quarta-feira, 6 de junho de 2012

Angola Participa na Reunião do Processo de Kimberley Sobre o Comércio de Diamantes

Luanda - Angola participa na segunda-feira passada (4 de Junho) numa reunião sobre o Processo de Kimberley, no Departamento de Estado dos Estados Unidos, para a preparação de documentos a serem submetidos à reunião anual que terá lugar em Novembro, em Washington.

Lourenço Mahamba Baptista, do Ministério da Geologia, Minas e Indústria, chefia a delegação angolana integrada pelos presidentes dos conselhos de administração da ENDIAMA, Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM) e ASCORP, além de representantes dos ministérios das Finanças e do Interior e da Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes.

À margem da reunião, a delegação angolana participa num seminário com o tema "Diamante e desenvolvimento", cuja organização conjunta cabe à presidência actual do Processo de Kimberley e ao Banco Mundial.

A organização, criada a 11 de Maio de 2000, tem como desafios o processo de reforma do sistema de certificação, redefinição do conceito "diamantes de conflito", que ainda diverge entre o grupo da coligação da sociedade civil, o conselho mundial de diamantes e um grupo dos países africanos produtores de diamantes.

O Processo de Kimberley teve início quando os Estados da África Austral produtores de diamantes se reuniram em Kimberley, África do Sul, em Maio de 2000, para discutirem formas de impedir o comércio de diamantes de sangue e assegurar que os mesmos não financiassem os movimentos rebeldes.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Salário de Ângela Merkel Aumenta pela Primeira Vez em 12 Anos

Berlim-Angela Merkel vai passar a receber um salário mais alto. Mas, sublinhe-se, trata-se do primeiro aumento em 12 anos.

O conselho de ministros germânico aprovou aumentos de 5,7% nas remunerações da chanceler alemã, dos seus ministros e secretários de Estado. Esta atualização de salários decorrerá em três fases, até agosto de 2013, segundo o «Expansión».

A líder da maior economia europeia que auferia, até agora, um salário de 16.152 euros por mês, mais um bónus de 1.022 euros, beneficiará agora um acréscimo de 950 euros. Contas feitas, Merkel passará a ganhar 18.124 euros.
Desta forma, os governantes passam a adaptar novamente os seus salários aos aumentos na função pública. Isso já não acontecia desde 2002, por divisão do chanceler social-democrata Gerhard Schröder.

O primeiro aumento salarial de 3,3% será aplicado com efeitos retroactivos a março deste ano. A partir de 1 de janeiro de 2013 e de Agosto seguinte, os acréscimos salariais serão de 1,2.

Partidos do Governo Português Perdem Maioria em Sondagem


Lisboa - O PSD e o CDS-PP, que mantêm desde há um ano uma coligação governamental com maioria absoluta no Parlamento português, perderiam essa maioria para os partidos da esquerda se as eleições legislativas fossem hoje.

É essa uma das conclusões da mais recente sondagem da Universidade Católica, divulgada pela RTP, Antena1, Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

Os dois partidos do Governo apenas somariam 42% dos votos se houvesse agora eleições, contra 51% dos três partidos à sua esquerda (PS, PCP e Bloco de Esquerda).

A pesquisa de opinião, realizada entre os dias 26 e 28 de Maio com uma amostra de 1.366 inquiridos, revela que o PSD continua à frente das preferências dos portugueses, mas agora recolhe apenas 36% das intenções de voto, contra os 38,7% de votos efectivos nas eleições do ano passado.

O Partido Socialista (PS), principal força da oposição, surge com 33% de intenções de voto, melhorando a adesão efectiva que teve nas legislativas de 2011, em que obteve 28,1% dos votos.

Especialmente penalizado parece ser o CDS-PP, cujos 11,7% de votos há um ano lhe deram direito a entrar no Governo, com vários lugares de destaque, entre os quais o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

Mas a sondagem da Universidade Católica dá apenas 6% de intenções de voto ao CDS-PP, relegando o partido mais à direita do Parlamento para o último lugar entre as cinco forças com assentos no hemiciclo.

O descontentamento com os partidos da coligação governamental acaba por ser capitalizado em simultâneo pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda. Os comunistas, que tiveram uma votação de 7,9% nas legislativas, assumem agora 9% das intenções de voto, tanto como o Bloco de Esquerda, que melhora a sua posição face aos 5,2% realmente alcançados nas eleições de há um ano.

Portugal apenas voltará a ter eleições para a Assembleia da República (que determinam a formação do Governo) em 2015, ano em que o actual programa de assistência financeira coordenado pela troika (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) já terá terminado.

A subida do desemprego para níveis historicamente elevados (já ultrapassa os 15% e o Governo espera mais de 16% em 2013), a precariedade no trabalho e a perda de rendimento da população, devido à política de aumento da receita fiscal por parte do Governo, são alguns dos principais motivos de descontentamento dos portugueses.

Ministro Bloqueado no Gabinete por Manifestantes


Conakry - Mais de 200 jovens estagiários da administração guineense mantiveram privado dentro do gabinete, segunda-feira, o Ministro das Comunicações e porta-voz do governo, Dore Dirius Diale, exigindo a regularização de sua situação, anunciou um correspondente da AFP.

Esses jovens que se juntaram no início da tarde defronte do Ministério, em Conakry, bloquearam a entrada com pedaços de barras de madeira e ferro, sob o olhar de muitos policiais que cruzavam a área.

"Estamos presos aqui desde 3:00 (TMG). O Ministro está no gabinete e todos os trabalhadores estão aqui. Ninguém pode sair e não temos nada para beber", disse por telefone um dos colaboradores do Ministro, que pediu anonimato.

Vários membros do governo e do governador da capital deslocam-se sucessivamente ao local para tentar, sem sucesso, obter a libertação do Ministro.

Segundo os jovens estagiários, o protesto acontece na sequência da publicação, segunda-feira, de uma lista de novas admissões na função pública, o que irritou os excluidos(os mais de 200 jovens estagiários).

Bill Clinton Faz Campanha para Barack Obama em Nova York

 President Barack Obama speaks during a Memorial Day ceremony at the Vietnam Veterans Memorial Wall to commemorate the 50th anniversary of the Vietnam War, Monday, May 28, 2012, in Washington.
Nova York - O presidente norte-americano, Barack Obama, teve a ajuda de Bill Clinton para fazer campanha segunda-feira passada (dia 04 de Junho) em Nova York, aproveitando a popularidade do ex-presidente para arrecadar fundos de ricos investidores de Wall Street e dos artistas da Broadway.

Os dois juntaram-se pela primeira vez desde que Clinton colocou na semana passada a campanha de Obama na defensiva ao se tornar o mais proeminente democrata a repudiar os ataques à vida executiva do rival republicano Mitt Romney.

Mas não havia sinal de discórdia, já que Obama e Clinton mostraram união em Nova York, dando início a uma noite de arrecadação de fundos que incluiu um jantar com doadores ricos, uma festa no luxuoso hotel Waldorf Astoria e um concerto chamado "Barack on Broadway", eventos que arrecadaram mais de 3,5 milhões de dólares.

Clinton disse durante uma recepção oferecida pelo bilionário gestor de fundos de hedge Marc Lasry que Obama deve "ganhar essa eleição e vencer de forma inequívoca, pois que a alternativa seria, na minha opinião, calamitosa para o nosso país e o mundo."

Obama e Clinton tiveram uma relação por vezes tensa, já que o ex-senador por Illinois venceu a mulher do ex-presidente e agora secretária de Estado, Hillary Clinton, na corrida pela indicação presidencial democrata em 2008.

Mas Clinton continua sendo uma figura profundamente admirada pela maioria dos democratas, e os assessores de Obama acreditam que o seu apoio pode ser essencial para atrair doações e convencer eleitores independentes sobre os planos econômicos do presidente.

Putin Quer reforçar Comércio Com a UE e evita falar da Síria


São Petersburgo - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pressionou segunda-feira (dia 04 de Junho) a União Europeia a acelerar a eliminação da exigência de vistos para cidadãos russos e disse que a UE terá de lidar com uma aliança econômica entre as ex-repúblicas soviéticas.

Na sua primeira cúpula com líderes da UE desde que reassumiu a Presidência, no mês passado, Putin evitou citar publicamente a questão da Síria e alertou que não irá tolerar críticas ocidentais sobre direitos humanos ou liberdades democráticas.

Depois de enfrentar os piores protestos em 12 anos de domínio político sobre o país, Putin manifestou apoio a um projecto de lei que dificulta a realização de manifestações, aumentando a multa imposta aos violadores.

Por outro lado, defendeu a prisão do ex-magnata petroleiro Mikhail Khodorkovsky, vista por muitos como símbolo das perseguições de Putin a seus inimigos.

Diante de céticos líderes europeus, Putin disse determinado a buscar uma aproximação da Rússia com a UE, maior parceira comercial do seu país, e defendeu empenho na discussão de um novo acordo entre os países.

"Temos uma boa oportunidade para definir metas estratégicas neste documento e estabelecer um plano de cooperação para o longo prazo", disse ele no requintado Palácio Constantine, nos arredores de São Petersburgo, sua cidade natal.

Alertou, porém, que a discussão deve ser "pragmática e profissional ... sem estereótipos ideológicos ou outros", o que foi visto como um recado velado para que a UE trate a Rússia em pé de igualdade, sem sermões a respeito de questões como os direitos humanos.

A cúpula foi ofuscada pela situação da Síria. Moscou(Moscovo) tem usado seu poder de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para barrar qualquer tentativa ocidental de condenar o regime de Bashar al-Assad pela repressão a protestos pró-democracia nos últimos 15 meses.

França Quer Luta Contra Impunidade e Narcotráfico e Eleições Rápidas na Guiné-Bissau:Embaixador














Guiné-Bissau-Os "imperativos" foram apresentados pelo embaixador de França em Bissau, Michel Flesch, após uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros de transição, quando considerou fundamental que o povo se exprima em liberdade e se façam eleições rapidamente.

"Mas há outros dossiês que estão em cima da mesa como são os casos da reforma do setor da Defesa e Segurança e luta contra a impunidade, toda a forma de impunidade, e a luta contra o narcotráfico", observou Michel Flesch em declarações após uma audiência na terça-feira passada com Faustino Imbali divulgadas pela Rádio Nacional.

Naquele que foi o primeiro encontro com Faustino Imbali, Michel Flesch disse que transmitiu ao ministro de transição a posição de França relativamente à Guiné-Bissau e que, afirmou, não difere do que tem sido defendida pela maioria da comunidade internacional.

A comunidade internacional sem exceção condenou o golpe de Estado perpetrado pelos militares guineenses de 12 de Abril passado e exigiu o regresso à normalidade constitucional. Até agora a União Europeia não reconheceu qualquer autoridade de transição que entretanto foi empossada.

"Como sabem a França condena o golpe de Estado, qualquer golpe de Estado, e não pode aceitar que as Forças Armadas se metam na vida política. O papel das Forças Armadas é o de estar nas suas casernas e submeter-se ao poder civil", frisou Michel Flesch.

Faustino Imbali reuniu-se terça-feira passada com alguns diplomatas "para explicar as razões do golpe de Estado" militar de Abril, na sequência do qual o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro eleito, Carlos Gomes Júnior, foram afastados, estando agora em Portugal.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros convocou-me e sendo eu o embaixador da França na Guiné-Bissau, vim. A França mantêm relações diplomáticas entre países, o ministro dos Negócios Estrangeiros de transição convocou-me e vim para trocar impressões com ele, ver a situação atual e analisar as relações entre os nossos dois países", justificou Michel Flesch.