quinta-feira, 28 de junho de 2012

Síria: NATO Considera Abate de Avião Turco «Ato Inaceitável»

A NATO condenou o abate de um avião turco pela Síria e manifestou o seu «forte apoio e solidariedade» com a Turquia, no final da reunião de emergência do Conselho do Atlântico Norte.

«Os aliados manifestaram o seu forte apoio e solidariedade à Turquia. Vamos manter-nos atentos», acrescentou.Rasmussen falou à imprensa depois de o Conselho do Atlântico Norte se ter reunido para consultas sobre o abate de um caça-bombardeiro "Phantom 4" turco, na sexta-feira passada, pelas defesas anti-aéreas sírias. Os dois pilotos continuam desaparecidos.

«É mais um exemplo do desrespeito das autoridades sírias pelas regras internacionais, pela paz, pela segurança e pela vida humana», disse Rassmussen.«Continuaremos a acompanhar a situação de perto e com grande preocupação», acrescentou.

«Consideramos este ato inaceitável e condenamo-lo nos termos mais fortes», declarou o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rassmussen.

A Visita à República da Irlanda que a Rainha Isabel II , a Primeira de um Monarca do País Vizinho em 100 Anos, é Considerado Um Sinal de Pacificação Entre os Dois Países

 Isabel II à saída da catedral de Saint Macartin's, em Enniskillen
Primeiro-Ministro irlandês, Enda Kenny, descreveu o momento à BBC  como o "início de uma nova era entre os dois países baseado no respeito  e amizade e o reconhecimento mútuo de dois países que normalizaram relações".

Sky News, afirmou simbolizar "o sanar do passado", referindo-se ao  processo de independência da Irlanda, que resultou em muitos mortos e um  conflito entre republicanos e protestantes na Irlanda do Norte que demorou  a pacificar. 

A rainha Isabel II foi a primeira monarca britânica a pisar o solo  irlandês desde a independência, formalizada em 1922, e desde que o seu avô,  Jorge V, visitou o país, em 1911. 

Acompanhada pelo marido, o príncipe Filipe,foi recebida pela presidente  da República, Mary McAleese, de quem partiu o convite formal para a visita  de quatro dias.  

 A visita começou com uma cerimónia em que foi plantada uma árvore  na áras an Uachtaráin, a residência oficial da chefe de Estado irlandesa,  antes usada pelo governador britânico na Irlanda. 

Foi depois depositada uma coroa no Jardim da Memória, que lembra aqueles  que morreram pela liberdade do país, e visitada a universidade Trinity College,  onde está depositado o Livro de Kells, um manuscrito ilustrado por monges  celtas dos quatro evangelhos do Novo Testamento. 

Na quarta feira houve uma visita aos produtores da cerveja Guinness,  ao Primeiro-Ministro irlandês e a Croke Park, estádio na capital Dublin,  onde em 1920, durante luta pela independência, as forças britânicas dispararam  sobre o público e mataram 14 pessoas. 

O dia terminará com um banquete oficial no castelo de Dublin, antiga  sede das autoridades britânicas na Irlanda, onde deverá realizar um discurso  para mais de dois mil convidados.  

Nos dias seguintes viajou ainda até à Coudelaria Nacional, em Kildare,  e uma viagem à cidade de Cork, no sul.

A visita da rainha à Irlanda está a ser rodeada de fortes medidas de  segurança, especialmente após uma alegada ameaça de bomba em Londres perto  do palácio de Buckingham por dissidentes do grupo terrorista IRA.  
 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Golpe Militar Preocupa Gabinete Anti-Narcotráfico da ONU


Nova Iorque - O gabinete anti-narcotráfico da ONU (UNODC), está "preocupado" com o golpe de Estado de 12 de Abril na Guiné-Bissau e a tentar determinar o impacto no tráfico de droga no país, disse terça-feira o director do organismo.   

"A UNODC pode apenas lamentar que isto tenha acontecido porque a Guiné-Bissau é um dos mais problemáticos países da África Ocidental, em termos de abertura das suas fronteiras ao abastecimento de droga ilícito da América do Sul, para a África Ocidental e também a União Europeia", afirmou o director do organismo, Yuri Fedotov.    

"Politicamente falando, (o golpe de Estado) é um evento preocupante, um motivo de preocupação que só pode prejudicar a situação", adiantou.

Fedotov, afirma ser "cedo" para perceber com precisão se o tráfico aumentou após o golpe militar, cujos protagonistas incluem oficiais acusados pelo governo de ligação ao narcotráfico internacional.  

Promete respostas "num futuro próximo", quando estiver concluído um relatório de "avaliação de ameaças" na África Ocidental, em que a Guiné-Bissau será incluída.   

Na apresentação do relatório anual da UNODC, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou para o facto de o tráfico de droga estar a aumentar na África Ocidental e Central e a "minar severamente" Estados da região.   

"A governação na África Ocidental e Central está a ser severamente minada pelo crescente tráfico de drogas nestas regiões", adiantou Ban Ki-moon.   

"Não podemos ceder terreno aqueles que se alimentam da falta de lei e que usam países como caminho para a entrega de drogas ilícitas", prosseguiu.   

O relatório anual refere que as "afinidades linguísticas com o Brasil e alguns países africanos", fizeram com que Portugal tenha sido importante no transbordo de cocaína, sobretudo entre 2004 e 2007, perdendo de aí em diante a importância, como "porta de entrada" para o tráfico de droga sul-americana, através de países da África Ocidental. 



Médio Oriente: Abbas Pede Ajuda a Putin


 Presidente da Autoridade Palestiniana pediu ajuda ao chefe de Estado russo para desbloquear o processo de paz com Israel e organizar uma conferência internacional em Moscovo. No segundo dia de visita ao Médio Oriente, Vladimir Putin deslocou-se à Cisjordânia e reuniu-se em Belém com Mahmoud Abbas. O processo de paz israelo-palestiniano está bloqueado há dois anos.

Para o presidente russo só uma solução negociada pode trazer a paz e deixou o aviso:
“Qualquer ação unilateral por parte de Israel ou da Autoridade Palestiniana será contraprodutiva. É preciso contenção e honrar os compromissos assumidos pelos dois campos.”

Vladimir Putin viajou em seguida para a Jordânia. No primeiro dia de visita à região, o presidente russo esteve em Israel. Putin pretende com esta viagem defender a posição russa relativamente às crises na região e em particular no conflito sírio.

Putin Visita Israel para Reforçar Papel da Rússia no Oriente Médio

Desde que começou a Primavera Árabe, a Rússia se esforça para convencer seus parceiros de que "as mudanças democráticas precisam ser implementadas de forma civilizada", declarou Putin, durante entrevista coletiva ao lado do Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Para o chefe de governo israelense, é "necessário encontrar o modo de acabar com as matanças e com o terrível sofrimento do povo sírio e de promover (...) a paz, a segurança e a estabilidade na região".

Netanyahu também pediu o reforço das sanções contra o Irã, país acusado pelas potências ocidentais e por Israel de tentar fabricar a bomba atômica, o que Teerã nega.Anteriormente, o presidente israelense, Shimon Peres, havia declarado que "a Rússia pode aportar uma contribuição decisiva para a paz no Oriente Médio".


Pouco depois de chegar a Israel, o chefe de Estado russo inaugurou em Netanya, ao norte de Tel Aviv, um monumento erguido em memória dos soldados do Exército russo que contribuíram para a vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Este monumento "nos lembra que o mundo continua sendo frágil e que devemos fazer o possível para que as criminosas doutrinas nazistas (...) continuem reclusas no passado", disse Putin na cerimônia.Em seguida, Putin se reuniu com Netanyahu.

Na terça-feira passada, o presidente russo esteve reunido com o colega palestino, Mahmud Abbas, na Cisjordânia.Depois viajou para a Jordânia, onde foi recebido pelo rei Abdullah II.A visita de Putin é marcada pela crise na Síria.

"O tema sírio e a situação em torno do Irã" serão objeto de debate, informou domingo passado o principal conselheiro diplomático de Putin, Yuri Ushakov. A visita de Putin permite destacar "a importância desta região", na qual a Rússia quer "reforçar sua posição", acrescentou.

A Rússia está em claro desacordo com os países ocidentais sobre a crise síria e se opõe a qualquer intervenção externa ou a sanções contra Damasco, um aliado desde a época soviética.Os confrontos na Síria deixaram 150 mil mortos em 15 meses de rebelião, segundo o opositor Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres.

Moscovo, que parecia ter se distanciado nos últimos dias do presidente sírio, Bashar al-Assad, negou qualquer mudança de posição e continua se recusando a apoiar um plano que preveja a renúncia do presidente sírio.

No entanto, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, declarou na sexta-feira passada ter advertido ao colega sírio, Walid Moualem, que Damasco deve fazer "muitos mais" esforços para aplicar o plano do emissário internacional Kofi Annan, durante encontro do Fórum Econômico em São Petersburgo.Em Israel - formalmente em estado de guerra com a Síria - o chefe de Estado-maior, general Beny Gantz, se disse preocupado pela instabilidade das Colinas de Golã, em consequência do enfraquecimento do regime de Damasco.

Líderes das Quatro Maiores Economias da UE Pregam Maior Integração


Da esq. para a dir.: Mariano Rajoy, François Hollande, Mario Monti e Angela Merkel, reunidos em Roma, 22 de junho de 2012
A solução para a crise da dívida na União Europeia é "mais Europa, não menos", disse Angela Merkel. "Devemos dar um sinal e nos aproximar em uma união política. Queremos trabalhar sobre uma união política mais importante". Ao lado dos primeiros ministros da Espanha, Mariano Rajoy, e da Itália, Mario Monti, além do presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã definiu o espírito de união que os líderes das quatro maiores economias da Zona do Euro devem levar para a cúpula da União Europeia, que acontece entre 28 e 29 de junho, em Bruxelas.

Depois de se reunirem sexta-feira, em Roma, para discutir saídas para a crise da dívida, os quatro mandatários incumbiram o presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, de preparar um relatório sobre os meios de reforçar a integração dentro do bloco. Além da perspectiva política, sublinhada por Merkel, os membros devem começar a criar sinergias na economia, no sistema bancário, no sistema fiscal. Uma primeira medida neste sentido deve ser a mobilização de 1% do PIB europeu, algo entre 120 e 130 bilhões de euros, para o crescimento. A proposta foi apresentada na semana passada por François Hollande a Van Rompuy e obteve unanimidade na reunião de Roma. O dinheiro viria do Banco Europeu de Investimento, de project-bonds (empréstimos comuns para financiar infraestruturas) e de fundos europeus ainda não utilizados.

"O primeiro objetivo sobre o qual concordamos é o relançamento do crescimento, dos investimentos e da geração de emprego", disse Mario Monti. O italiano não deixou de frisar, no entanto, que o crescimento não tem como se sustentar sem a disciplina fiscal. Para ele, é preciso que os dirigentes da zona do euro mostrem aos mercados e aos cidadãos europeus a "irreversibilidade deste grande projeto que funcionou até agora, que se chama euro. O euro está aqui para ficar". Ele reiterou também a importância da integração na região, acompanhado pelo seu ministro de Assuntos Europeus, Enzo Moavero: "com uma Europa federal, não teríamos essa descontinuidade nos processos de decisão".

Apesar de todo o discurso em torno do reforço da união dentro da UE, o conceito de federalismo é extremamente sensível em determinados países, já que ele depende da delegação de parte da soberania nacional para o bloco. O próprio François Hollande, por exemplo, deixou claro que não pretende transferir parte da soberania francesa ao controle europeu se não houver um aumento da solidariedade dentro do bloco. Tanto na França quanto na Holanda, a constituição comum europeia foi refutada em referendo. O Reino Unido também não abre mão de sua soberania.

Mas, de acordo com Angela Merkel, "na Europa, sempre há muito entusiasmo para dividir os fardos, mas muitas reservas quando se fala em ceder soberania à escala europeia". A solução para o pequeno impasse, pelo menos por enquanto, é mais formal que prática: "A palavra federalismo não é usada no documento que Herman Van Rompuy apresentará, para não despertar velhos demônios", garantiu um responsável da UE.

O Papa Visita Populações Atingidas pelo Terremoto na Itália: “Meu Coração está Convosco”


O Papa Bento XVI visitou os milhares de atingidos pelo terremoto que em 29 de Maio afetou a zona italiana de Emilia Romagna e ofereceu-lhes consolo recordando que diante dos desastres naturais o homem deve procurar refúgio em Deus.

O helicóptero do Papa aterrissou no campo esportivo de San Marino Del Carpi (Módena) onde foi acolhido pelo Bispo da diocese, Dom Francesco Cavina e pelo Chefe do Departamento da Defesa Civil, Franco Gabrielli.
A bordo de um mini-ônibus, transladou-se à zona de Rovereto di Novi, onde se deteve uns momentos na igreja da Santa Catarina de Alexandria, em cujo desmoronamento faleceu o Pe. Ivan Martini. Bento XVI, deslocando-se em um jipe, saudou os pressente até chegar ao lugar do encontro com a população na praça central de Rovereto que contou com a presença dos arcebispos e bispos de Bolonha, Carpi, Módena, Mantua, Ferrara e Reggio-Emilia.
"A situação que estão vivendo, evidenciou um aspecto que gostaria que estivesse bem presente em seu coração: vocês não estão nem estarão sozinhos! Nestes dias, em meio de tanta destruição e dor, vocês viram e sentiram que muitas pessoas se mobilizaram para expressar-lhes proximidade, solidariedade, afeto", e "minha presença entre vós quer ser um destes sinais de amor e de esperança", expressou o Papa aos atingidos pelo sismo.
Em seu discurso, o Santo Padre recordou aos afetados pelo sismo que seu coração "está perto dos seus para lhes consolar, mas, sobre tudo para lhes animar e lhes sustentar".
Ao recordar às vítimas, o Papa rendeu comemoração ao P. Ivan Martini, o pároco que morreu ao tentar salvar uma imagem da Virgem. "Dirijo uma saudação particular a vós, queridos sacerdotes, e a todos os irmãos, que estão demonstrando, como já aconteceu em outros momentos difíceis da história desta terra, seu amor generoso para com o povo de Deus", expressou.
Logo, o Papa convidou os presentes a refletirem sobre o Salmo 46, que recorda que "Deus é nosso refúgio e fortaleza, uma ajuda sempre preparada para os perigos. Por isso não temamos, embora a terra se mova e as montanhas se desabem até o fundo do mar".
"Estas palavras do Salmo não só me comovem porque utilizam a imagem do terremoto, mas, sobre tudo, por aquilo que afirmam a respeito da nossa atitude interior ante o transtorno da natureza: uma atitude de grande segurança, afiançada sobre a rocha firme e inquebrável que é Deus", assinalou.
Embora estas palavras "pareçam estar em dissonância com o inevitável temor pelo sismo, em realidade, o Salmo se refere à segurança da fé", portanto, "sim, podemos ter temor, angústia –também Jesus os experimentou–, mas acima de tudo fica a certeza de que Deus está comigo como o menino que sabe sempre que pode contar com sua mãe e com seu pai, porque se sente amado, querido, independentemente do que aconteça".
Neste sentido, explicou que assim como as pessoas respeito a Deus, são pequenas e frágeis, mas estão seguras em suas mãos. Quer dizer, "confiados a seu amor que é sólido como uma rocha"."Sobre esta rocha, com esta firme esperança, pode-se construir e pode-se reconstruir", afirmou.
O Papa animou as pessoas prejudicadas pelo abalo sísmico a recomeçarem uma nova vida sobre a rocha da fé, e chamou as instituições e os cidadãos "a serem, apesar das dificuldades do momento, como o bom samaritano do Evangelho que não passa indiferente ante quem está necessitado, mas, com amor, inclina-se, socorre, permanece a seu lado, encarregando-se até o fim das necessidades do outro".
Bento XVI indicou que desde os primeiros dias do terremoto "sempre estive perto de vós com minha oração e preocupação. E ao ver que a prova ia fazendo-se mais dura, senti cada vez mais a necessidade de vir pessoalmente entre vós. Dou graças ao Senhor que me concedeu isso!".
"Abraço com meu pensamento e meu coração a todas as populações que sofreram danos pelo terremoto, especialmente as famílias e as comunidades que choram por seus seres queridos que faleceram: que o Senhor os acolha em sua paz", acrescentou.
Finalmente, o Papa assegurou a intervenção e proximidade da Cáritas e dirigiu uma saudação especial ao Arcebispo de Bolonha, Cardeal Carlo Caffara, e recordou aos bispos, sacerdotes, representantes das diversas realidades religiosas e sociais, voluntários, e as forças de segurança que é "importante oferecer um testemunho concreto de solidariedade e de unidade".
"Permaneçam fiéis à sua vocação de ser gente fraterna e solidária, e confrontarão cada coisa com paciência e determinação, rechaçando as tentações que, infelizmente, estão relacionadas com estes momentos de debilidade e de necessidade", concluiu.