segunda-feira, 2 de julho de 2012

Islamitas Voltam a Atacar na África

Militantes islâmicos sentam no chão com suas armas depois de destruir um antigo santuário em Timbuktu / STR / AFP
Militantes islâmicos sentam no chão com suas armas depois de destruir um antigo santuário em Timbuktu
Os islamitas que controlam a cidade de Timbuktu, norte do Mali - na África-, destruíram nesta segunda-feira a porta de uma mesquita, um dia depois dos ataques contra sete dos 16 mausoléus muçulmanos da localidade.

"Os islamitas acabam de destruir a entrada da mesquita Sidi Yeyia de Timbuktu. Arrancaram a porta sagrada que nunca era aberta", afirmou uma testemunha.

A cidade de Timbuktu e o Túmulo de de Askia foram incluídas na lista de patrimônio mundial em perigo a pedido do governo do Mali, anunciou na quinta-feira a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Duas Igrejas Cristãs Atacadas no Quénia


Quénia-O pior ataque deu-se contra a Igreja Independente. Os atacantes atiraram duas granadas para dentro do edifício. Só uma explodiu, mas quando os fiéis saíram a correr da Igreja, em pânico, foram alvejados a tiro. Pelo menos dez pessoas morreram e 37 ficaram feridas.

O responsável local da Cruz vermelha referiu que no caminho para o hospital alguns dos feridos não resistiram o que elevou o número total de mortos a 17. Dos hospitalizados há mais 10 em estado grave.

Contra a Catedral da Igreja Católica foi atirada apenas uma granada que feriu três pessoas ao explodir.

O Vaticano já reagiu aos ataques. O seu porta-voz, o padre Federico Lombardi, disse aos microfones da Radio Vaticano que "os ataques sangrentos no Quénia na cidade de Garissa durante a Missa dominical são um facto horrível e muito preocupante".

Garissa fica no leste do Quénia a 195 quilómetros da fronteira com a Somália e é uma base militar importante de apoio às tropas internacionais que patrulham o território somali e combatem o al-Shabaab, o movimento extremista islâmico que procura o controlo do país.

Os ataques não foram reivindicados para já mas Philip Ndolo, chefe da polícia de Garissa, diz que os bandidos estavam mascarados com balaclavas e eram provavelmente simpatizantes do al-Shabaab.

As autoridades suspeitam igualmente que os atacantes sejam oriundos do campo de refugiados de Dadaab, instalado perto de Garissa e que aloja cerca meio milhão de somalis que fugiram dos combates, da seca e da fome.

Na sexta-feira passada, dia 29 de Junho, quatro membros da ONG Conselho Norueguês para os Refugiados foram raptados no próprio carro nesse campo e terão sido levados para território somali.
 

Zuma diz que Desigualdades são uma "Grave Ameaça"

Joanesburgo - O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, alertou esta sexta-feira que as desigualdades resultantes do apartheid são uma "grave ameaça" ao futuro do país e que por isso irá trabalhar para que o Estado se empenhe mais na resolução desses problemas na política de propriedade das terras e do negócio mineiro.

Jacob Zuma declarou no final de um encontro do ANC, o partido no poder, que os capitalistas que enriqueceram durante o apartheid ainda têm um peso desproporcionado na economia 18 anos depois do fim daquele regime.

"Se continuarmos assim, os ganhos da democracia serão postos em causa porque aqueles que sofrem acabarão por dizer "Basta!", disse, citado pela agência Reuters, o presidente sul-africano, na reunião do seu partido.

Apesar destas declarações, Jacob Zuma não se chegou a referir a potenciais .

Brasil e ONU levam Programa de Aquisição de Alimentos para África


Brasil-O governo brasileiro, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), inicia na próxima semana as primeiras atividades do Programa de Aquisição de Alimentos (PPA) na África. De segunda-feira (2 de Julho) até sexta-feira (6 de Julho), o Brasil e a ONU promovem, em Brasília e Alagoas, o seminário internacional Programa PAA-África – Compras de africanos para a África, que reunirá representantes de cinco países daquele continente.

A iniciativa é uma ação conjunta do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome (CGFome) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID).

O seminário sobre o PAA-África começa às 9h de segunda-feira, na Sala Santiago Dantas, do Palácio do Itamaraty, em Brasília. O MDS será representado pela secretária de Segurança Alimentar e Nutricional, Maya Takagi, na abertura do evento.

Até quarta-feira (4), serão promovidas mesas de debates e trabalhos em grupo.

De quarta até sexta-feira, as delegações africanas conhecerão a experiência de compras governamentais de alimentos no município de Arapiraca, em Alagoas.

Projeto base – Inicialmente, o Programa PAA-África será desenvolvido no Níger, em Maluí, Moçambique, no Senegal e na Etiópia. A proposta é que cada um desses cinco países desenvolva um projeto com base na experiência brasileira do PAA. Para isso, a Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) contratou cinco consultores brasileiros que farão o diagnóstico da situação de cada país e auxiliarão no desenho de um projeto-piloto de compras governamentais de alimentos.


O período de permanência dos consultores em cada nação varia entre três e sete meses. O investimento total do programa é de US$ 2 milhões.

Além disso, o PAA-África tem em sua estrutura a troca constante de informações e experiências. A ideia é que os participantes conheçam o potencial das compras locais de alimentos como ferramenta de recuperação do sistema alimentar em situações de emergência.

CEDEAO Quer Licença da ONU para Intervir


Reunidos sexta-feira passada em cimeira em Yamussukro, capital política da Costa do Marfim, os líderes dos Estados da CEDEAO querem a autorização do órgão máximo da Organização das Nações Unidas (ONU) para enviarem uma força miluitar contra os grupos que controlam o Norte maliano.

Um destes grupos, o Movimento para a Unicidade e a Guerra Santa na África Ocidental (MUJAO), que controla a região com a Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI), da qual é considerado uma dissidência, e o Ansar Dine (Defensores do Islão), já ameaçou atacar os países que integrem a expedição.

"Os ramos do MUJAO em vários países estão prontos para atacar os interesses dos países que tiverem a intenção de participar na força da CEDEAO", acusada de querer "fazer a guerra aos 'mujahidine' [combatentes] no Norte do Mali", afirmou o porta-voz deste movimento, Adnan Abu Walid Sahraui, em mensagem escrita enviada à agência noticiosa francesa na capital do Mali, Bamako.

Os chefes de Estado da CEDEAO renovaram o seu "empenho na resolução pacífica" do conflito, mas reiterou a sua vontade de recorrer a uma intervenção armada se necessário, segundo o comunicado lido pelo presidente da Comissão da CEDEAO, Kadré Désiré Ouédraogo.

Para acelerar o processo, foi decidido "o envio imediato de uma missão técnica de avaliação ao Mali", composto por militares, para "preparar o terreno".

CEDEAO Vai Ajudar a Guiné-Bissau


Dakar-O presidente de Transição na Guiné Bissau, Serifo Nhamadjo, disse que a Comunidade dos Estados Económicos da África Ocidenta levantou as sanções à Guiné-Bissau e vai ajudar financeiramente o país.

As declarações foram feitas durante a sua escala em Dakar, no Senegal. O presidente do Governo de Transição na Guiné Bissau, Serifo Nhamadjo, afirmou que a CEDEAO levantou as sanções à Guiné-Bissau e vai ajudar financeiramente o país e falou ainda da situação do Mali

Mercosul Aceita Adesão da Venezuela Após Suspender Paraguai

Líderes latino-americanos no final da reunião do cúpula do Mercosul.
Líderes latino-americanos no final da reunião do cúpula do Mercosul.

Os líderes latino-americanos reunidos na Argentina decidiram integrar a Venezuela no Mercosul. O país, quinto exportador mundial de petróleo, se tornará membro pleno do grupo em 31 de Julho. Como forma de punição após o impeachment do presidente Fernando Lugo, o Paraguai foi suspenso.
O Paraguai, suspenso e a Venezuela, dentro. Assim foi concluída a reunião do Mercosul em Mendoza, sexta-feira passada na Argentina. O encontro foi marcado pela ausência dos paraguaios, devido ao que os demais membros plenos do bloco (Brasil, Argentina e Uruguai) consideraram como uma ruptura da ordem democrática após a destituição do então presidente Fernando Lugo, há uma semana. "Não queremos que se instalem os 'golpes suaves' que, sob certa áurea de institucionalidade, significam a quebra da ordem democrática", anunciou a presidente argentina Cristina Kirchner, que transferiu a direção do bloco à brasileira Dilma Rousseff.

A suspensão do Paraguai vai continuar até que seja restabelecida a ordem democrática, a partir das eleições presidenciais em Abril do ano que vem. No entanto, a punição será apenas política. "As sansões econômicas sempre são pagas pelos povos, nunca pelos governos", explicou Kirchner.

Com a suspensão dos paraguaios, a Venezuela entra no Mercosul. Membro em "processo de adesão" desde 2006, Caracas dependia somente do Senado paraguaio, contrário à proposta. Os Congressos de Brasil, Argentina e Uruguai já tinham aprovado essa adesão.

Como todas as decisões do Mercosul precisam do consenso dos quatro membros, ao suspender o Paraguai, os demais países conseguiriam driblar a resistência de Assunção. A Venezuela vai passar a ser o quinto membro pleno do Mercosul em 31 de Julho numa reunião extraordinária do bloco no Rio de Janeiro.