quarta-feira, 20 de junho de 2012

Egipto:Mantém-se Contradição Sobre Estado Clínico de Mubarak


Egipto-Mantém-se a informação contraditória sobre o estado clínico do ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Ao princípio da noite, fontes hospitalares garantiam que está clinicamente morto; que o coração parou de bater e não reagiu às diversas tentativas de reanimação.

Mas fontes da segurança vieram mais tarde desmentir e informar que está inconsciente, sob respiração assistida, mas não clinicamente morto.

Mubarak tem 84 anos, cumpria pena de prisão perpétua e foi transferido ontem à tarde para o Hospital Militar de Maady.

No Cairo, a notícia despertou curiosidade, sem grande emoção:
“Não precisamos de nada dele ou da família dele, só queremos que nos deixe em paz, estamos cansados dele, queremos alguém que nos possa governar. Não queremos nada da família dele, queremos segurança, uma vida decente, liberdade e recuperar a nossa dignidade”.

Alguns, preocupados, acorreram ao hospital:
“O que quer que aconteça, quero dizer que vivemos durante trinta anos sob o seu governo sem estarmos envolvidos em guerras ou batalhas internacionais. É verdade, no seu regime havia muita gente pobre, mas houve muita gente que fez coisas boas para o nosso país".

Contribuições no G20 Ampliam Fundo de Resgate do FMI a US$ 456 Biliões


Los Cabos (México)- A ampliação de capital que o FMI promove para criar um fundo anticrise teve um respaldo definitivo na cúpula do Grupo do Vinte (G20, que reúne as economias ricas e as principais emergentes) ao obter o apoio financeiro de 12 países, o que permitiu elevar o valor das contribuições a US$ 456 bilhões.

Em comunicado divulgado terça-feira passada, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, que participa da cúpula do G20, agradece o respaldo desses países, que interpreta como um "apoio ao multilateralismo".

Entre as nações que se somaram a esse esforço está o influente bloco de potências emergentes que formam o chamado Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ao qual se somaram Colômbia, Malásia, México, Nova Zelândia, Filipinas, Tailândia e Turquia.No total, são 37 os membros do FMI que participam dessa iniciativa.

O organismo dirigido por Christine Lagarde se comprometeu durante a assembleia de Abril a alcançar uma ampliação de capital de US$ 430 bilhões a fim de fortalecer o "guarda-chuva global" perante futuras crises e, especialmente, diante do agravamento da crise da dívida na Europa.

Algumas nações responderam rapidamente ao pedido de contribuição de Lagarde, que inicialmente só conseguiu obter o importe de US$ 340 bilhões. Agora, com as contribuições prometidas na cúpula de Los Cabos, o objetivo inicial se viu ultrapassado.

Os Brics haviam se mostrado reticentes a participar, sob o argumento de que o FMI poderia necessitar de mais fundos se a crise europeia se deteriorasse e se estendesse a outros países vulneráveis.

Mas, na segunda-feira passada, os dirigentes desses países se reuniram em Los Cabos e concordaram em respaldar as necessidades de financiamento do FMI.

"Todos os líderes dos Brics concordaram que a crise na zona do euro ameaça a estabilidade econômica e financeira global e que é necessário encontrar soluções cooperativas para resolver essa crise", asseguraram em comunicado.

Por isso, decidiram "aumentar os recursos disponíveis para o FMI, com o entendimento de que esses recursos só serão utilizados uma vez consumidos os fundos já disponíveis", explicaram.

Esses países deixaram claro, além disso, que o apoio é realizado como uma antecipação às reformas que o FMI implementará para dar mais poder de voto aos emergentes no organismo.

terça-feira, 19 de junho de 2012

São Tomé Reafirma Condenação ao Golpe Militar e Exige Segunda Volta das Eleições

Bandeira de São Tomé e Príncipe
Bandeira de São Tomé e Príncipe

São Tomé - O Governo são-tomense reafirmou  (segunda-feira) a sua condenação ao golpe militar na Guiné-Bissau e a exigência do regresso à normalidade constitucional e da realização da segunda volta das eleições presidenciais.

Num comunicado de imprensa, o Governo do arquipélago reafirma que defende a materialização de "todas as resoluções da CPLP adoptadas nas suas reuniões ministeriais extraordinárias de Abril e Maio deste ano, em Lisboa" bem como da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 18 de Maio.

O executivo são-tomense defende ainda que a comunidade internacional deve agir para repor a normalidade constitucional na Guiné-Bissau, lembrando nomeadamente a tolerância zero a golpes de Estado, consignada no Acto Constitutivo da União Africana.

O comunicado de imprensa do Ministério dos Negócios estrangeiros são-tomense marca o fim de quatro dias de visita do Primeiro-Ministro deposto guineense, Carlos Gomes Júnior, a São Tomé e saúda também a posição da União Europeia e do parlamento europeu contra o golpe de estado na Guiné-Bissau e que exigem a reposição imediata da ordem constitucional.

O Governo são-tomense presta ainda homenagem à missão militar angolana na Guiné-Bissau (Missang), que entretanto já abandonou o país, "pelo importante papel que desempenharam no quadro dos esforços que a comunidade internacional tem feito no sentido de ajudar a Guiné-Bissau a dispor de uma forças de defesa e segurança republicanas e modernas".

O comunicado refere ainda que Carlos Gomes Júnior denunciou que "a situação na Guiné Bissau é grave e perigosa".

"Tende a agravar-se devido à forma como alguns Estados da sub-região da África Ocidental vêm lidando com a situação, culminando na nomeação, contrariamente à decisão da comunidade internacional, de um Presidente da República e de um governo interinos", disse.

Sessão Parlamentar de Um mês Começa Dia 29 do Corrente Mês

Bandeira da Guiné - Bissau
Bandeira da Guiné - Bissau

Bissau - Os deputados guineenses voltam a reunir-se a partir de 29 de Junho, aquela que é a quarta sessão ordinária do ano legislativo, foi (segunda-feira) anunciado.



Segundo a convocatória do presidente em interino da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Ibraima Sori Djaló, a quarta sessão ordinária, da oitava legislatura, decorrerá até 27 de Julho.

A sessão de Maio passado ficou marcada pelo boicote dos deputados do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde). O PAIGC tem 67 dos 100 deputados que compõem a Assembleia Nacional Popular e a sua não comparência inviabilizou várias sessões.

A sessão, de 14 a 29 de Maio, tinha sido marcada pelo então presidente interino da Assembleia Nacional Popular, Serifo Nhamadjo, que agora assume as funções de Presidente da República de transição.

A 22 de Maio, os trabalhos parlamentares foram cancelados até à formação de um novo governo, porque havia projectos de lei que necessitavam de explicações dos membros do executivo, justificou na altura Ibraima Sory Djaló.

O PAIGC estava no governo até 12 de Abril, quando um golpe de Estado protagonizado pelos militares afastou o Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente interino, Raimundo Pereira. Com o apoio da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) foi nomeado um Presidente e um Governo de transição.

Onda de Violência na Nigéria Deixa ao Menos 36 Mortos

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Trinta e seis pessoas morreram e cerca de cem ficaram feridas em atentados praticado domingo passado contra cinco igrejas do estado de Kaduna (norte da Nigéria) e em violentas manifestações de cristãos realizadas depois do ataque, indicou uma autoridade da Agência Nacional de Situações de Emergência (NEMA).

Segundo a polícia, 16 pessoas foram mortas em explosões em três igrejas. Além disso, um membro da Cruz Vermelha na cidade de Kaduna indicou que os serviços de emergência tinham conseguido "recuperar até o momento os corpos de 20 pessoas" mortas em tumultos, em grande parte queimadas.

Cinco atentados a bomba, incluindo um suicida, atingiram domingo de manhã igrejas cristãs de Zaria e em Kaduna, as duas principais cidades do estado de Kaduna, em uma região regularmente sacudida pela violência atribuída ao grupo islamita Boko Haram. Um cessar-fogo de 24 horas foi imediatamente decretado no estado pelas autoridades locais.

"Atentados suicidas atingiram igrejas nos bairros de Wusasa e Sabongari, de Zaria, assim como o bairro de Trikania, em Kaduna", indicou um porta-voz da polícia do Estado, Aminu Lawan.

Outros dois ataques atingiram em seguida duas igrejas de Kaduna, nos bairros de Nassarawa e Barnawa, no sul da cidade, segundo um nigeriano, Aliyu Mohammed.

Em Zaria, as explosões atingiram a catedral católica de Cristo Rei e a igreja evangélica da Boa Nova. Em Kaduna, a igreja de Sharon ficou bastante danificada, nas áreas do sul desta cidade de maioria cristã.

Esses ataques não foram reivindicados, mas o grupo islamita Boko Haram, autor de diversos atentados tendo como alvo os cristãos, havia declarado recentemente que manteria os ataques a igrejas.

Um fiel do bairro de Wusasa, em Zaria, disse que "muitas pessoas na igreja tinham ficado feridas".

Em Sabongari, na mesma cidade, um morador indicou que a igreja tinha ficado seriamente danificada.

Um outro morador afirmou que viu de longe "corpos aparentemente sem vida sendo retirados da igreja".

Multidões de cristãos revoltados saíram às ruas para se vingar dos muçulmanos em uma área majoritariamente cristã da cidade de Kaduna, capital do estado de mesmo nome.

Compostos essencialmente de jovens cristãos, os grupos montaram barricadas em uma grande estrada em direção à capital federal Abuja, principalmente nas localidades de Trijania, Gonin Gora e Sabon Tasha, parando carros e separando os muçulmanos.

Um correspondente da AFP(agencia de notícia) viu dois corpos de pessoas linchadas.

No domingo passado, atentados reivindicados pelos islamitas do Boko Haram tinham atingido duas igrejas do centro e do nordeste da Nigéria, deixando quatro mortos, incluindo um terrorista suicida, e cerca de cinquenta feridos.

Um porta-voz dos islamitas havia declarado que esses ataques tinham como objetivo mostrar que o grupo permanece ativo, apesar das operações de repressão das forças de segurança.

"O Estado nigeriano e os cristãos são nossos inimigos e lançaremos ataques contra o Estado e seu aparato de segurança, assim como contra as igrejas até que atinjamos o nosso objetivo de formar um Estado islâmico no lugar do Estado laico", disse.

O Boko Haram intensifica desde meados de 2009 os atentados, principalmente nas cidades do norte, de maioria muçulmana, que deixaram mais mil mortos. Esses ataques têm como alvo principalmente membros das forças de segurança, autoridades do governo e locais de culto cristãos.

A Nigéria, país do populoso da África com cerca de 160 milhões de habitantes, está dividido entre um norte majoritariamente muçulmano e um sul cristão mais rico, graças ao petróleo.

Nairobi Desmente que Tropas Americanas Actuem a Partir do Território

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Combate dos que ameaçam a segurança regional e a estabilidade em África

Nairobi-Responsáveis militares quenianos desmentiram que os Estados Unidos estejam a utilizar o território, ou o espaço aéreo, para efectuar missões regionais de vigilância.

O artigo descrevia a expansão das operações norte-americanas de recolha de informação em África.

O artigo do Washington Post incluía o Quénia numa lista de países do leste Africano onde os Estados Unidos têm estado a efectuar operações de fiscalização aérea, ao lado da Etiópia, do Djibouti, do Uganda e das Seychelles.

Um porta-voz do sector militar queniano, o Coronel Cyrus Oguna, indicou à Voz da América não ter conhecimento de um tal programa no seu país.

“No que nos diz respeito, os Estados Unidos não estão a utilizar o espaço aéreo queniano ou quaisquer bases que possam lançar unidades de observação. No entanto, sabia-se que há acordos bilaterais no domínio da partilha de informação para combate ao terrorismo”.

O sector militar dos Estados Unidos mantem uma pequena presença – cerca de 120 militares – estacionados na base naval da Baia de Manda, no Quénia.

O Post referia que comandos da Marinha dos Estados unidos tem utilizado a base para desencadear operações contra os piratas somalis e os militantes da al-Shabab.
 
O comando militar norte-americano para África, o AFRICOM, não confirmou a natureza ou localização exacta das operações de fiscalização em África.

No entanto numa declaração, o AFRICOM indicou que “os Estados Unidos trabalham rotineiramente com as nações africanas parceiras no combate daqueles que ameaça a segurança regional e a estabilidade em África”.

Destacou ainda que os Estados Unidos utilizam equipamento de vigilância e reconhecimento tendo por “base as ameaças de segurança de preocupação mútua”.

O general Carter Ham, da AFRICOM solicitou o ano passado ao Congresso apoio para a expansão das capacidades de recolha de informação a fim de acompanhar as ameaças terroristas no continente Africano.

Aquele oficial general indicou que os principais alvos são a al-Shabab na Somália, o Exercito da Resistência do Senhor na região central de áfrica, e a al-Qaeda do Magreb Islâmico no ocidente.
 
O artigo do Washington Post indicava que os programas de fiscalização originados a partir do Uganda e do Burkina Faso estão a utilizar pequenos aparelhos pilotados por elementos contratados pelo governo dos Estados Unidos.

A AFRICOM confirmara anteriormente estar a usar uma pequena base na Etiópia para lançar aparelhos não tripulados desarmados para fiscalização sobre a Somália.

Um programa idêntico no arquipélago das Seychelles, no Oceano Indico, atraiu as atenções quando aparelhos não tripulados que descolaram daquela base se despenharam em Abril e em Dezembro passado.

O sector militar desde então suspendeu os voos a partir das Seychelles.

Síria Vive Crise Sem Perspectiva de Solução

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Análise: Não há saída fácil para o conflito sírio
Síria-O editor-chefe do escritório da BBC no Oriente Médio, Paul Danahar, esteve recentemente na Síria onde viu uma população vivendo em estado de medo e desconfiança. Ele explica as dimensões do conflito e por que uma solução está se provando muito difícil.

A comunidade internacional passou muito tempo vendo o conflito sírio através do prisma de outros levantes árabes. O regime parecia apenas mais um dominó esperando para cair. O mundo enxergava então a crise em preto e branco.

O conflito complicou-se e hoje tem inúmeros tons de cinza. Além do Exército e dos manifestantes surgiram elementos novos.

A escala do levante pressiona o regime de Bashar al-Assad, que só confia em suas brigadas militares mais leais para enfrentar crises graves. O governo teme que ocorram deserções se eles pedirem aos soldados comuns que abram fogo contra civis.

Mas não havia unidades de elite suficientes para combater os focos de combate e, em seguida, manter o terreno conquistado. Então, o governo criou as milícias, ou shabiha, para essa tarefa.

Eles fizeram um alerta à comunidade muçulmana alauíta, que controla a maior parte do poder e as Forças Armadas e da qual o próprio Assad é integrante: "Esta não é uma revolução da Síria, é uma revolução (muçulmana) sunita. Fiquem do lado certo."

O governo então armou as milícias.

A maioria das pessoas que na Síria acredita que, enquanto as milícias atuam em conjunto com o Exército para manter áreas conquistadas, elas também agem por conta própria para cometer assassinatos sectários ou resolver disputas locais.

Algumas destas milícias decidiram que a melhor defesa é o assassinato. E de preferência, da comunidade vizinha.

Profecia

A situação não é mais simples do lado da oposição. Frustrada com a disposição do regime de atirar contra pessoas desarmadas e a relutância do mundo em intervir para impedir isso, alguns oposicionistas começaram uma luta militar paralela.

Em alguns casos, eles descobriram que a ajuda que começaram a receber de fora vinha com condições.

Diplomatas me disseram que, em pelo menos uma ocasião, isso levou outros países próximos a usarem sua influência sobre unidades militares oposicionistas para romper o cessar-fogo negociado pela ONU.

É por este tipo de incidente que Kofi Annan pediu que o grupo de interlocutores que lidam com a resolução do conflito seja ampliado.

Muito do que o governo sírio disse no princípio podia não ser verdade, mas é agora, como uma espécie de profecia que se cumpriu.

Alguns extremistas islâmicos estão atuando na Síria, com a experiência de combate adquirida no Iraque.

Eles não seguem uma liderança formal. Atuam mais como se pensassem: "Se você não é um deles, está contra eles".
Damasco foi até bastante poupada nos últimos meses pela violência, mas agora é uma cidade que vive no limite.

Grandes ataques com bombas em centros urbanos despertaram nas minorias o medo do surgimento de grupos extremistas religiosos e os levou a apoiar o governo.

Outros se aproximaram da oposição, por causa da ascensão das milícias. Mesmo gente que já foi ligada ao regime teme ser suspeita aos olhos do serviço secreto. Todos temem uma batida na porta.

Neutralidade

Um diplomata disse que "esta é uma guerra de propaganda. Não se pode acreditar no que cada um diz".

É por isso que o papel da ONU é tão crucial já que, apesar das deficiências do seu mandato atual, o mundo precisa de um olhar neutro sobre o conflito.

Na Líbia no ano passado uma resolução da ONU foi elaborada quase que totalmente com o relato de "testemunhas oculares", que afirmaram que o governo estava realizando bombardeios aéreos sobre a população.

A alegação era falsa e isso criou mal-estar entre os membros do Conselho de Segurança, dificultando que o órgão adote agora uma posição sobre o conflito sírio.

A missão da ONU na Síria faz um trabalho perigoso, mas considerado de pouca utilidade.

Algumas embaixadas foram fechadas por razões de segurança. Alguns fecharam por causa da pressão em seus países, para parecer que estavam fazendo algo.

Muitos ativistas em Damasco disseram que esta medida revelou-se de pouca utilidade, porque agora eles não têm ninguém para dialogar.

Esses governos também contam apenas com informações de segunda mão para moldar suas política.
Iêmen

A chamada "solução iemenita" é exemplo de como a situação é complicada. Muitos diplomatas a apontam como a melhor saída: substituir o presidente e transferir o poder para alguém de um escalão mais baixo e o problema estaria resolvido.

Mas muitos partidários do regime defendem a substituição de Bashar Al-Assad por seu irmão, por considerar o presidente muito mole.
Será que o mundo realmente quer esta mudança de comando?

Por fim, qualquer solução deve lidar com os medos reais das comunidades minoritárias, e mais particularmente os alauítas, que compõe 12% da população.

Cerca 30% da comunidade alauíta é relativamente rica, dominando a burocracia do país. O restante vive em favelas e sobrevive, em sua maior parte, por causa de seus empregos públicos.

Se uma revolução busca Justiça, muitas destas pessoas devem perder o emprego. Mas o mundo já tentou uma "desbaathização" no Iraque (tirando de seus cargos membros do antigo regime) e foi um desastre.

Por mais desconfortável que possa ser, a estrutura dessa sociedade deve ser preservada e a "Justiça" pode ter que esperar alguns anos.

Essa sugestão provoca gritos de protesto de alguns membros da oposição. Mas interromper o diálogo custaria ainda mais vidas.

As minorias precisam acreditar que têm um futuro em uma nova Síria. A oposição precisa se unificar e oferecer a estas pessoas uma razão para depor suas armas e convencê-los de que não estão em uma luta até a morte.