técnicos e financeiros», disse Fabio Riccardi.

O Presidente da ONG disse que está em curso a avaliação da potencialidade do laboratório e as áreas específicas de intervenção, que passam pela aquisição de medicamentos e pelo abastecimento do hospital com alimentação para os pacientes.

Sem precisar o montante a ser disponibilizado nesta primeira fase, este responsável sublinhou que, para além da assistência, a organização vai levar acabo campanha de educação sanitária aos doentes durante o tempo em que as pessoas estiverem internadas, com o objectivo de informar acerca da prevenção de tuberculose junto das comunidades.

Por outro lado, Fabio Riccardi disse que a situação de tuberculose na Guiné-Bissau é muito séria, justificando que existem vários factores de risco para esta epidemia, que vão desde a pobreza, condições de habitação, bem como a falta de alimentação.

A terminar, este responsável disse que a filosofia da sua organização consiste nos apoios às infra-estruturas hospitalares nos países africanos onde se encontram a trabalhar.Fabio Riccardi trabalhou no Hospital Raoul Follereau nos anos anteriores, quando o estabelecimento estava a ser administrado pala «Comunidade Santo Egídio».

África Austral Procura Fundos

Peritos na reunião preparatória da conferência dos ministros das Finanças da SADC

O secretário executivo adjunto responsável pela integração regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), João Caholo, relevou ontem, em Luanda, que o capital inicial do Fundo de Investimento proposto aos Estados-membros deve situar-se entre os 600 milhões a mil milhões de dólares.

Esse capital pode assegurar o arranque dos programas do Plano Director de Infra-Estruturas, declarou João Caholo à margem da reunião de peritos dos Ministérios das Finanças da SADC que ontem iniciou em Luanda.

O secretário executivo adjunto apontou os sectores da energia, águas, transportes, tecnologias de informação e a meteorologia como potenciais beneficiários dos capitais do Fundo de Investimento.

João Caholo disse que, para a criação do Fundo de Investimento, os Estados-membros devem prestar contribuições, e adiantou que o sistema de financiamento do fundo se estende também aos parceiros de cooperação internacional e o sector privado.

O secretário executivo adjunto apontou para a necessidade de uma política de crédito virada para a criação de infra-estruturas e viabilizada por empréstimos concedidos pelo fundo.
João Caholo considerou que os princípios de concessão de empréstimos devem ser sólidos para que as operações sejam sustentáveis.

O Fundo de Investimento vai permitir o desenvolvimento de uma política de crédito acordada entre os Estados-membros, baseada em princípios de concessão de empréstimos assentes em políticas de crédito similares às existentes em outros bancos ou fundos regionais, como o Banco Africano de Desenvolvimento, declarou o secretário executivo adjunto.

Em face disso, o secretariado prepara desde ontem uma proposta jurídica e de operacionalização do fundo, que vai ser aprovada amanhã pelos ministros das Finanças e Investimento da SADC.Na reunião, os responsáveis dos ministérios das Finanças abordam, também, as propostas de estratégia.

CEDEAO Decidiu Acelerar Envio de Tropas para o Mali

Yamoussoukro - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) decidiu acelerar o desdobramento de mais de três mil efetivos no Mali para preservar a transição política do país e restabelecer a integridade territorial, no termo da sua cimeira decorrida aos 28 e 29 de Junho último em Yamoussoukro, a capital política ivoiriense.

Os dirigentes oeste-africanos decidiram desdobrar imediatamente uma Missão de Avaliação Técnica para o Mali a fim de entrar em contacto com a Autoridade de Transição, com vista a preparar o terreno para a chegada iminente da Missão da Força de Alerta da CEDEAO para o Mali (MICEMA).

A organização regional oeste-africana deseja obter a aprovação do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) a fim de desdobrar esta missão, de caordo com o capítulo da Carta da ONU, que autoriza sanções nomeadamente económicas e um embargo militar, bem como uma força militar para a manutenção da paz.

O CS pediu informações detalhadas sobre o desdobramento previsto antes de dar a sua autorização, mas os dirigentes o convidaram a acelerar o processo de aprovação, tendo em conta a degradação da situação de segurança e humanitária no Norte do país ocupado pelos rebeldes e pelos islamitas.

Durante os 12 meses de transição política no Mali, os dirigentes da CEDEAO decidiram "decretar automaticamente a imposição de sanções (...) já aplicadas a indivíduos ou grupos que travam a implementação das suas decisões".

"Para o efeito, a Autoridade pediu à Comissão para prosseguir  com a elaboração da lista dos insurgentes, em cooperação com a UA e a ONU", disseram num comunicado divulgado no termo do seu enconrtro.

Os dirigentes condenaram "as tentativas de algumas forças políticas e sociais do Mali de obstruir a implementação sem problemas da transição política em curso", bem como a incitação à desobediência e à violência por uma parte do Exército, da classe política e por uma imprensa partidária.

O Mali está em crise desde Janeiro último, quando os rebeldes tuaregues e os islamitas lançaram uma batalha contra o Governo central que culminou na ocupação do Norte do país, aproveitando o golpe de Estado militar de março último que destituiu o Governo democraticamente eleito de Amadou Toumani Touré.

A cimeira de Yamoussoukro decorreu na presença dos presidentes Thomas Boni Yayi do Benin, Blaise Compaoré do Burkina Faso; Alassane Ouattara da Côte d'Ivoire, Ellen Johnson-Sirleaf da Libéria, Mahamadou Issoufou do Níger, Macky Sall do Senegal, Ernest Bai Koroma da Serra Leoa, Faure Essozimna Gnassingbe do Togo, bem como o Presidente interino Manuel Serifo Nhamajo da Guiné-Bissau, e do primeiro-ministro do Governo de transição do Mali, Cheikh Modibo Diarra.

Economia Angolana Vai Ultrapassar a da África do Sul em 2016

Agricultura é apontada como uma das áreas de investimento mais apelativas (foto ASF)
Luanda-A economia angolana, tal como a nigeriana, deverá ultrapassar a da África do Sul em 2016, ao mesmo tempo que Moçambique é identificado como um dos 10 países africanos com maior potencial. Estas e outras conclusões estão no último relatório do Economist Intelligence Unit, cujo título é «Para dentro de África: oportunidades de negócio emergentes».
«A corrida para participar no crescimento africano já começou», frisa o estudo, apontando os setores da agro-indústria, infra-estruturas, serviços e bens de consumo como áreas mais interessantes de investimento.

Segundo as estimativas, pelo menos 28 países africanos vão crescer a uma média superior a cinco por cento nos próximos cinco anos, o que torna o continente como apetecível.

Angola e Moçambique aparecem bem colocados nos quatro critérios de divisão dos países seguida pelo estudo, como guia para os potenciais investidores: risco político, reformistas, maior investimento e dimensão geográfica.

«As reformas estão a acontecer depressa, encabeçadas por Etiópia, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Uganda, enquanto as economias gigantes de Angola e Nigéria, que deverão ultrapassar a África do Sul em 2016, oferecem vantagens significativas aos investidores».
 

África: Demandam Ajuda Alimentar para Necessitados em Sahel

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Luanda-Cerca de 18,7 milhões de pessoas estão afetadas por uma grave crise alimentar na região do Sahel, o que põe em risco a vida de numerosos seres humanos, difundiram aqui meios televisivos.

Segundo essas fontes, uma recente reunião do Grupo Africano sobre a situação humanitária no Sahel, celebrada em Genebra, do que faz parte Angola, chamou à comunidade internacional a socorrer com urgência aos precisados nessa zona.

No encontro representantes das Nações Unidas e de organizações internacionais consideraram que é alarmante a situação na região do Sahel, o qual se agrava pela seca registrada na demarcação, aliada à violência desatada por grupos armados.

Os países mais golpeados pela crise alimentar são: Níger; Mali; Burkina Faso e Senegal.No caso de Mali, além de escassez de chuvas, acrescenta-se a violência e insegurança no norte do país, o qual provoca uma grande afluência de refugiados para países vizinhos.

Só em Burkina Faso há mais de 150 mil refugiados malineses, segundo dados da ONU.

Organizações regionais fazem questão de que para paliar a grave situação alimentar no Sahel, além do fornecimento de alimentos, se deve estabelecer um sistema de alerta sobre condições climáticas.

Também, estabelecer fundos de emergência, redistribuir melhor os recursos na zona, edificar poços e reservas de água, e ensinar a produtores novas técnicas agrícolas, entre outras fórmulas.