segunda-feira, 11 de junho de 2012

Elizabeth II Encerra Festas do Jubileu Sem o Príncipe Philip

queen 1522038a 532x455 532x390 O  Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II
A rainha Elizabeth II encerra nesta terça-feira as celebrações do Jubileu de Diamante com um dia solene, sem a presença do príncipe Philip, hospitalizado na segunda-feira em Londres por uma infecção na bexiga.

Saiba tudo sobre a vida da Rainha Elizabeth II

Após o show apoteótico de segunda-feira à noite, ao qual a rainha compareceu sem o marido, que permanecerá vários dias internado por precaução, o quarto dia de festejos começou com uma missa de ação de graças na catedral de St. Paul.

A soberana, acompanhada excepcionalmente por uma de suas damas de honra, foi aclamada na chegada ao templo anglicano por milhares de admiradores que a receberam aos gritos de "Vida longa à rainha".

Elizabeth II, que também é governadora suprema da Igreja da Inglaterra, escolheu um abrigo de cor verde menta bordado e salpicado de cristais com chapéu no mesmo tom para esta cerimônia em homenagem aos 60 anos de reinado.

"Estamos celebrando seis décadas de uma prova viva de que o serviço público é possível e pode ser um local onde alguém encontre felicidade", afirmou no sermão o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, ao falar para a soberana, sentada ao lado do príncipe Charles.

Mas, acrescentou, "tem feito seu povo feliz e todos os sinais apontam que ela também se sente feliz (...) O mesmo pode ser dito do príncipe Philip, e nossas orações e pensamentos estão com ele esta manhã".

Entre os 2 mil presentes na cerimônia estavam membros da família real, como William e sua esposa Catherine - que voltou a ser o centro das atenções com um vestido bege da marca Alexander McQueen -, assim como o primeiro-ministro David Cameron e outros líderes políticos.

Assim como ao longo de toda a maratona do Jubileu, milhares de pessoas, incluindo antimonarquistas, se reuniram diante da catedral para vislumbrar uma soberana no auge da popularidade, aos 86 anos de idade.

Pamela Stratton, uma aposentada de 67 anos de Yorkshire, norte da Inglaterra, acordou às cinco da manhã para poder ver pela primeira vez a rainha "em carne e osso".

Mas muitos sentiram falta de Philip, o leal consorte durante as últimas seis décadas, nesta cerimônia histórica, já que Elizabeth é apenas a segunda monarca em toda a história britânica a alcançar 60 anos de reinado.

"É uma pena que não possa estar presente, porque sempre esteve a seu lado. Perder um dia como este é muito triste", disse Judith Chen, uma maquiadora londrina de 45 anos, que usava uma bandeira na cabeça.

Philip, que completará 91 anos no próximo domingo, manifestou decepção por perder o final do Jubileu, segundo um comunicado divulgado pelo palácio.

Mas "o show deve continuar", como destacaram os jornais britânicos, que elogiaram de maneira unânime a "coragem" da soberana por ter assistido ao grande show de segunda-feira no qual Elton John, Paul McCartney e o grupo Madness, entre outras lendas do pop e do rock, fizeram vibrar 250 mil espectadores.

Depois da cerimônia religiosa, toda a família participou de um almoço no Palácio de Westminster que reuniu 700 pessoas representativas da sociedade, de banqueiros a jardineiros, passando por membros das Forças Armada.

Os convidados degustaram um 'menu' clássico britânico, composto por salmão marinado, cordeiro com aspargos e batatas. O evento terminou com brindes em homenagem à rainha.

A rainha liderará em seguida uma procissão real, que passará pelo centro da capital, na "State Landau" de 1902, a mesma carruagem utilizada por William e Catherine no casamento em abril de 2011.

O desfile, acompanhado por milhares de pessoas, terminará no Palácio de Buckingham, onde Elizabeth II encerrará com chave de ouro as celebrações com uma aparição na sacada.

Britânicos Querem Votação Imediata Sobre a UE

Londres - Metade dos britânicos querem um referendo imediato para redefinir suas relações com os países da União Europeia (UE) e 81 por cento acreditamque uma consulta sobre este tema deve ser organizada nos próximos anos, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

 A questão da Grã-Bretanha integrar a UE tornou-se um tema actual, com o ressurgimento, nos últimos meses, dos problemas económicos na Eurozona. Para 49 por cento dos entrevistados pelo instituto Populus, o referendo deve acontecer de maneira imediata.

A pesquisa, publicada pelo jornal The Times, também mostra que um terço dos britânicos querem integrar o mercado único numa comunidade europeia ampliada, enquanto 40 por cento são contrários.

Apenas 13 por cento dos britânicos pensam que um referendo não é necessário a médio prazo.

Bolsas Europeias Abrem em Forte Alta

Madrid - As Bolsas europeias iniciaram a semana com altas expressivas, estimuladas pelo plano de resgate europeu anunciado no sábado ao sector financeiro espanhol.

A Bolsa de Madrid chegou a operar em alta de 5,77 por cento nos primeiros minutos, o índice Ibex avançava 4,16.

Londres ganhava 1,48 por cento, Paris 2,01, Frankfurt 2,12 e Milão 1,66.

Madrid registava a reacção mais positiva à ajuda europeia de até 100 bilhões de euros, proposta no fim de semana para ajudar a Espanha a sanear os bancos em dificuldades.

A alta da Bolsa espanhola era puxada pelas acções dos bancos.

O título do Bankia, terceiro maior banco espanhol por activos e cuja nacionalização precipitou o resgate ao sistema bancário do país, avançava 13,61 por cento.

Santander, líder do sector na Espanha, ganhava 5,38 por cento e o BBVA 5,96. O CaixaBank operava em alta de 3,83.

Na Ásia, os mercados também reagiram bem ao pacote de ajuda ao sector financeiro espanhol. A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 1,96 por cento.

Além disso, o euro era negociado em alta em relação ao dólar, a 1,2629 contra 1,2514 na sexta-feira.

O governo da China elogiou o plano de ajuda europeu a Espanha, que considerou bom para a "confiança dos mercados".

Makhtar Diop é o Novo Vice-Presidente do Banco Mundial para África

Makhtar Diop é o novo Vice-Presidente do Banco Mundial para África
Makhtar Diop, cidadão senegalês com mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento, é a partir de agora o novo Vice-Presidente para África do Banco Mundial.

Diop é um antigo Diretor Nacional para o Brasil onde, a partir de 2009, geriu o maior programa de um país do Banco Mundial. Antes de entrar para o Banco, Diop ocupou, no Senegal, o cargo de Ministro das Finanças e foi Presidente do Conselho de Ministros das Finanças da União Monetária da África Ocidental (UEMAO).

Após a sua entrada no Banco Mundial em 2001, Makhtar Diop ocupou vários cargos superiores, incluindo o de Director Nacional para o Quénia, Eritreia e Somália, bem como as Direcções de Infraestruturas e de Estratégia e Operações na região da América Latina e Caraíbas do Banco.

“É uma honra voltar à região África como Vice-presidente, numa altura em que o continente está em ascensão, com um forte crescimento impulsionado pelo investimento privado e se vive um clima de otimism,”afirmou Diop. “Com um conhecimento em desenvolvimento de classe mundial e financiamento inovador, podemos ajudar a sustentar o ímpeto de África e assegurar que todos os africanos, sobretudo os pobres, vão compartilhar a transformação económica e social do continente.”

O Banco Mundial é parceiro de 48 países na África Subsariana e financia aproximadamente 500 projetos na região. O portefólio do Banco inclui projetos e programas em áreas tais como agricultura, comércio e transportes, energia, educação, saúde, água e saneamento.

No ano fiscal de 2011, o Banco Mundial comprometeu mais USD 7 000 milhões em novo financiamento ao desenvolvimento em África e desembolsou mais de USD 5 500 milhões, para além de ter efectuado um número superior a 200 estudos analíticos.

No Dia de Portugal, Cavaco Silva Defende Consolidação Orçamental com Crescimento Económico

Lisboa - O presidente de Portugal, Cavaco Silva, defendeu neste domingo, no tradicional discurso do 10 de Junho, Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, a necessidade de conjugar consolidação orçamental com crescimento da economia.

"A consolidação orçamental não constitui um valor em si mesmo no sentido em que não assegura por si só uma trajetória de crescimento económico", disse Cavaco Silva.

"A imprescindível consolidação orçamental não constitui um valor em si mesmo no sentido em que não assegura por si só uma trajetória de crescimento económico e de melhoria das condições de vida das populações", afirmou o presidente da República.

No seu discurso, Cavaco Silva afirmou ser "crucial" conjugar a dimensão orçamental "com medidas destinadas a criar condições propícias ao crescimento competitivo e a promover o emprego e a justiça social".

Mais de Mil Refugiados Angolanos Regressam Semanalmente da RD Congo

Nova York - O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, anunciou ter duplicado os comboios para repatriar refugiados angolanos a partir da República Democrática do Congo, RD Congo, informa a rádio ONU.

Em nota, a agência refere que a medida, tomada em meados de Maio, permite que 1,2 mil pessoas retornem semanalmente a Angola.

Os grupos de refugiados partem de três pontos, incluindo a capital congolesa, Kinshasa, com destino à província do Uíge, local de origem da maioria das pessoas.

O Acnur refere ter apoiado o retorno de 11 mil pessoas da RD Congo somente neste mês. Durante o período, 13,7 mil angolanos voltaram do estrangeiro antes do fim do seu estatuto de refugiado a 30 de Junho.

A recomendação para a cessação do estatuto de refugiado aos angolanos foi avançada em Janeiro deste ano, devido a melhorias na situação do país. Grande parte dos 600 mil refugiados angolanos nos países vizinhos já voltou para casa, refere o Acnur.

A agência indica estar a investir em esforços adicionais para promover o repatriamento voluntário de angolanos provenientes de países africanos como a Namíbia, Zâmbia e Botswana. Em Maio, mais de 3 mil refugiados foram registados para regressar a Angola.

Para tal, o Acnur anunciou uma operação junto a governos para aumentar os meios terrestres e aéreos para transportar, particularmente, os retornados da RD Congo e da Zâmbia.

Que é Isso de "Democracia Partilhada"?


Baptista Bastos
Cada vez se percebe menos o significado exacto dos discursos do Dr. Pedro Passos Coelho. Agora, numa magna reunião qualquer, confessou uma doce esperança, na "democracia partilhada." Partilhada como, com quem e com quê? Com os bancos, com a troika, com a senhora Merkel, com aqueles cujo rosto desconhecemos? O português não precisa de ser medianamente letrado para recusar esta "partilha." E, apesar da propaganda do Governo, já não admite, acrítico e resignado, a falácia do que lhe é dito.

As coisas ainda não se moveram o suficiente para que extraiamos conclusões. Porém, as últimas sondagens são de molde a fazer reflectir alguns e a alimentar noutros uma réstia de esperança. Não podemos continuar a assistir ao vexame de o Primeiro-Ministro de Portugal se comportar como um subalterno abjecto da Chanceler alemã. Ao seguir-lhe o passo e ao apoiá-la, em decisões gravíssimas, como a rejeição das euro-obrigações, contrariando Hollande, Monti, Rajoy, Juncker e instituições respeitáveis, Passos Coelho pareceu um servil trintanário.

O homem anda muito mal avisado, e sugiro ao meu velho amigo Luís Fontoura, lido, reflectido e sábio, que lhe indique uns livros e o persuada a dar a volta, ao arrepio desses "conselheiros", certamente inimigos, que o empurram para a fossa. De contrário, estamos todos tramados.

De facto, Passos anda em maré de azar. O caso Relvas veio dar forte machadada na já debilitada credibilidade do Governo. Depois, é a contestação a todos os níveis: até os patrões já começam a dizer que "isto não vai bem." O País despovoa-se de juventude, sequestrada por uma política sem direcção nem sentido, e apenas obcecada pela norma neoliberal, que não é norma, mas sim a monstruosidade de uma ideologia predadora. Os fins hegemónicos da doutrina Merkel são da mesma passada, coagindo a Europa (desprovida de líderes fortes, ou sequazes ideológicos) a um papel de miserável vassalagem.

A própria exposição mediática de Pedro Passos Coelho tem-no desfavorecido. A falta de contenção e a ausência de estrutura cultural prejudicam-no; e as assessorias, notoriamente, não o ajudam. Ele não sabe dar resposta adequada aos que indicam a falência acentuada do seu Governo. Não pode, aliás. E a dar continuação a um projecto roto encaminha o País para um desastre cujas consequências são imprevisíveis.

O Governo quer realizar dinheiro a todo o custo. E a acção das Finanças converteu-se num desporto particularmente requintado. O Fisco é um confisco. Com lapsos e enganos gravíssimos. Fazem-se penhoras apressadamente; e, quando o erro é divulgado, o mal já está feito. A devolução das importâncias extorquidas só muito tarde é cumprida. A morosidade da máquina administrativa não se compadece com os problemas humanos. É assim e assim tem de ser.
Até nestas coisas se verifica a fragilidade da organização do Estado.

A esquizofrenia alastrou, associada ao medo. O Governo diz e decreta, mesmo (ou sobretudo) que sejam decisões injustas e iníquas. A Justiça causa mal-estar. O que se faz, neste campo, é feito com a leviandade apontada pelo bastonário Marinho e Pinto. O seu estilo é criticado porque o País foi anestesiado: não há polémica, não há debate, não há controvérsia. Estamos em pleno domínio do pensamento único, e as vozes discordantes, dissentes, antagónicas, são tidas como "excessivas" ou "arrebatadas." Marinho e Pinto enfrenta não só a beligerância de adversários, como o ódio de numerosos e cavilosos interesses instalados. Numa sociedade como a nossa, quem sacuda a apatia e grite que o rei vai nu, é quase apontado à execração popular.

O discurso político é quase inexistente. Já sabemos o que deseja
Pedro Passos Coelho, nas linhas gerais do seu pensamento: a destruição do Estado Social, uma das maiores conquistas civilizacionais e morais saídas do século XX. Todavia, que faz o PS para enfrentar e combater com êxito esse projecto? Vagas declarações de princípio, desprezando, isso sim, as forças, sobretudo as sindicais, que se têm oposto, com coragem e denodo ao sombrio propósito ideológico.

Se a doutrina do PSD é conhecida, a do PS esboroa-se em contradições de toda a monta. Se Passos Coelho não é um doutrinador (ele repete o que ouve dizer a Angela Merkel), António José Seguro apresenta limitações culturais e políticas verdadeiramente devastadoras. Claro que ele é um líder de passagem. Mas se assim não for? Se, de um momento para o outro, circunstâncias extraordinárias o posicionam à frente do País?

As interrogações aqui ficam consignadas. Mas não é preciso ser futurologista, ou desses "politólogos" de televisão, para se saber que as coisas estão negras, muito negras.